Almada: Santuário de Cristo-Rei homenageou D. Manuel Martins

Almada, Setúbal, 28 set 2017 (Ecclesia) – O Santuário Nacional de Cristo-Rei, em Almada, homenageou o primeiro bispo da Diocese de Setúbal, D. Manuel Martins, colocando nos pilares a palavra “obrigado” e uma fotografia do prelado.

Quem atravessa a Ponte 25 de Abril, no sentido Lisboa-Almada, vê nos pilares do Santuário de Cristo Rei a palavra “obrigado” e uma fotografia do bispo D. Manuel Martins, que faleceu no domingo 24 de setembro.

Para além da homenagem exterior, o santuário dedicado ao Coração de Jesus também recorda o bispo emérito da Diocese de Setúbal no interior com alguns dados biográficos, como a data de nascimento, a ordenação presbiteral e episcopal, o dia do pedido de resignação e o falecimento na sua terra natal Leça do Balio.

Na entrada para a capela do Santuário de Cristo mais uma vez a palavra “obrigado”, duas fotografias do primeiro bispo sadino, uma mais recente e a oficial, além de flores.

Manuel da Silva Martins nasceu a 20 de janeiro de 1927, em Leça do Balio, concelho de Matosinhos; foi ordenado sacerdote em 1951, após a formação nos seminários do Porto, seguindo-se a frequência do curso de Direito Canónico na Universidade Gregoriana, em Roma.

Pároco da Cedofeita, no Porto, entre 1960 e 1969, D. Manuel Martins foi nomeado vigário-geral da diocese nortenha em 1969, antes de seguir para Setúbal.

No dia 23 de abril de 1998, o Papa João Paulo II aceitou o seu pedido de resignação ao cargo.

O bispo emérito foi agraciado com a grã-cruz da Ordem de Cristo, durante as comemorações do 10 de junho de 2007, em Setúbal, e com o galardão dos Direitos Humanos da Assembleia da República, a 10 de dezembro de 2008.

CB/OC

Óbito/Setúbal: Pároco de Leça do Balio recorda D. Manuel Martins, bispo sem cores nem partidos

Leça do Balio, Porto, 26 set 2017 (Ecclesia) – O pároco de Leça do Balio (Matosinhos), terra natal de D. Manuel Martins, recordou à Agência ECCLESIA o bispo emérito de Setúbal, falecido este domingo, como alguém que “não tinha cores, nem partidos”.

O padre Pedro Gradim faz questão de lembrar que quando D. Manuel Martins chegou à Diocese de Setúbal, em 1975, alguns lhe chamavam “bispo fascista”, por ser natural do norte de Portugal, mas devido ao seu modo de ser pastor depressa passou a ser designado “bispo vermelho”.

O pároco de Leça do Balio, que ali se encontra há 51 anos, realça que a terra natal “esteve sempre no coração de D. Manuel Martins, mesmo quando foi para Setúbal”, como primeiro bispo da diocese sadina, de 1975 a 1998.

A paróquia também estava representada na entrada solene de D. Manuel Martins na diocese setubalense e os presentes sentiram “que a missão era difícil” naquele território, visto que algumas “até apuparam” o novo bispo.

“Foi um bispo com uma intervenção muito forte”, numa área de pobreza e de conflitos sociais, acrescenta o padre Pedro Gradim, que foi aluno do falecido bispo e recorda uma figura que se impunha com “muita frontalidade e amor”.

O responsável marcou “um estilo de fazer pastoral” e foi a “voz forte da Igreja” no pós-25 de abril, tal como o fez D. António Ferreira Gomes, de quem ele “era amicíssimo”, realça o padre Pedro Gradim.

As vozes de D. Manuel Martins e de D. António Ferreira Gomes eram “as mais escutadas na Igreja daquela época” porque tinham “uma grande intervenção social”

Manuel da Silva Martins nasceu a 20 de janeiro de 1927, em Leça do Balio, concelho de Matosinhos; foi ordenado sacerdote em 1951, após a formação nos seminários do Porto, seguindo-se a frequência do curso de Direito Canónico na Universidade Gregoriana, em Roma.

Pároco da Cedofeita, no Porto, entre 1960 e 1969, D. Manuel Martins foi nomeado vigário-geral da diocese nortenha em 1969, antes de seguir para Setúbal.

O corpo de D. Manuel Martins encontra-se no Mosteiro de Leça do Balio (Matosinhos – Porto) e as exéquias fúnebres vão celebrar-se esta terça-feira, pelas 15h00.

HM/LFS

Óbito/Setúbal: Misericórdia do Porto sublinha papel de D. Manuel Martins como «cidadão e homem da Igreja»

Porto, 24 set 2017 (Ecclesia) – A Misericórdia do Porto lamentou hoje a morte de D. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal, elogiando o seu “importante papel como cidadão e homem da Igreja”, na vida coletiva do país.

“Verdadeiro Príncipe do Povo junto da Igreja, D. Manuel Martins acompanhou D. António Ferreira Gomes no seu difícil mandato de Bispo do Porto, foi Bispo de Setúbal em tempos conturbados de afirmação do regime democrático e regressou ao Porto para terminar o seu magistério pastoral”, refere uma nota da instituição católica enviada À Agência ECCLESIA.

Após a morte do bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, a 11 de setembro, a Santa Casa da Misericórdia do Porto sublinha o “desaparecimento de mais um grande Bispo”.

“Com grande humildade aceitou ser nosso Capelão e o seu nome fica ligado ao último projeto da Misericórdia do Porto – o Centro de Alojamento Social, assinala a instituição, a respeito de D. Manuel Martins.

“O seu exemplo ficará na nossa memória. A sua ação pastoral e cívica ficará na nossa história”, acrescenta a nota oficial.

Em abril de 2013, numa entrevista ao Semanário ECCLESIA, D. Manuel Martins alertava para uma “ditadura do medo” e pediu um novo “25 de Abril” capaz de promover a paz e a justiça em Portugal.

“Não podemos esquecer que há muito desespero guardado, contido, em milhões dos nossos compatriotas. Ponho-me na pele deles, das pessoas que sabem que perderam o trabalho ou que o vão perder amanhã, que têm todos os seus compromissos sociais, familiares, a cumprir”, disse então.

D. Manuel Martins foi o primeiro bispo nomeado para a então recém-criada Diocese de Setúbal, onde iniciou o seu ministério episcopal no dia 26 de outubro de 1975.

O falecido bispo nasceu a 20 de janeiro de 1927, em Leça do Balio, concelho de Matosinhos; foi ordenado sacerdote em 1951, após a formação nos seminários do Porto, seguindo-se a frequência do curso de Direito Canónico na Universidade Gregoriana, em Roma.

Pároco da Cedofeita, no Porto, entre 1960 e 1969, D. Manuel Martins foi nomeado vigário-geral da diocese nortenha em 1969, antes de seguir para Setúbal.

No dia 23 de abril de 1998, o Papa João Paulo II aceitou o seu pedido de resignação ao cargo.

O bispo emérito foi agraciado com a grã-cruz da Ordem de Cristo, durante as comemorações do 10 de junho de 2007, em Setúbal, e com o galardão dos Direitos Humanos da Assembleia da República, a 10 de dezembro de 2008.

OC

Porto/Óbito: D. António Francisco dos Santos era encontrado nos «sítios mais normais e mais surpreendentes» – Carlos Magno

Porto, 13 set 2017 (Ecclesia) – Carlos Magno, presidente do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação (ERC), recorda que o bispo do Porto “era um amigo daqueles que já não se fabricam”, um homem simples com “um sorriso permanente”.

“Independentemente da sua condição de bispo, da sua condição de intelectual, que era e muito, era de uma simplicidade desarmante”, disse à Agência ECCLESIA.

O corpo do bispo do Porto está hoje em câmara ardente até à celebração exequial, pelas 15h00, na Sé; o prelado faleceu na manhã de segunda-feira, na Casa Episcopal.

Carlos Magno recorda que conheceu e ficou amigo de D. António Francisco dos Santos quando o ainda era bispo da Diocese de Aveiro, no Doutoramento Honoris causa do filósofo francês Gilles Lipovetsky.

“Apareceu um senhor no meio da multidão a dizer que gostava que o apresentasse e juntei-os”, acrescenta.

Já a última vez que se encontraram foi no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, a visitar a exposição ‘A Cidade Global – Lisboa no Renascimento’, e, por isso, habituou-se a “encontra-lo nos sítios mais normais e ao mesmo tempo mais surpreendentes”.

O presidente da ERC recorda também que esteve com D. António Francisco dos Santos na condecoração póstuma a D. António Ferreira Gomes (1906-1989), bispo do Porto entre 1952 e 1982, pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no âmbito das comemorações do 43.º aniversário do 25 de abril.

“Encontrei D. António Francisco com a medalha póstuma e só disse que fica-lhe bem”, revelou, sobre o encontro na cerimónia onde foram ainda distinguidos o arquiteto Siza Vieira e, também a título póstumo, o antigo primeiro-Ministro português Francisco Sá Carneiro.

Carlos Magno explica que “sempre” considerou que ser bispo do Porto não é apenas um cargo hierárquico na Igreja Católica mas “é um lugar político na luta pela liberdade, pela democracia e pela igualdade entre os homens”.

O entrevistado que ficou “em estado de choque” com a notícia da morte do bispo do Porto sublinha que D. António Francisco dos Santos para si era um intelectual porque “foi essa a dimensão que escolheu” para lhe falar do mundo e das pessoas de quem gostam.

O falecido bispo era natural de Tendais, no Concelho de Cinfães (Diocese de Lamego), foi ordenado bispo em março de 2005, e presbítero em dezembro de 1972.

D. António Francisco dos Santos foi nomeado bispo do Porto em fevereiro de 2014, sucedendo a D. Manuel Clemente, e tomou posse a 5 de abril do mesmo ano; Para a Diocese de Aveiro foi escolhido pelo Papa emérito Bento XVI, em setembro de 2006 e tomou posse a 8 de dezembro.

PR/CB

Media: Presidente da República homenageou títulos centenários da imprensa portuguesa

Lisboa, 25 abr 2017 (Ecclesia) – O presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, prestou hoje a vários títulos centenários da imprensa nacional, como forma de assinalar o 25 de abril.

"Homenageio a vossa coragem, a vossa determinação, a vossa persistência, mas estou seriamente preocupado com o panorama da imprensa em Portugal", declarou, no Palácio de Belém.

Das 31 publicações centenárias portuguesas homenageadas, 8 títulos pertencem à Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC).

Rebelo de Sousa condecorou a Associação Portuguesa de Imprensa com o título de membro honorário da Ordem do Mérito.

O chefe de Estado considerou que o "peso esmagador da publicidade de grandes empresas multinacionais" no que respeita à imprensa eletrónica constitui "um problema", sobretudo no que diz respeito à "sobrevivência económica e financeira da imprensa portuguesa".

A iniciativa de reconhecimento da imprensa centenária portuguesa como Património Cultural Imaterial "partiu da Associação Portuguesa de Imprensa, a instituição representativa da Imprensa de Portugal, e de imediato mereceu a adesão e apoio do Presidente da República”, lê-se num comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

A data para esse reconhecimento foi escolhida pelo “seu simbolismo, uma vez que a Revolução dos Cravos, em 1974, permitiu devolver aos portugueses os direitos, garantias e liberdades fundamentais”, entre elas a liberdade de imprensa, acentua a nota.

O início da publicação destes jornais centenários portugueses vai desde 1835 (Açoriano Oriental, de Ponta Delgada, já a caminho dos dois séculos) até 1917 (O Despertar, de Coimbra).

LFS/OC