Octávio Carmo, Agência ECCLESIA

A semana que acaba agora ficou marcada pelos vários gesto de homenagem e oração, no caso dos crentes, pelos que já partiram. Como tão bem disse o Papa Francisco, é um dia de esperança com lágrimas, o dos fiéis defuntos, uma celebração que é também um desafio para toda a humanidade.

A melhor homenagem que podemos fazer aos que nos precederam é aceitar as lições que nos transmitiram, com a sua vida e com a sua morte, tantas vezes trágica e evitável. Foi muito grande o preço que muitos homens e mulheres tiveram de pagar às mãos da loucura humana, da guerra, da fome, do desprezo pela vida, para que a sua morte se tenha de continuar a repetir sem cessar naqueles que se lhes seguiram.

Muito particularmente, no caso da guerra, é preciso evitar que novas tragédias globais se repitam. Valeria a pena perguntarmo-nos qual é o objetivo de haver armas capazes de destruir a humanidade. A quem é que isso interessa? Porque é que não há capacidade de evitar que tal aconteça? Até quando vai ser legítimo pensar no “poder dissuasor” de uma tal força de destruição? Quando deixaremos de ver a guerra como sinal de força no discurso político e na afirmação global das “potências” internacionais?

O nosso destino não é caminhar para o abismo, mas para o infinito. Essa convicção de fé, para quem é cristão, não dispensa a aprendizagem das lições do passado e o respeito mais absoluto pela memória dos que nos procuraram deixar um mundo melhor e não puderam, porque as forças do mal se lhes sobrepuseram. É uma luta que ultrapassa a própria história e que exige o empenho de todos os que acreditam no Bem.

Octávio Carmo

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