José Maria Seabra Duque destaca proximidade com ciclo das eleições europeias e legislativas

Lisboa, 27 out 2018 (Ecclesia) – A Federação Portuguesa pela Vida (FPV) promove hoje uma caminhada a favor da defesa da vida, a partir das 15h00, em Lisboa, Aveiro, Viseu, Porto e Braga.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, José Maria Seabra Duque, da FPV, sublinha que esta iniciativa “não é um protesto” mas sim um “testemunho público” de quem está “disposto a colaborar, a sair à rua, a ser ativo” na defesa da dignidade de toda a vida.

“Num país onde sabemos que o ativismo cívico é diminuto, queremos ser essa diferença, nós queremos estar aqui para construir algo”, salienta aquele responsável.

Em Lisboa, os participantes vão sair a partir do Largo Camões, no Chiado, rumo à Assembleia da República.

De acordo com José Maria Seabra Duque, o facto de a caminhada terminar junto ao Parlamento deve ser entendido com “o simbolismo de um povo que caminha e pede aos políticos, que pede sobretudo ao poder legislativo para ser ouvido” e que quer “clareza de intenções”, numa altura em que o país se prepara para eleições legislativas.

“A FPV vai lançar na caminhada a campanha ‘A vida em primeiro lugar’, aliás é o tema da caminhada, e esta campanha consiste antes de mais num questionário que será feito a todos os candidatos nas eleições europeias e nas legislativas, sobre qual a sua posição sobre os temas da vida”, adianta.

E neste contexto cabem problemáticas como o aborto, a eutanásia, a defesa da família, temáticas que têm estado na ordem do dia também em Portugal.

“Em 2019 temos dois ciclos eleitorais. É tempo de fazermos ouvir a nossa voz, de fazer sentir o nosso voto. Eu percebo a importância do défice, mas também é preciso tomar consciência que há um défice gravíssimo em Portugal, que são 15 a 17 mil crianças que não chegam a nascer, que são mortas ainda na barriga da mãe”, apontou José Maria Seabra Duque.

“É preciso perceber que Portugal tem o índice de fecundidade mais baixo da Europa, um dos mais baixos do mundo”, acrescentou.

Recorde-se que a ‘Caminhada pela Vida’ teve início no âmbito das campanhas para os referendos sobre o aborto de 1998 e 2007, e foi depois retomada de forma anual em 2012, para alertar para a importância da defesa da vida, desde a conceção até à morte natural.

A falta de aposta na área dos cuidados paliativos, para os doentes em fim de vida, ou o abandono a que estão votados muitos idosos, são outras preocupações da FPV.

Que advoga por isso a urgência de “exigir aos políticos que ponham a vida em primeiro lugar. E isso faz-se se cada um de nós tiver consciência, no momento de votar, que não se pode votar naqueles candidatos que não se comprometem sobre esses assuntos”, concluiu José Maria Seabra Duque.

JCP

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