Diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja satisfeita com recetividade no terreno

Porto, 14 mar 2018 (Ecclesia) – A diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja (SNBCI) afirmou que “as instituições estão cada vez mais sensibilizadas” para a área do património.

A prova de que as instituições da Igreja “estão mais” sensíveis são “as muitas solicitações” que o secretariado e as dioceses têm recebido sobre a área do património, disse à Agência ECCLESIA Sandra Costa Saldanha.

A responsável marcou presença no I Seminário «Thesaurus» sobre o inventário de bens culturais da Igreja, realizado esta segunda-feira, no Porto.

Sandra Costa Saldanha realça que a área do inventário é uma “das que causa maior preocupação” junto das dioceses.

Apesar das “dificuldades que se encontram é notório um caminho feito” na área do inventário dos bens culturais, sublinhou, por sua vez, D. Pio Alves, vogal da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

“É necessário inventariar não para ficar com os resultados escondidos, mas para que esse património possa ser mais facilmente tratado, divulgado e dado a conhecer às pessoas”, afirma o bispo auxiliar do Porto.

O responsável sublinha que a Igreja Católica tem um “vasto e rico” património, tanto no seu significado cultural, mas também “como elemento e linguagem de evangelização”.

Nos últimos anos, o Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja tem procurado implementar um projeto “que procura responder às dificuldades existentes”, reconhece Sandra Costa Saldanha.

Prosseguindo o conjunto de atividades programadas no âmbito do Projeto «Thesaurus», esta iniciativa realizada no Paço Episcopal do Porto teve como primordial objetivo a “partilha e apresentação de resultados do trabalho em curso” nas dioceses portuguesas.

Outros objetivos são “oferecer uma proposta de uniformização de procedimentos” e “articular as várias dioceses, de modo a que se possa potenciar o trabalho mais desenvolvido feito numas em benefício de outras que, porventura, estão a começar ou a dar passos de forma diferente”, disse a diretora do SNBCI.

No contexto das comunidades católicas em Portugal, Sandra Costa Saldanha realça que “não se pode continuar a trabalhar de forma autónoma e isoladamente, sob pena de se desperdiçar recursos”.

LFS

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