Encontro nacional  de médicos católicos deixa apelos ao Governo

Lisboa, 21 abr 2018 (Ecclesia) – A Associação dos Médicos Católicos pediu hoje ao Governo “medidas” que protejam a família e que ajudem a conciliar “o trabalho” e a profissão.

Os responsáveis pedem “maior flexibilidade de horário”, possibilidade de aceder a “licenças sem vencimento para assistir familiares” e creches de proximidade.

“Às vezes são pequenas medidas que são necessárias para ajudar a conciliação entre o trabalho e a proteção familiar”, apresenta à Agência ECCLESIA, Pedro Afonso, presidente da Associação de Médicos Católicos, reunidos em encontro nacional sobre o tema «Ser médico hoje: equilíbrios, desafios e missões».

Segundo um estudo a apresentar no decorrer na atividade, os médicos que trabalham no Serviço Nacional de Saúde “avaliam pior a conciliação” entre trabalho e família.

“Não se deve colocar os médicos e outras pessoas em situação de escolher, trabalho e família. Ambas são conciliáveis”, destaca o responsável que acredita na necessária valorização da família numa “sociedade muito materialista que valoriza muito a carreira”.

Os médicos católicos preconizam melhor gestão no SNS e condições para que as pessoas não caiam em «burnout», em esgotamento, “que conduz à doença física e psíquica e ao erro médico”.

Com três filhos pequenos, e acabada a especialidade, Eva Serra Palha, médica em cuidados paliativos e em unidade de saúde familiar afirma o “difícil equilíbrio”, mas explica que “a organização do tempo é a melhor estratégica”.

“Não há situações perfeitas, sabendo que tento fazer o melhor no meu trabalho e na minha família”, afirma à Agência ECCLESIA.

A Associação espalhada pelo país, realiza um encontro anual nacional onde procura partilhar experiências e refletir sobre temas atuais relacionados com a profissão e a vivência da fé.

CB/LS

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