Significado do nascimento de Cristo «não ficou prisioneiro no passado», diz D. João Marcos 

Beja, 18 dez 2018 (Ecclesia) – A mensagem de Natal do bispo de Beja salienta um acontecimento que “não ficou prisioneiro no passado”, mas que é hoje permanentemente atualizado, sobretudo pelo contexto dos mais necessitados.

No documento enviado à Agência ECCLESIA. D. João Marcos recorre à analogia de Jesus “recém-nascido envolto em faixas e deitado numa manjedoura”, de Cristo “pequenino e indefeso”, mas que “é o pão vivo descido do Céu” que vai alimentar a todos.

Um mistério que “pela fé é gerado e nasce em cada tempo, às vezes nas pessoas e nos lugares mais estranhos e surpreendentes!”, salienta o bispo de Beja.

Para o responsável católico, “o Natal que aconteceu fisicamente em Belém há dois mil anos, acontece hoje espiritualmente em qualquer lugar da terra”, desde que “escutado com fé e guardado com amor”.

D. João Marcos desafia, neste sentido, as comunidades cristãs a nunca deixarem de viver e anunciar esta Boa Nova, na mesma perspetiva dos “pastores” que acorreram a Belém.

“Ide à vossa Igreja paroquial e vede o Menino Jesus nascido e a ser fonte de alegria no coração dos pobres! Recebei o Seu Espírito que faz de vós filhos adotivos de Deus, proclamai bem alto a vossa fé na Encarnação do Seu Verbo e voltai glorificando e louvando a Deus”, exorta o bispo de Beja.

Como votos para esta quadra natalícia, D. João Marcos espera ainda que as comunidade cristãs continuem “a cultivar o amor e a comunhão fraterna entre todos”, em especial nas “famílias”, e que tenham também um coração atento aos que chegam de outros territórios e países, aos migrantes e refugiados.

“Para que se abram para acolher os que, vindos de fora, vivem agora connosco”, reforça.

O bispo de Beja conclui a sua mensagem com um apelo à manutenção das tradições religiosas que caraterizam o tempo de Natal na região.

“Convido-vos a manter e a praticar a antiga tradição alentejana de cantar com fé ao Menino Jesus, no presépio, os lindíssimos cantes de cada terra. A sua beleza expressa o encantamento e a ternura, o amor, a gratidão e a súplica que o Seu Nascimento suscita no mais fundo de cada um de nós”, completa D. João Marcos.

JCP

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