Grupo manifesta entusiasmo por participar em grande evento mundial

Lisboa, 04 jan 2019 (Ecclesia) – Um grupo de voluntários portugueses que vai participar na próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que decorre de 22 a 27 de janeiro, partiu hoje para o Panamá

Filipe Teixeira, do Patriarcado de Lisboa, manifestou à Agência ECCLESIA a intenção de “trabalhar em prol de muitos outros” que vão participar na JMJ, algo que faz pela segunda vez, como “voluntário de longa duração”, junto do Comité Organizador local.

“É possível jovens de todos os mundos, com as suas dificuldades, de vários contextos, unirem-se numa mesma fé, num mesmo propósito”, oferecendo “uma vitalidade nova à Igreja”, assinala.

O voluntário destaca que a recente assembleia do Sínodo dos Bispos sobre os jovens, em outubro, referiu a importâncias destas jornadas para “o dinamismo que a Igreja procura incutir hoje na Pastoral Juvenil”

Tomás Virtuoso, que em março de 2018 participou na reunião pré-sinodal que decorreu em Roma, parte agora para o Panamá ao serviço de “algo muito maior”, com vontade de “dar o melhor e ajudar ao máximo a Igreja, num destes momentos de grande exposição ao mundo”.

O membro das Equipas Jovens de Nossa Senhora sublinha que a JMJ vai valorizar as conclusões do pré-Sínodo e do Sínodo de outubro, um momento em que a “Igreja esteve um mês, parada, a discutir a questão dos jovens”.

“O grande desafio que há nestas jornadas é que estes grandes eventos sejam iniciadores de processos claros, de acompanhamento dos jovens, do seu caminho, e não se esfumem muito rápido”, acrescenta.

Para o voluntário português, é necessário valorizar os momentos de “grande exaltação de fé”, vivida numa “grande comunidade”, os quais representam “uma experiência de vida muito marcante” que não pode ficar num “certo fogo-de-artifício”.

Nesse sentido, sublinha a importância de acompanhar os jovens participantes no regresso e fazer com eles um “caminho” de discernimento.

António Ribeiro de Matos, animador pastoral dos Salesianos de Lisboa, vê nesta viagem ao Panamá uma “missão”, ainda sem saber o setor que lhe vai ser reservado, como voluntário.

“Vou servir a Igreja, vou servir os meus irmãos, isto é sempre muito bonito”, assinala, evocando a sua experiência, como participante, nas JMJ de 2005 (Colónia, Alemanha) e 2016 (Cracóvia, Polónia), que define como “tempos de grande surpresa e de encontro”.

“As jornadas proporcionam-nos a oportunidade de encontrar Cristo nos outros, que são como nós, que têm a mesma idade, com realidades e vivências diferentes”, precisa.

Margarida Patrocínio, que trabalha na área da Comunicação da Associação Salvador, confessa a “surpresa” com o convite, que considerou “um presente de Natal”.

Depois de ter participado na JMJ 2011, de Madrid, a voluntária vê nas recentes iniciativas dedicadas à juventude, pelo Papa, um sinal de que a Igreja deposita nos jovens “uma grande fé”.

“Há muita coisa a comunicar aos jovens, a desmistificar, para clarificar”, defende.

Rodrigo Figueiredo faz parte do Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa e recorda a alegria que sentiu ao receber o convite para ser voluntário na JMJ 2019, considerando que o mesmo implica “responsabilidade” e “disponibilidade para tudo o que for preciso”.

O jovem esteve na JMJ de 2016, na Polónia, que evoca como “uma experiência muito forte” que lhe permitiu ter a noção da “imensidão” da Igreja Católica

Teresa Folhadela, enfermeira, esteve em agosto a trabalhar com famílias de refugiados, na Grécia; agora, antes de regressar ao trabalho, no Porto, parte rumo ao Panamá, depois de ter recebido um telefonem a perguntar se estaria disponível, como voluntária.

“Temos sempre de dizer que sim e é uma oportunidade muito boa estar nos bastidores de umas jornadas, num serviço pequeno, discreto, que também faz o grande”, explica.

Em 2016, a jovem esteve em Cracóvia, com 300 elementos das Equipas de Nossa Senhora.

“Vivemos sempre as jornadas como uma injeção de Igreja, sentindo que somos todos muito especiais, uma família”, afirma.

Filipe Teixeira, que esteve entre os 12 jovens que almoçaram com o Papa Francisco na JMJ-2013, no Rio de Janeiro, diz que a possibilidade de as próximas JMJ decorrerem em Portugal seria “motivo de grande alegria” para a Igreja e a sociedade.

O cardeal-patriarca confirmou, em entrevista à Agência ECCLESIA, que Lisboa apresentou a sua candidatura para receber a Jornada Mundial da Juventude no verão de 2022.

O Vaticano já divulgou o programa da viagem do Papa ao Panamá, de 23 a 28 de janeiro de 2019, bem como a inédita videomensagem de Francisco para a JMJ, partilhada através do YouTube, desafiando jovens crentes e não-crentes a instaurar a “revolução do serviço”.

As JMJ nasceram por iniciativa de São João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

Este é um acontecimento religioso e cultural que reúne jovens de todo o mundo durante uma semana.

Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível diocesano no Domingo de Ramos, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos numa grande cidade: em 1987, Buenos Aires (Argentina); em 1989, Santiago de Compostela (Espanha); em 1991, Czestochowa (Polónia); em 1993 em Denver (EUA); em 1995, Manila (Filipinas); em 1997, Paris (França); em 2000, Roma (Itália); em 2002, Toronto (Canadá); em 2005, Colónia (Alemanha); em 2008, Sidney (Austrália); em 2011, Madrid (Espanha); Rio de Janeiro (Brasil), em 2013; e Cracóvia (Polónia), em 2016.

As duas últimas edições internacionais foram presididas pelo Papa Francisco.

HM/OC

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