Qaisar e Amoon Ayub são acusados de publicar na internet material ofensivo contra o Islão

Foto Ansa

Lisboa, 17 dez 2018 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda a Igreja que Sofre (AIS) alertou hoje para a situação de dois irmãos cristãos, que foram condenados à morte no Paquistão, por alegadamente terem ofendido Maomé e o Islão.

Numa nota publicada esta segunda-feira, aquele organismo católico adianta que os dois irmãos cristãos paquistaneses, Qaisar e Amoon Ayub, são ambos casados – o primeiro tem três filhos – e estão “detidos no estabelecimento prisional de Jehlum desde 2015”.

A acusação remonta a 2014, e envolve Qaisar e Amoon Ayub na alegada publicação na internet de “informação considerada ofensiva para o Islão”.

Com base na ‘Lei da Blasfémia’, os dois irmãos cristãos foram agora formalmente condenados à morte, uma sentença que já mereceu repúdio por parte da organização Class, que “presta apoio jurídico às vítimas de intolerância religiosa no Paquistão”.

Recorde-se que recentemente a atualidade no Paquistão ficou marcada pela libertação de Asia Bibi, um dos principais rostos da questão da liberdade religiosa no país.

A mulher cristã paquistanesa, mãe de cinco filhos, permanecia presa no corredor da morte há 9 anos acusada de ter blasfemado contra Maomé.

A decisão do Supremo Tribunal de Justiça foi acolhida com grande contestação por parte da maioria muçulmana presente no Paquistão.

Os casos de condenação à morte, com base na ‘Lei da Blasfémia’ no Paquistão, continuam a “crescer”, apesar do caso de Asia Bibi, realça a AIS.

Esta situação levou recentemente à criação de uma comissão para a proteção dos direitos das minorias religiosas no Paquistão, formada por juristas e por elementos ligados à defensa dos direitos humanos.

JCP

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