Campanha «Partilhar a Viagem» termina este domingo

Lisboa, 23 jun 2018 (Ecclesia) – A Cáritas Portuguesa pede aos países da Europa “soluções duradouras” e “proteção” para os refugiados de forma a afirmar que as migrações “são uma preocupação de todos”.

Um comunicado enviado à Agência ECCLESIA afirma a necessidade de “promover a solidariedade, incorporando os valores da Europa”.

“A Cáritas pede respeito e solidariedade entre países membros no apoio a refugiados”, sublinha a missiva, dias depois de o mundo ter assinalado Dia do Refugiado, a 20 de junho, e no contexto das atuais negociações do Pacto Global sobre Refugiados.

“A Cáritas surge na defesa de uma Europa capaz de oferecer soluções duradouras para pessoas que precisam de proteção”, pedem os responsáveis, assinalando a necessária “partilha de responsabilidades entre países” de forma a que as migrações sejam “uma preocupação para todos e que a todos deve envolver”.

A instituição de ação social da Igreja quis marcar a semana com a iniciativa «Vem e partilha o teu pão», inserida numa campanha da Cáritas Internacionalis e promovida pelo Papa Francisco, «Partilhar a viagem», procurando, “quebrar barreiras culturais” resultantes “de má informação de preconceitos generalizados”.

O encontro entre comunidades locais, migrantes e refugiados, foi o mote para a semana que, lembra a Cáritas, quis colocar no centro as cerca de “22,5 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a fugir do seu país”.

A missiva da instituição católica lembra os acontecimentos “denunciados” onde crianças eram separadas das suas famílias na fronteira com os Estados Unidos da América.

“A Cáritas Portuguesa congratula-se com a posição da administração norte americana na correção de uma situação de total desumanidade”, mas, afirma o comunidade, “esta situação não está totalmente resolvida e continuaremos a acompanhar com atenção” os acontecimentos.

Sublinha a Cáritas, que “o respeito pela dignidade humana está acima de qualquer interesse, de qualquer politica”.

O presidente da instituição, Eugénio Fonseca, citado pelo comunicado, lamenta as posições de países que “põem em causa o cuidado único que cada ser humano merece”.

“Lamentamos igualmente que não haja nenhum país a propor soluções que tenham em conta a resolução das causas que levam famílias inteiras a fugir do seu país, apenas ouvimos falar em punição, em prisão, em fechar fronteiras” acrescenta o comunicado.

A Cáritas Portuguesa lembra dados do ACNUR que indicam que 1,2 milhão de pessoas precisavam ser reinstaladas em 2017, quando cerca de 5% o foram efetivamente.

“85% dos refugiados do mundo são recebidos por países em desenvolvimento”, indica a instituição de ação social da Igreja.

LS

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