Presidente da República homenageia «homem da Igreja e do Jornalismo»

Porto, 31 mai 2018 (Ecclesia) – O cónego Rui Osório, da Diocese do Porto, faleceu hoje aos 77 anos de idade, na cidade nortenha.

O corpo sacerdote e jornalista vai ser trasladado para a Sé do Porto, esta sexta-feira; a Missa exequial tem início marcado para as 15h00, sob presidência do bispo diocesano, D. Manuel Linda, seguindo o funeral para a freguesia do Olival.

“Foi Diretor Espiritual da Legião de Maria, Director do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais até 2003 e Pároco de São João da Foz. Dedicou grande parte da sua vida ao jornalismo, sendo fundador do Jornal Voz Portucalense, colaborador do Jornal de Notícias e da Rádio Renascença”, refere a Diocese do Porto, em comunicado.

O presidente da República Portuguesa publicou uma mensagem de condolências, lamentando a morte de um “amigo”.

“Homem da Igreja e do Jornalismo, com uma carreira de décadas no Jornal de Notícias e na Rádio Renascença, fundador da Voz Portucalense, o padre Rui Osório, desde há muito um amigo pessoal, foi também um combatente pela Liberdade, discípulo de D. António Ferreira Gomes, perseguido pela Polícia Política antes do 25 de Abril”, refere o texto divulgado pela Presidência da República.

“No livro ‘O Senhor escreva connosco’, por ocasião do 50.º aniversário da sua ordenação, agradeceu ao Espírito Santo o dom da Comunicação; um dom que pôs ao serviço do bem comum e que fica na memória dos seus leitores e ouvintes, dos paroquianos da Foz Velha, dos amigos”, acrescenta Marcelo Rebelo de Sousa.

Ordenado sacerdote em 1964, Rui Osório de Castro Alves desempenhou várias funções no ‘Jornal de Notícias’, tendo recusado os convites para ser diretor de vários jornais por solicitação de D. António Ferreira Gomes.

Natural de Vila Nova de Gaia (Diocese do Porto), onde nasceu a 27 de outubro de 1940, o cónego Rui Osório deixou a sua marca na área da comunicação social; era ainda pároco da Foz do Douro, assistente Diocesano da Ação Católica Rural (ACR) e membro do Cabido da Catedral do Porto.

O diretor da Agência ECCLESIA, Paulo Rocha, evoca Rui Osório como “um defensor da verdade”, enquanto padre e jornalista”, que “deu ao jornalismo o sentido da missão e à Igreja Católica o rigor e seriedade na abordagem das várias problemáticas”.

“Homem do Norte, sempre defendeu as suas gentes e as causas da região. Voz na Renascença e palavra   no jornal Voz Portucalense e no Jornal de Notícias até há poucas semanas, o padre Rui Osório foi um mestre no jornalismo e na promoção dos jornalistas, referência no jornalismo de temática religiosa e amigo dos que partilham projetos de comunicação. O  seu modo de fazer, de estar e ser permanecem como referência nos ambientes informativos e crentes”, conclui.

OC

Notícia atualizada às 22h30

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