Valter Hugo Mãe, presente na iniciativa, destacou papel da cultura e dos livros para o futuro

Sertã, 09 jul 2018 (Ecclesia) – O Município da Sertã dedicou ao padre jesuíta Manuel Antunes (1918-1985) a sétima edição da Maratona de Leitura, no centenário do nascimento deste filho da terra.

A iniciativa contou, entre outros, com a participação de Valter Hugo Mãe, o qual destacou à Agência ECCLESIA o papel da cultura e dos livros para o futuro.

“É tendencialmente impossível eliminar da humanidade esse reduto de pessoas que concebem a cultura como um centro de validação da vida”, assinalou o escritor.

Na iniciativa, que decorreu este sábado, Valter Hugo Mãe considerou “profundamente importante” que exista uma “resistência cultural” deste tipo, com a qual a Sertã mostra “a sua vontade de estar viva, a sua vontade de ter futuro”

“Quem acredita nos livros, de alguma forma, acredita no futuro”, porque não se lê um livro para “ficar o mesmo”, declarou.

Ana Sofia Marçal, bibliotecária e responsável pelo projeto da ‘Maratona de Leitura’, nascido há sete anos, realçou por sua vez o crescimento da iniciativa.

“Temos a felicidade de ter agora um evento com a presença de quase 30 convidados, com imensas bibliotecas itinerantes e cerca de 50 atividades em 24 horas”, relatou.

A Maratona de Leitura contou com o lançamento da obra “Padre Manuel Antunes: Antologia de textos de vários autores”.

O padre Manuel Antunes nasceu na Sertã a 3 de novembro de 1918; foi ordenado padre a 15 de julho de 1949, pelo bispo de Guadix, D. Rafael Alvarez de Lara.

Em 1955, rumou a Lisboa para integrar a redação da revista Brotéria, que viria a dirigir entre 1965 e 1982; como professor, marcou várias gerações de estudantes na Faculdade de Letras.

Em 1981 recebeu o título de doutor ‘Honoris Causa’ da Faculdade de Letras de Lisboa; em 1983, nas comemorações do 10 de junho, o então presidente da República Ramalho Eanes conferiu-lhe o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

A Igreja Católica, através do seu Secretariado Nacional para a Pastoral da Cultura, atribui anualmente um prémio com o nome ‘Árvore da Vida-Padre Manuel Antunes’, para destacar um percurso ou obra que refletem o humanismo e a experiência cristã.

HM/OC

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