«Viver o Natal como festa do encontro e anúncio de alegria para todos», é a ideia dominante

Porto, 23 out 2018 (Ecclesia) – A Diocese do Porto escolheu o “tradicional” Presépio, “um lugar convidativo, de entrada livre para todos”, como símbolo da caminhada do Advento até à Festa do Batismo de Jesus, entre 2 de dezembro e 13 de janeiro 2019.

“O nosso desafio é criar uma cultura do encontro, que alente cada pessoa e cada grupo a partilhar a riqueza das suas tradições e experiências, a abater muros e a construir pontes. Vão neste sentido as propostas que envolvem, além dos cristãos, todas as pessoas de boa vontade”, explica a diocese.

No seu sítio online, propõe a construção de um “Presépio familiar, em casa, na pequenina igreja”, à semelhança do Presépio comunitário, que vai ser construído na igreja de cada comunidade, na primeira semana do Advento.

Neste contexto, surge também a proposta/desafio que se faça um Presépio em lugar público (numa rua, numa encruzilhada, numa praça), “convocando e envolvendo as forças vivas locais”, para a sua construção e dinamização.

“O Presépio e a árvore de Natal comovem o coração de todos, até mesmo daqueles que não creem; Falam de fraternidade, intimidade e amizade, exortando os homens do nosso tempo a redescobrir a beleza da simplicidade, da partilha e da solidariedade”, lê-se na caminhada proposta.

A ideia dominante da caminhada, que começa no Advento, a 2 de dezembro, e termina no Batismo do Senhor, a 13 de janeiro 2019, é “viver o Natal como festa do encontro e anúncio de alegria para todos”.

O Natal é, “por excelência, a festa do encontro com Jesus”, que inspira, mobiliza e motiva “tantos outros encontros pessoais, familiares, eclesiais, sociais e culturais”, por isso, querem dar à sua preparação e vivência uma “perspetiva ampla do “encontro”.

“Libertemos o Natal refém da indiferença” é um apelo e alerta para que o Natal não “se torna uma festa onde os protagonistas” são as pessoas e não Jesus: “Quando as luzes do comércio põem na sombra a luz de Deus; quando nos afanamos com as prendas e ficamos insensíveis a quem está marginalizado”.

“Esta mundanidade fez refém o Natal; é preciso libertá-lo! Cabe-nos a nós, cristãos, por meio da valorização dos elementos humanos positivos associados ao Natal, reinventar o espírito do Natal”, desenvolve.

A Caminhada Diocesana do Advento ao Batismo do Senhor para 2018 apresenta também 16 propostas, “como ideias inspiradoras ou despertadoras”, mas que não são uma “proposta fechada”, bem como a calendarização de algumas iniciativas “é apenas uma sugestão”.

No sítio online da Diocese do Porto estão disponíveis duas versões da proposta, “para facilitar a preparação atempada”, entre outros subsídios.

CB

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