Jovem português vai representar movimento internacional das Equipas Jovens de Nossa Senhora

Lisboa, 18 mar 2018 (Ecclesia) – Tomás Virtuoso vai representar o Secretariado Internacional das Equipas Jovens de Nossa Senhora no pré-sínodo, em Roma, e considera um “grande privilégio” a Igreja “ouvir os jovens” e que o Papa os tenha “no centro das preocupações”.

“Espero que possamos sair com novas formas de chegar às pessoas, saber olhar para o mundo com grande carinho, grande vontade de perceber como é que hoje se transforma e não ter esta visão de nós e o mundo separados”, revelou em declarações à Agência ECCLESIA.

O jovem equipista revela que, aliado ao “grande peso da responsabilidade”, é “um grande privilégio” participar numa “Igreja viva” e “ver in loco” a sua “diversidade”, no encontro pré-sinodal em Roma, entre 19 e 24 de março.

Da reunião, que o Papa Francisco vai abrir oficialmente na próxima segunda-feira, às 09h00, locais (menos uma hora em Lisboa), espera “muito pluralismo, muita diversidade, muita unidade e muita capacidade de andar em conjunto”.

O jovem português sublinha que Jesus que é quem unes os católicos e “a proposta que os Evangelhos fazem” a cada um, independentemente das suas culturas.

O Papa Francisco convida e desafia os jovens a serem protagonistas da sua vida, na Igreja e na sociedade e Tomás Virtuoso recorda que, já em 1985, São João Paulo II teve “uma atitude completamente transformadora” ao criar as Jornadas Mundiais da Juventude.

“Hoje, este sínodo que o Papa Francisco dedica aos jovens é muito esta ideia de ter os jovens como verdadeiros protagonistas da vida da Igreja, aproveitando a sua energia, a sua capacidade de ver as coisas com olhar novo e diferente porque chegam pela primeira vez e têm o espanto inicial que é muito inventivo e transformador”, desenvolve.

O equipista de 24 anos, que está a escrever a tese de mestrado em Economia Política Europeia, considera que “é muito inteligente, muito sábio” o pontífice argentino dar este protagonismo aos jovens que “hoje em dia dominam todo um conjunto de linguagens e de tecnologias que são o futuro”.

Tomás Virtuoso destaca que o Papa refere “muitas vezes” que “não há futuro sem memória”, por isso, é importante não querer construir uma juventude que “ignora o passado, a história da Igreja, os mais velhos”.

“A Igreja tem de saber, sem também andar atrás da espuma dos dias, do que seja mais popular em cada momento, adaptar a sua mensagem e proposta de vida aos jovens deste tempo”, observa.

Aos jovens é preciso apresentar “uma proposta autêntica”, ou seja, que lhes seja proposto viver “com mais verdade, com mais liberdade, inteiramente ao serviço dos outros”, sem ser uma “relação paternalista e autoritária” porque “querem pensar pela sua cabeça”.

“É com autenticidade que conseguimos chegar às pessoas e é, sobretudo, com o testemunho”, acrescenta.

Segundo o representante do Secretariado Internacional das Equipas Jovens de Nossa Senhora, o movimento propõe aos “homens e mulheres do futuro” que “tenham vontade de levar a fé” para o seu dia-a-dia “sempre no respeito pelas convicções dos outros, sem impor nada”.

“Que as pessoas tenham vontade de saber o que isto é e porque é que as pessoas vivem assim, porque é que são tão felizes”, observa.

Tomás Virtuoso, um dos três portugueses que participa no pró-sínodo, adianta ainda que o movimento internacional espera que a Igreja tenha “uma vontade renovada, vontade de trabalhar mais, de ir mais longe, chegar a mais gente”, a partir do Sínodo dos Bispos sobre ‘os jovens, a fé e o discernimento vocacional’.

CB/OC

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