Francisco diz que reza todos os dias pelas populações atingidas

Cidade do Vaticano, 14 set 2018 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje no Vaticano à defesa das crianças da Síria e do Iraque, vítimas da guerra, por parte da comunidade internacional.

“Assegurar a sua proteção e o seu futuro é um dever de civilização. É enxugando as lágrimas das crianças que apenas viram destroços, morte e destruição que o mundo vai reencontrar a dignidade”, disse, perante responsáveis por organismos católicos de solidariedade e bispos do Médio Oriente.

Francisco revelou aos presentes que “todos os dias, na oração”, recorda os sofrimentos e necessidades das “Igrejas e povos” da região, bem como dos que procuram ajudá-los.

“Isto é verdade: todos os dias”, insistiu.

O Papa desafiou a comunidade a enfrentar as causas que “obrigaram milhões de pessoas a deixar, com tristeza, a própria terra”.

O 6.º encontro de coordenação sobre a resposta da Igreja na crise humana na Síria, no Iraque, e países vizinhos foi promovido pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé).

A audiência contou com a presença do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi.

O Papa denunciou os conflitos que “ensanguentam” o Médio Oriente, onde a rede de organizações católicas solidárias atribuiu mais de mil milhões de dólares para respostas de emergência, desde 2014.

“Existe o risco de que a presença cristã seja eliminada na terra de onde se propagou pelo mundo a luz do Evangelho. Em colaboração com as Igrejas irmãs, a Santa Sé trabalha assiduamente para garantir um futuro a estas comunidades cristãs”, precisou.

A intervenção deixou uma palavra de estímulo aos cristãos do Médio Oriente, para que “não se resignem às trevas da violência”.

“O testemunho do amor com o qual a Igreja escuta e responde ao grito de ajuda de todos, começando pelos mais vulneráveis e pobres, é um sinal luminoso para o presente e uma semente de esperança que germinará no futuro”, acrescentou.

Entre as várias iniciativas em curso, o Papa lembrou “o grande trabalho de ajuda no regresso das comunidades cristãs à Planície de Nínive, no Iraque, e a assistência médica aos vários doentes pobres na Síria, em particular, através do projeto Hospitais Abertos”.

OC

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