«Arriscar» é o conselho de futuro sacerdote a quem pensar em ir para o seminário

Lamego, 01 jul 2018 (Ecclesia) – O diácono Vitor Carreira vai ser ordenado presbítero este domingo, às 16h00, na Sé de Lamego, e depois de cerca de treze anos em formação nos seminários diz que “arriscar” é a palavra-chave.

“Ter dúvidas e receios sempre foi natural no ser humano, porém com fé e confiança n’Aquele que nos envia tudo é mais fácil. «Não tenhais medo»”, afirmou Vitor Carreira em declarações ao jornal diocesano ‘Voz de Lamego’.

Neste contexto, o futuro sacerdote explica a todos os que possivelmente vierem a entrar no Seminário que “arriscar” é “a palavra-chave”.

A ordenação vai decorrer a partir das 16h00, sob a presidência do bispo diocesano D. António Couto.

Sobre o seu percurso e discernimento vocacional recorda que aos 10 anos de idade foi “interpelado pelo pároco”, na altura o padre José Filipe Ribeiro, “para ir para o seminário”.

Frequentou o Seminário Menor de Resende onde começou a “discernir a ideia de vir um dia a ser sacerdote” e a expressão gravada para parede da capela «Vem e Segue-Me» “é desafiante, até provocadora”.

“Foi pelo facto de meditar e rezar esta expressão bíblica que me fui interpelando, sobretudo no último ano do secundário, e que me levou a decidir, com ajuda de Deus, ir para o Seminário Maior de Lamego”, desenvolve.

O futuro padre lamecense ao todo esteve cerca de 13 anos em formação no seminário em Lamego e em Braga, onde frequentou o núcleo regional da Universidade Católica Portuguesa.

“Todo o tempo de formação é relevante, tanto no seminário, como na faculdade. Há uma relação de complementaridade entre estes dois polos. É preciso, como é óbvio, saber conciliar bem estes fatores”, acrescenta.

Vitor Carreira realça também que os estágios pastorais “são fundamentais” para o candidato ao sacerdócio, uma vez que servem como complemento à formação teórica recebida e o seu “tem sido bastante enriquecedor”.

Para o diácono “disponibilidade e entrega” devem ser as “palavras-chave” para quem se encontra esta fase e explica que a disponibilidade é “para todo o serviço que for solicitado”, seja a nível da catequese, na liturgia ou até visita aos doentes”.

Natural de Queimadela, em Armamar, Vitor Carreira conta que nasceu “no seio de uma família humilde e religiosa” e este último fator levo-o, “desde muito cedo, à igreja”.

“Recordo-me, com saudade, as vezes que ia à Eucaristia com a minha avó materna. Aliás, foi com ela que eu aprendi as primeiras orações”, lembra na entrevista publicada no sítio online da Diocese de Lamego.

CB/OC

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