Abertura da embaixada dos EUA em Jerusalém foi acompanhada por protestos

Cidade do Vaticano, 14 mai 2018 (Ecclesia) – O responsável do Vaticano pelo acompanhamento das Igrejas no Médio Oriente, cardeal Leonardo Sandri, apelou ao “bom senso” dos governantes, para evitar o agravamento dos conflitos na região.

“Desejamos que todas estas situações sejam superadas com prudência, sabedoria e bom senso de todos os que têm responsabilidade”, disse o prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais (Santa Sé) ao portal ‘Vatican News’.

A Abertura da embaixada dos EUA em Jerusalém foi hoje acompanhada por protestos e violência, com 37 mortos e 198 feridos em protestos palestinos contra a localização da nova representação diplomática dos norte-americanos em Israel.

D.acinto Boulos Marcuzzo, vigário patriarcal para Jerusalém e a Palestina (Igreja Católica), referiu ao ‘Vaticano News’ que o sentimento entre os cristãos é de “tristeza”.

“Já não há esperança de se chegar a uma trégua”, assinalou.

Para este responsável, a decisão da administração Trump vai “contra a história, contra a justiça e contra o bem da população de Jerusalém”.

O Papa Francisco vai promover a 7 de julho uma jornada de reflexão e oração pelo Médio Oriente, uma iniciativa ecuménica marcada para a cidade italiana de Bari.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, agradeceu hoje ao presidente dos Estados Unidos da América a transferência da embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém, hoje inaugurada, falando num “dia glorioso”.

Trump fez ainda coincidir o evento com a comemoração do 70.º aniversário do nascimento do Estado de Israel, proclamado a 14 de maio de 1948.

A decisão mereceu protestos dos responsáveis palestinos, que reivindicam Jerusalém Oriental como capital do seu futuro Estado.

OC

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