Cidade do Vaticano, 28 fev 2018 (Ecclesia) – A Basílica do Santo Sepulcro, na Terra Santa, reabriu hoje depois do gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter anunciado a suspensão da cobrança de impostos às Igrejas pelo município de Jerusalém.

“Trata-se de uma notícia positiva que apreciamos muito”, afirmou o custódio da Terra Santa sobre a decisão do Governo de Israel suspender “as medidas fiscais e legislativas que penalizam as Igrejas”.

A Basílica do Santo Sepulcro reabriu hoje depois de ter sido fechada domingo, dia 25, por tempo indeterminado, como protesto pelos impostos às propriedades das Igrejas que são consideradas comerciais pelos pelo governo e continuavam isentos os locais de culto e os seminários.

O presidente da câmara de Jerusalém, Nir Barkat, tinha anunciado em comunicado que a cidade conta recuperar impostos em atraso num valor de 650 milhões de shekels (152 milhões de euros) sobre propriedades como “hotéis, salas de reuniões e lojas”.

Em declarações à Agência italiana Sir, o padre católico  Francesco Patton adiantou que após o comunicado de Benjamin Netanyahu devem “concordar” com Theophilos III, patriarca greco-ortodoxo de Jerusalém, e Nourhan Manougian, patriarca arménio, “numa resposta comum” que vai ser conhecida “nas próximas horas” e na qual já estão a trabalhar.

O sítio online ‘Vatican News’ assinala que o primeiro-ministro israelita e o presidente do município de Jerusalém conversaram sobre a criação de um grupo de trabalho que vai “negociar com as Igrejas uma solução”.

“Se existir a possibilidade de reencontrarmo-nos e discutir faremos juntos de bom grado. Não como comunidade individual mas juntos como comunidades cristãs envolvidas”, já tinha referido o responsável desde 2016 pela Custódia da Terra Santa, realçando que “não” têm “nenhuma intenção de lutar com o Estado de Israel”.

A igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, é administrada pelas Igrejas cristãs: Católica, Greco-ortodoxa e Arménia apostólica.

CB/OC

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