Presidenciais decorrem num clima de tensão

Lisboa, 30 dez 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco pediu hoje no Vaticano que as eleições presidenciais deste domingo na República Democrática do Congo (RDC) decorram de forma “regular” e “pacífica”.

“Rezemos juntos por todos os que na República Democrática do Congo sofrem por causa da violência e do Ébola. Desejo que todos se empenhem por manter um clima de paz, que permita o desenvolvimento regular e pacífico das eleições”, declarou, desde a janela do apartamento pontifício, onde presidiu à recitação da oração do ângelus, pela última vez em 2018.

Cerca de 40 milhões de eleitores vão escolher o sucessor do presidente Joseph Kabila, impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato.

A CENCO, Conferência Episcopal da RDC, manifestou a sua solidariedade às populações excluídas das eleições presidenciais, alegadamente pelas ameaças do Ébola e do terrorismo.

A Comissão Eleitoral Nacional Independente anunciou o adiamento das eleições nas cidades e territórios de Beni, Butembo (no Norte-Kivu) e Yumbi (no Mai-Ndombe), para o mês de março de 2019.

Os bispos católicos questionam a base da decisão para as duas primeiras localidades e alertam para as “graves e pesadas as consequências” de uma situação que priva mais de um milhão de pessoas de escolher o próximo presidente da República.

A CENCO fala mesmo numa “politização do Ébola” e denuncia a violência contra a população de Yumbi, “vítima de barbaridades que causaram o massacre de dezenas de pessoas e o incêndio de numerosas casas”.

Inicialmente previstas para 2016, com a mediação da Igreja Católica, as eleições para a escolha do sucessor de Joseph Kabila foram adiadas por duas vezes.

OC

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