A comunidade católica madeirense «muito beneficiará» das «qualidades comprovadas» de D. Nuno Brás, realça D. Manuel Clemente

Lisboa, 12 jan 2019 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa reagiu hoje à nomeação de D. Nuno Brás para a Diocese do Funchal, para realçar que a comunidade católica madeirense “muito beneficiará” das “qualidades comprovadas” do até agora bispo auxiliar.

Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente destaca “a inteligência e capacidade pastoral” de D. Nuno Brás, e “o acompanhamento” que prestou “às Vigararias e paróquias” do Patriarcado de Lisboa, “e respetivo clero”.

Um pastor que, segundo o cardeal-patriarca, “ganhou justamente a estima do povo de Deus, especialmente daqueles que mais diretamente serviu”.

Na sua mensagem, D. Manuel Clemente realça ainda as  capacidades de D. Nuno Brás enquanto “formador e reitor do Seminário dos Olivais”, missão onde teve oportunidade de conhecer uma boa parte do clero madeirense, como colega ou professor.

Agora com a nomeação de D. Nuno Brás como bispo da Diocese do Funchal, sairá também “reforçada a ligação entre estas duas Igrejas irmãs”, sustenta o cardeal-patriarca de Lisboa.

Natural do Vimeiro, do Concelho da Lourinhã, Patriarcado de Lisboa, D. Nuno Brás tem 55 anos e além da sua formação em Teologia é também diplomado em Comunicação Social, e integra a Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

Durante vários anos, a par da sua atividade pastoral, como vigário da Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos, em Lisboa, como formador e depois reitor do Seminário dos Olivais,  D. Nuno Brás foi redator, editor e diretor do Jornal ‘Voz da Verdade’, do Patriarcado de Lisboa.

“A qualidade das suas intervenções e escritos na Voz da Verdade e outras publicações foram de grande pertinência para a nossa vida eclesial e cultural”, frisa D. Manuel Clemente.

O novo bispo nomeado para a Diocese do Funchal era auxiliar do Patriarcado de Lisboa desde 2011, e no plano mais internacional foi reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma.

Em 2016, D. Nuno Brás foi nomeado membro da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé, e mais recentemente, em março de 2018 assumiu o cargo de coordenador da secção das Comunicações Sociais da Comissão para Evangelização e Cultura, organismo do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE).  

Foto Sé do Funchal

A entrada solene de D. Nuno Brás na Diocese do Funchal, em substituição do atual bispo madeirense, D. António Carrilho, está marcada para o dia 17 de fevereiro, pelas 16h00, na Catedral do Funchal.

Antes disso, decorrerá no dia 7 de fevereiro, no Seminário dos Olivais, em Lisboa, pelas 19h00, uma missa aberta a todo o clero do Patriarcado de Lisboa, em ação de graças pela nova missão confiada a D. Nuno Brás e em intercessão pelo ministério que ele irá iniciar na Diocese do Funchal.

“D. Nuno Brás conta com a nossa muita estima e oração. A autenticidade eclesial nasce da profundidade espiritual com que se vivem realidades assim, como o ministério ordenado e o serviço do Povo de Deus. Rezaremos por ele e pelo novo serviço que o Papa Francisco lhe pede”, completa D. Manuel Clemente.

A Diocese do Funchal era liderada desde 2007 por D. António Carrilho, que apresentou a sua renúncia  por limite de idade, solicitação que foi hoje atendida e oficializada pelo Papa Francisco, através de um comunicado enviado à Nunciatura Apostólica da Santa Sé em Portugal.

D. António Carrilho assumirá agora a condição de administrador apostólico da Diocese do Funchal, até à entrada do seu sucessor, D. Nuno Brás, e prosseguirá depois o seu ministério pastoral como bispo emérito.

JCP

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