Trabalhos chegam ao fim após debate dedicado a aplicações e redes sociais

Foto: Agência ECCLESIA/CB

Fátima, 28 set 2018 (Ecclesia) – As Jornadas Comunicações Sociais Digital, promovidas pela Igreja Católica, chegaram hoje ao fim, em Fátima, com propostas ligadas à necessidade de conhecer o público de apostar em “influencers” que ajudem a passar mensagens e valores.

D. João Lavrador, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, saudou o “interesse” e a participação nas jornadas, que apontaram à necessidade de novas reflexões

“Nós ainda não despertamos para a paróquia digital”, exemplificou o bispo de Angra.

O responsável recordou que a Igreja tem já um caminho feito, “a vários níveis”, neste campo que exige a junção entre “criatividade” e “profissionalismo”, com maior atenção aos jovens.

“Há ainda um défice do religioso, da presença da Igreja Católica, do que é ser cristão, nas redes”, assinalou D. João Lavrador.

O padre António Valério, diretor da Rede Mundial de Oração do Papa em Portugal, da organização do evento, sublinhou por sua vez que “descobrir o que as pessoas procuram é descobrir também as suas sedes humanas e espirituais”.

Também da organização das jornadas, o padre Américo Aguiar, diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, adiantou a intenção de “insistir nesta receita” das parcerias, para que as jornadas sejam feitas “por todos e para todos”.

“Estamos cada vez mais imersos numa nova cultura”, observou.

O painel conclusivo contou com contributos de sete participantes, como Rita Oliveira, da equipa de comunicação do CNE-Escutismo Católico em Portugal, que sublinhou o  papel que os “influencers” desempenham atualmente.

“Temos de passar a mensagem de sempre, mas para pessoas novas; por tanto, comunicá-la de forma diferente”, sustentou.

Carla Santos, do projeto juvenil 2.0 (Salesianos), assinalou por sua vez a urgência de “trabalhar a linguagem informal”, assumindo um “propósito”, de apresentar “valor” com a presença nas redes sociais.

Cristiana Lopes, do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil de Leiria-Fátima, manifestou uma convicção juntamente com Catarina Cristovam, do Secretariado da Pastoral Universitária da mesma diocese: “Conhecer o público e darmo-nos a conhecer é o mais importante das redes sociais”.

A “exigência da velocidade do digital” foi recordada por Diogo Alves, do Gabinete de Comunicação do Santuário de Fátima.

“A questão é: não há tempo”, advertiu.

João Pedro Quesado, Departamento Arquidiocesano das Comunicações Sociais de Braga, defendeu na sua intervenção que, nas redes sociais, “a melhor forma de divulgar ações é através de vídeos”.

Vítor Serra, do jornal Reconquista, falou da importância de “estar em todas as redes sociais”, encontrando ferramentas que ajudem a otimizar recursos.

Durante os trabalhos foram debatidos temas como ‘Dicas para um Marketing Digital eficaz e ético’, com a investigadora Patrícia Dias; ‘Boas práticas para evangelizar’ nas redes sociais; com a irmã Xiskya Valladares, a “monja twiteira” cofundadora da ‘iMisión’; “chaves para fazer uma APP religiosa” por Juan Della Torre, fundador da agência argentina ‘La Machi – Comunicación para buenas causas’.

A conferência de abertura das jornadas contou com o diretor digital do Grupo Renascença Multimédia, Nelson Pimenta, para apresentar as tendências do setor.

Do painel que encerrou as jornadas, destacou-se a apresentação de um estudo mundial inédito sobre os “interesses dos jovens entre os 18 e 25 anos” nas redes sociais, por Jesús Colina, diretor editorial da Aleteia.

‘APPlica-te’ (#APPlicaTe) foi o tema que junta as Jornadas Nacionais de Comunicações Sociais, promovidas pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja Católica em Portugal; e as Jornadas de Comunicação Digital, as terceiras desde 2014, dinamizadas pela Rede Mundial de Oração do Papa, do Apostolado da Oração, uma obra confiada aos Jesuítas.

OC

Partilhar:
Share