Representante da Santa Sé participou em sessão sobre esta matéria em Genebra

Cidade do Vaticano, 14 fev 2018 (Ecclesia) – O Vaticano considera essencial incluir o “direito à liberdade religiosa” no esforço internacional de defesa dos refugiados.

A posição da Igreja Católica foi assumida em Genebra, na Suíça, pelo observador permanente da Santa Sé junto da ONU, durante uma sessão dedicada ao Pacto Global sobre Refugiados.

De acordo com informações avançadas hoje pelo portal Vatican News, o arcebispo esloveno Ivan Jurkovic destacou este “momento histórico” como “uma oportunidade para elevar aquela que costuma ser a abordagem padrão da comunidade internacional”.

E alertou para a importância de incluir neste Pacto Global “políticas e medidas concretas” que salvaguardem a “dimensão espiritual dos refugiados, os seus direitos de liberdade religiosa”.

“Defender os direitos inalienáveis dos refugiados, respeitando a liberdade fundamental e a dignidade. Este é um dever ao qual ninguém está isento”, apontou o responsável católico.

D. Ivan Jurkovic referiu ainda que “proteger os refugiados é uma tarefa que supera a boa vontade dos países e exige flexibilidade e cooperação dentro da comunidade internacional”.

Isto sem esquecer a atenção que deve ser dada “aos povos que acolhem e mantêm as suas fronteiras abertas” e ao direito que os refugiados têm de reunir-se com a “família”.

“É importante protegê-los das tragédias da migração forçada”, frisou o representante da Santa Sé em Genebra.

JCP

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