Lisboa, 08 out 2018 (Ecclesia) – O Supremo Tribunal do Paquistão começou hoje a julgar o recurso interposto por Asia Bibi, última hipótese legal de esta cristã escapar à sentença de morte por um alegado crime de blasfémia.

“Penso que o Paquistão está a mudar, o país compreende que não se pode avançar assim, não se pode deixar dominar pelos extremistas. Os pobres e as minorias, como Asia Bibi, não podem ser maltratadas”, referiu Paul Bhatti, médico e político paquistanês, ao portal de notícias do Vaticano.

O irmão do ministro católico Shabaz Bhatti, assassinado em 2011, mostra-se “otimista” quanto à decisão sobre o caso de Asia Bibi, que se arrasta desde 2009.

A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) referiu hoje, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, que existe “um enquadramento legal que poderá vir a ser alterado face às acusações de blasfémia, normalmente injustas, incorretas e ilegais, mas que, apesar disso, têm permitido a condenação de inúmeros inocentes, muitos deles cristãos”.

Em março deste ano, Asia Bibi foi autorizada a receber a visita do seu marido, Ashiq, e de uma das suas filhas, Eisham, na cadeia de Multan, onde se encontra, para lhe entregaram um terço oferecido pelo Papa Francisco no contexto de uma iniciativa organizada pela Fundação AIS.

OC

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