Francisco visitou esta tarde um centro de acolhimento para famílias desfavorecidas, dos Padres Capucnhinhos

Créditos: Vatican News

Dublin, 25 ago 2018 (Ecclesia) – O Papa visitou hoje um centro de acolhimento para famílias mais desfavorecidas em Dublin, no âmbito da viagem apostólica que está a cumprir à Irlanda, para participar no 9.º Encontro Mundial de Famílias.

Na mensagem que deixou àqueles que são apoiados por aquela instituição, gerida pelos Padres Capuchinhos, Francisco agradeceu a “confiança” que depositam no trabalho da congregação e na missão da Igreja Católica.

E pediu-lhes que “rezem pela Igreja, pelos seus sacerdotes e bispos”, para que, tal como os irmãos Capuchinhos que aqui os acolhem, eles “saibam acolher quem mais precisa sem os tolher da sua dignidade”.

“Quando olho para o vosso trabalho, isto faz-me pensar em tantos padres que hoje passam o tempo a questionar a vida dos outros, que mesmo na confissão querem saber sempre mais e mais. Vocês, quando acolhem alguém nesta casa, é a Cristo que acolhem. Que o vosso testemunho chegue ao coração dos sacerdotes”, disse depois o Papa aos religiosos.

Como explicou o irmão Kevin Crowley, responsável pelo Centro de Acolhimento dos Padres Capuchinhos, esta instituição situada nos arredores de Dublin começou a funcionar em 1969, providenciando teto e comida para cerca de 50 pessoas.

Papa Francisco cumprimenta o frade Kevin Crowley, responsável pelo centro de acolhimento a famílias carenciadas

Ao longo dos anos, o projeto foi alargando o seu âmbito, distribuindo atualmente cerca de 800 refeições por dia, além de outros apoios, como cuidados médicos e de higiene, e serviços orientados para a reinserção social das pessoas.

“Eles darão coisas que vocês precisam, mas escutem também os conselhos que eles dão, se tiverem uma dúvida, uma dor, falem com eles, vocês sabem que eles gostam muito de vocês”, disse Francisco aos utentes do centro.

À comunidade capuchinha, o Papa argentino pediu que nunca se esqueça da responsabilidade que tem em cuidar do bem-comum, em cuidar de cada pessoa.

“Se algum dia vocês se esquecerem disto a vossa comunidade cai. Vocês têm uma especial sintonia com as pessoas, sobretudo com os mais pobres”, frisou Francisco, que destacou ainda a “graça” que os religiosos têm de, através dos mais necessitados ou oprimidos, “transportarem as chagas de Cristo”.

No final da visita, o Papa presenteou os irmãos religiosos com um quadro de São Francisco, com uma especial referência à paz no mundo que esta congregação também deve ajudar a preservar.

Do lado dos utentes, de forma simbólica, foi oferecida a Francisco uma mochila de campismo, em alusão a todos quantos hoje, apesar das dificuldades, se querem fazer próximos da Igreja e contam com a Igreja para encontrarem o seu caminho.

Num dia cheio de iniciativas, que começou bem cedo, com a partida de Roma, por volta das 7h30 da manhã (hora portuguesa), o Papa Francisco vai prosseguir a sua visita apostólica internacional à Irlanda, e a participação no Encontro Mundial de Famílias, com a presença na Festa das Famílias, no Croke Park Stadium, em Dublin.

JCP

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