Cidade do Vaticano, 02 mar 2018 (Ecclesia) – O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) mostrou-se “ferido e chocado” com a “situação terrível” vivida pela população da região de Ghouta oriental, na Síria.

“Uma tragédia que não para, não obstante a resolução 2401 aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU, em 24 de fevereiro, que impõe o cessar-fogo humanitário imediato”, lê-se numa declaração do organismo ecuménico.

Neste contexto, repudia-se a guerra onde mais de 550 pessoas, das quais 130 crianças, mulheres e idosos, foram mortas, e pelo menos 2500 ficaram feridas desde o início dos bombardeamentoss de 18 de fevereiro.

O Conselho Mundial de Igrejas e o seu secretário-geral, o reverendo Olav Fykse Tveit, condenam o ataque contra os civis sírios e “convidam, urgentemente”, o Conselho de Segurança da ONU, “sobretudo os países que têm influência direta no território, a colocarem imediatamente fim a essa tragédia” na região de Ghouta oriental, que recentemente afetou também Efrin e outras regiões.

“A sequência da ofensiva militar do Exército sírio contra civis e a proibição do acesso de ajuda humanitária à população civil, que vive em guerra há cinco anos, é moralmente e eticamente inaceitável”, desenvolve.

O CMI afirma que está “ferido e chocado” com a “situação terrível” vivida pela população síria que é “uma ofensa, uma afronta” a todas as normas estabelecidas pelo direito internacional e humanitário.

“As nossas orações são para as pessoas na Síria que sofrem pela guerra e a violência, por injustiças e opressões. Estamos próximos com o coração aos que pensam que foram esquecidos pela Comunidade internacional”, refere ainda o comunicado, divulgado plelo sítio online ‘Vatican News’.

Esta sexta-feira, o presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, e o reverendo Olav Fykse Tveit vão apresentar as iniciativas comemorativas dos 70 anos do Conselho Mundial de Igrejas, às 13h00 de Roma (menos uma hora em Lisboa), na Sala de Imprensa da Santa Sé.

A história do organismo ecuménico é marcada, por exemplo, pela visita à sua sede de Genebra de dois Papas – Paulo VI, a 10 de junho de 1969, e João Paulo II, a 12 de junho de 1984.

O CMI congrega mais de 340 igrejas em mais de 100 países – igrejas ortodoxas, anglicanas, luteranos, metodistas, evangélicas, entre outras; a Igreja Católica, que não é membro oficial, é observadora nas reuniões.

CB/OC

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