D. Manuel Clemente ordenou sete presbíteros e um diácono

Foto: João Cláudio Fernandes

Lisboa, 02 jul 2018 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa ordenou este domingo sete presbíteros e um novo diácono, a quem pediu que a exemplo de Jesus promovam “relações verdadeiramente pessoais e interpessoais que curem e salvem”.

“Jesus concentrou-se na procura de quem o procurara. Evangelizar é isto mesmo, hoje como naquela altura. Deixarmos que através de nós Jesus continue a atravessar este mundo cheio de muita gente, muitas dores e também esperanças”, afirmou D. Manuel Clemente, na celebração que decorreu no Mosteiro dos Jerónimos.

Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, o cardeal-patriarca de Lisboa disse aos ordenados que através deles deixem que Jesus cuide dos outros, “em relações verdadeiramente pessoais e interpessoais que curem e salvem”.

“Onde pode haver pressa e urgência, mas nunca se ultrapassa ou descarta quem quer que apareça e em nenhum momento da vida, sobretudo a mais frágil no corpo ou no espírito”, acrescentou.

A partir do Evangelho deste domingo, o encontro de Jesus com a mulher doente e com a filha moribunda de Jairo, D. Manuel Clemente explicou que se encontra na “magnífica página evangélica” o “essencial” do que é a presença de Cristo.

“«- Quem tocou nas minhas vestes?». O essencial é o “quem”, pois duma pessoa se tratava. No Evangelho não há plano nem programa, por melhor arquitetado que seja, que se sobreponha a cada pessoa e não nos disponha a servi-la”, salientou.

D. Manuel Clemente realçou que em cada pessoa “entreabre-se um mundo e o tempo de Deus é a caridade de Cristo, que não acaba nunca”.

“Dum modo ou doutro e seja onde for”, observou que ministros e fiéis são o manto de Cristo em que “muitos quererão tocar, buscando cura e salvação”.

“Cristo entre a multidão, Cristo que se detém e corresponde, Cristo que abre o tempo do mundo ao tempo de Deus, são imagens sugestivas do que a Igreja há de ser, como comunidade e missão”, acrescentou na homilia. também partilhada no sítio online do Patriarcado.

O cardeal-patriarca ordenou sete novos presbíteros, este domingo, cinco para a Diocese de Lisboa – portugueses, italianos, um colombiano, um indonésio e outro das Filipinas, dois religiosos – Franciscanos Capuchinhos e Missionários do Verbo Divino – e um diácono também de uma congregação religiosa.

CB/OC

 

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