Texto saúda «ato que engradece o nome de Portugal, da Igreja Católica Portuguesa e das Letras portuguesas»

Lisboa, 29 jun 2018 (Ecclesia) -A Assembleia da República aprovou hoje um voto de louvor pela nomeação do padre José Tolentino de Mendonça para arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Santa Sé.

O projeto foi apresentado pelo PSD e pelo CDS e foi aprovado com abstenção do Bloco de Esquerda e do PCP e votos favoráveis dos outros partidos.

Francisco nomeou esta terça-feira o sacerdote e poeta madeirense como arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica, elevando-o ainda à dignidade de arcebispo; a tomada de posse do cargo está marcada para 1 de setembro.

“A Assembleia da República, reunida em plenário, louva a nomeação do Padre José Tolentino Mendonça para Arcebispo Arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e Bibliotecário da Santa Sé, um ato que engrandece o nome de Portugal, da Igreja Católica Portuguesa e das Letras Portuguesas”, refere o texto votado no hemiciclo.

Os deputados sublinham que o sacerdote e poeta madeirense, de 52 anos, passa agora a tutelar “a mais antiga biblioteca do mundo, um reconhecimento pelo seu percurso ímpar no seio cultural, intelectual e religioso”.

“Um dos mais destacados teólogos portugueses com projeção internacional, a sua vasta obra teológica tem sido norteada pela interseção entre o Cristianismo e a Cultura. Na área das letras, tem sido distinguido com diversos prémios pela sua obra poética e ensaística, salientando-se a sua sensibilidade e sentido de estética literária. Através da sua atividade académica, cultural e religiosa, tem incentivado o diálogo plural renovado com a sociedade”, pode ler-se.

D. José Tolentino Mendonça nasceu em Machico (Arquipélago da Madeira) em 1965 e foi ordenado padre em 1990; é doutorado em Teologia Bíblica.

Biblista, investigador, poeta e ensaísta, Tolentino Mendonça foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem de Sant’lago da Espada por Aníbal Cavaco Silva, presidente da República, em 2015.

O responsável português sucede no cargo de arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica o arcebispo Jean-Louis Bruguès.

OC

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