Programa Ecclesia do dia 11 de janeiro de 2012

Bento XVI: encontro com o corpo diplomático; Nomeação de D. Manuel Monteiro de Castro para Cardeal; Apresentação da Fundação Santa Rafaela Maria; Curso nacional da animadores da Acção Católica Rural.

Assembleia Nacional de Delegados da Acção Católica Rural

A Acção Católica Rural (ACR) realiza a 10 e 11 de Julho, no Porto, a 6.ª Assembleia Nacional de Delegados.

O encontro, que ocorre na Casa Diocesana de Vilar (antigo Seminário), conta com a presença de cerca de 150 delegados, representando os Grupos de Base das 14 dioceses onde o Movimento está implantado e as Equipas Diocesanas e Nacional.

A assembleia vai fazer o balanço do triénio 2007-2010, definir as linhas de força e estratégias para 2010-2013 e eleger a nova Equipa Executiva Nacional que vai coordenar o Movimento nesse período.

A ACR vai reflectir sobre o seu papel na Igreja e na sociedade actual, procurando perceber os traços definidores das realidades sociais.

O programa inclui a análise das características dos membros do Movimento e dos meios onde se inserem, com base em inquéritos realizados aos grupos e equipas, pelo que o encontro vai ser uma ocasião para os delegados conhecerem melhor a transformação que atinge a sociedade portuguesa.

As mudanças operadas na realidade em que a ACR se insere vão implicar a revisão da sua identidade, desafio que marcará a assembleia.

Além da leitura dos resultados dos inquéritos, que conta com a contribuição de duas sociólogas, está prevista uma intervenção de João César das Neves, intitulada «Leitura Prospectiva das Realidades Sociais e dos Desafios que se colocam à Igreja e ao Movimento», durante a qual vão ser apontadas novas linhas de rumo para a actuação da Igreja e da Acção Católica face ao actual quadro social.

A iniciativa constitui também uma ocasião de encontro e partilha entre todos os participantes, com as suas tradições e culturas.

Raquel Bernardino (ACR) / Agência Ecclesia

 

Acção Católica americana quer mundo mais humano

A cidade do México está a acolher o sexto Encontro Continental Americano da Acção Católica, este ano dedicado ao tema «Vida, pão, paz, liberdade. Leigos da Acção Católica na cidade para um mundo mais humano».

Ontem, no arranque da iniciativa, Emílio Inzaurraga, responsável pela coordenação do Fórum Internacional da Acção Católica (FIAC) fez a seguinte declaração, de acordo com a Agência FIDES:

«Preocupados com a realidade social, política, económica e eclesial do continente, os responsáveis pelos diversos países analisarão esses temas à luz do Documento de Aparecida – Celam, para juntos encontrarem uma resposta de esperança, que ajude a humanizar o mundo».

O também presidente da Acção Católica na Argentina declarou ainda que o encontro oferece uma oportunidade para se debater as experiências da Acção Católica nos países americanos, com atenção especial ao segmento juvenil.

O sexto Encontro Continental Americano da Acção Católica termina dia 11 de Julho. Para além da participação dos diversos países do continente americano, conta ainda com a presença de responsáveis pela Coordenação FIAC da Itália, Espanha e Burundi.

Acção Católica Rural ajuda a Madeira

A Acção Católica Rural (ACR) promove uma campanha de solidariedade para com a ACR da Madeira. Depois de uma análise exaustiva à situação vivida na Madeira, e tendo em conta a especificidade do Movimento – o trabalho no meio – decidiu a Equipa Nacional desafiar as suas Equipas Diocesanas e de Base, “numa acção concreta de apoio a uma das zonas mais afectadas, onde alguns dos nossos militantes moram – Serra d’ Água, Concelho da Ribeira Brava” – sublinha um comunicado da ACR enviado à Agência ECCLESIA.

A campanha irá conter diversas fases e tipos de apoio (financeiro e humano).
1. Divulgação da campanha nos diversos meios de comunicação social (nacionais, diocesanos e paroquiais), informando a conta bancária de apoio à ACR Madeira (Banco BPI – NIB 0010.0000.34951870002.90);
2. Envio de mensagens solidárias: acrmadeira@gmail.com; Presidente da ACR da Serra de Água: Jacinta da Silva, Sítio da Laje, 9350-309 Serra de Água, Telemóvel nº 964 287 186;
3. Realização de intercâmbios, proporcionando a presença de jovens madeirenses em Campos de Férias no Continente;
4. Outras sugestões (entre muitas outras a realizar em cada Diocese, pelas paróquias espalhadas por todo o país): Ofertório especial de uma Eucaristia, Rifas, Festas locais, Teatros ou Concertos a reverter a favor da Madeira.
No XI Encontro Nacional, a realizar na Diocese de Lamego, em 25 de Abril corrente, serão lançadas diversas iniciativas também:
* DVD, com imagens referentes ao X Encontro Nacional, realizado no ano transacto, na Madeira. A receita resultante da venda será enviada para os militantes de Serra d’ Agua (zona mais afectada, onde a ACR tem uma equipa de militantes e simpatizantes);
* Haverá barraquinhas, com venda de produtos regionais, das diversas Dioceses;
* Será feita uma adaptação de um tema musical, com a colaboração de todas as Dioceses, para ser cantada neste grande Encontro, em uníssono, pela Madeira e com a Madeira.

Jovens da Acção Católica intercedem pela paz na Terra Santa

Os jovens do Fórum Internacional da Acção Católica (FIAC) aderiram às iniciativas do Dia internacional de Intercessão pela paz na Terra Santa, que acontece neste dia 31 de Janeiro

A jornada, que é uma proposta do apostolado “Jovens pela vida” em colaboração com a associação dos “Papaboys”, grupos de reunião eucarística e capelas de adoração perpétua, prevê 24 horas ininterruptas de oração.

Os jovens da Acção Católica em todo o mundo estão convidados à intercessão na intenção pela paz na Terra Santa através da oração pessoal e comunitária ou do fórum na internet, cujo site é www.fiacifca.org.

A responsável pela coordenação do Fórum da Acção Católica, Chiara Finocchietti, sugeriu aos organizadores da jornada de intercessão que se inclua entre as suas intenções uma oração particular pela Igreja no Oriente Médio que está a preparar-se para a Assembleia especial do Sínodo dos Bispos, que se realizará em Outubro deste ano.

A Acção Católica Rural (ACR) nos 75 anos da Acção Católica Portuguesa

A ACR participou intensa e entusiasticamente nas comemorações realizadas no Porto, nos passados dias 7 e 8.

Tendo assumido a iniciativa desde o início, o Movimento mobilizou-se, como um todo, para a participação comemorativa. Assim, na jornada de estudo, realizada no Sábado, dia 7, estiveram presentes 40 delegados das 14 dioceses onde o Movimento está implantado, incluindo a do Funchal.

Na Assembleia de Domingo foram mais de 250 os militantes e dirigentes que marcaram vincada presença nas celebrações  sendo de relevar, ainda, o trabalho que os 20 animadores  realizaram  com as 80 crianças e adolescentes.

Coube, também, ao numeroso grupo de jovens da ACR, a animação dos trabalhos e da Eucaristia de encerramento.

Mereceu particular destaque, pelo seu conteúdo, a comunicação da Presidente Nacional, Ângela Almeida, na abertura dos trabalhos de Domingo, do seguinte teor:

“A decisão da ACR, de propor aos outros Movimentos, a comemoração dos 75 anos da instituição da Acção Católica em Portugal foi tomada no plenário do nosso Conselho Nacional, realizado em Julho de 2008, tendo sido suscitada por numerosos apelos de dirigentes,  antigos e actuais e de Padres e Bispos com quem dialogámos.

No Seminário realizado pelo nosso Movimento em Novembro do ano passado, foi este tema amplamente debatido, no seguimento da intervenção aí efectuada pelo Senhor Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro.

Depois seguiram-se as diversas reuniões no âmbito do fórum dos Movimentos, ao longo dos meses passados, culminando com estas Jornadas comemorativas.

Gostaríamos que se tivesse ido mais longe, sobretudo na preparação destas Jornadas, dando voz e vez àqueles que são a verdadeira essência do trabalho realizado pela Acção Católica – os militantes de base, que no quotidiano, são a presença viva e actuante de Cristo e da Igreja no Mundo, ao serviço dos homens seus irmãos, sobretudo dos mais desfavorecidos, que sofrem as incidências de uma sociedade progressivamente mais desumanizada.

Sabemos que o Mundo mudou, e continua a mudar, cada vez mais depressa, e que as pessoas que nele vivem, protagonistas e sujeitos activos e passivos das transformações, também evoluem com as condições sociais, económicas, culturais e religiosas que as envolvem. Mas, quando se afirma que a Acção Católica está esgotada e ultrapassada, tem-se presente, apenas e só, o modelo de organização que a caracterizou, qual fato de vestir confeccionado no século passado e que já não se ajusta ao modelo.

Todavia, o essencial da Acção Católica permanece actual, exactamente por ser o cerne da Evangelização dos Meios, Ambientes e Pessoas, sem nunca se desadequar, porque tem a ver com princípios e valores fundamentais: formação sólida dos militantes (evangélica, cultural e cívica), leitura dos acontecimentos da vida e reflexão à luz dos critérios evangélicos, acção esclarecida e solidária nos acontecimentos e na história, iluminada pela Fé e pela força da Caridade.

A acção evangelizadora e transformadora dos militantes e dos grupos, enformada pela pedagogia dinamizadora da Revisão de Vida, visa exactamente a mudança qualitativa das pessoas, das estruturas e dos meios.  

Como se poderá dizer desta forma de ser Igreja que ela caiu em desuso e morreu com o tempo?

A não ser que se ache que este trabalho é demasiado exigente e incómodo, porque desinstala e questiona uma Igreja que se acomoda aos novos padrões de vida, que uma sociedade, sem ética e sem valores, pretende impor.

É necessário, isso sim, como em toda a Igreja, reformular a organização e as formas de actuação, que são a roupagem acessória dos Movimentos.

Contudo, diremos com o Papa Paulo VI, que a Acção Católica não foi ultrapassada, não é substituível, não está esgotada”.

Estas jornadas têm de demonstrá-lo!”

A ACR desafia as Dioceses onde está implantada a promover, também elas, jornadas comemorativas dos 75 anos da Acção Católica, com o propósito de  celebrar o passado e o presente, mas sobretudo de relançar o futuro.

Equipa Nacional

Guarda assinala 75 anos da Acção Católica

Para assinalar os 75 anos da Acção Católica, estão programadas para este Sábado, 14 de Novembro, algumas actividades a realizar no Centro Apostólico D. João Oliveira Matos, diocese da Guarda.

Às 14h30 ocorrerá o acolhimento, seguindo-se, às 15h00, uma conferência por um antigo assistente e a apresentação de alguns testemunhos. Do programa faz também parte a celebração da Missa de acção de graças, às 17h00.

“Aqui, na Guarda, somos poucos, mas não queremos esquecer o dinamismo de outros tempos, dar graças a Deus, e pedir-lhe que na renovação da sua igreja e dos seus carismas frutifique todo o esforço e bem-querer que foi, e ainda é, a Acção Católica em Portugal”, explicou um dos responsáveis pelo Movimento.

Mensagem ao Povo de Deus na comemoração dos 75 anos da Acção Católica Portuguesa

A Acção Católica Portuguesa comemorou festivamente, nos dias 7 e 8 de Novembro, na cidade do Porto, 75 anos da sua história.

Os Bispos Portugueses, reunidos em Assembleia Plenária, dirigem-se ao Povo de Deus para manifestarem o seu reconhecimento e apreço por este Movimento de leigos cristãos e pelo que realizou e continua a realizar na Igreja, em Portugal, hoje em circunstâncias diferentes, mas com igual zelo e generosidade.

Em 1933 o Episcopado Português assumiu, em conjunto, a Acção Católica, respondendo ao apelo de Pio XI, que viu neste movimento de leigos cristãos um caminho adequado para uma presença apostólica mais activa e significativa da Igreja, ante o seu dever de evangelizar os meios de vida e de trabalho.

Os Bispos de Portugal optaram, então, por uma Acção Católica especializada e redigiram as suas Bases e orientações. Convocaram os leigos mais empenhados na vida da Igreja e na vida social para aderirem ao Movimento. Nomearam, como assistentes nacionais, sacerdotes bem preparados. Determinaram as formas e estruturas nacionais e dotaram os membros da Acção Católica de um mandato apostólico, que os ligava, de um modo especial, à missão da hierarquia. Dispuseram-se a acompanhar, de perto, o Movimento e pediram, por fim, o apoio das comunidades cristãs para que aceitassem e estimulassem esta nova forma de apostolado laical.

Os meios sociais foram classificados – agrário, escolar, independente, operário e universitário. Os diversos organismos aplicariam, em cada meio e segundo as exigências do mesmo, a pedagogia própria do Movimento, que se traduzia, de um modo especial, na prática da revisão de vida à luz o Evangelho, conhecida pela trilogia do “ver, julgar e agir”, na “formação na acção”, no trabalho de equipas ou de grupo e na estreita ligação à hierarquia da Igreja.

A Acção Católica tornou-se uma escola de leigos comprometidos no apostolado. Proporcionou-lhes uma formação cristã, séria e profunda, deu dimensão espiritual consistente a muitos outros leigos e comunidades cristãs. Foi um viveiro de vocações de consagração e de vocações apostólicas, mormente no campo da catequese paroquial, que então se estruturava em novo moldes.

Porém, o apostolado mais significativo da Acção Católica foi o da evangelização dos meios sociais, que eram, também, os meios de vida das pessoas. Fê-lo através do trabalho de equipas do meio, compostas por dirigentes e militantes, preparados pelo Movimento, activos e generosos.

Ao longo de décadas, a Acção Católica foi, em Portugal, o grande movimento apostólico do laicado cristão. Mostrou-se capaz, para além da acção organizada nos respectivos meios sociológicos, de formar uma plêiade de cristãos leigos, que tiveram um papel assinalável nos mais diversos sectores da sociedade portuguesa, desde a política à economia, do ensino, às profissões liberais mais significativas.

A Acção Católica continua, hoje, a sua acção apostólica. Enfrenta, porém, como é normal, novas situações na Igreja e na sociedade, e, ainda, na nova relação que se estabeleceu entre uma e outra.

Como fruto do Vaticano II cresceu a sensibilidade e a disponibilidade dos leigos para os serviços das paróquias; deu-se o aparecimento de novos movimentos apostólicos laicais, com os seus carismas próprios e como resposta a necessidades sentidas no seio das comunidades cristãs. A sociedade secularizou-se e as relações Igreja–Mundo passaram a processar-se sobre novos paradigmas que determinaram, novos modos de estar e de agir; o fenómeno da globalização trouxe, com novas possibilidades, novos problemas, desafios e oportunidades. Verificou-se, também, uma alteração substancial nos meios sociológicos tradicionais. Praticamente, só os meios de trabalho, tradicionalmente conhecidos por “meios operários” conservam, em parte a sua fisionomia, hoje ainda com os problemas sociais de sempre, mas com novas expressões de agravamento.

Apesar das alterações eclesiais, sociais e culturais verificadas, a Acção Católica não perdeu a actualidade. Alguns dos seus organismos, porém, sentem necessidade de reinventarem, de maneira criativa, o seu modo de presença e de acção evangelizadora, ante a nova realidade da Igreja e da sociedade e os prementes apelos de uma nova evangelização.

Nós, os Bispos portugueses, felicitando a Acção Católica pelas suas bodas de diamante, reafirmamos o apreço pela sua metodologia, pelo empenhamento dos leigos nas diversas estruturas da sociedade, pela referência histórica do Movimento no campo da evangelização das realidades sociais e na luta pela justiça e pela dignidade das pessoas. Ela é uma referência para outros movimentos do laicado, que podem cair na tentação de esgotar o trabalho dos seus membros dentro dos templos, deixando a descoberto campos determinantes da sociedade, onde se decide e joga a vida das pessoas, das famílias e das comunidades.

A Acção Católica, ao longo dos seus 75 anos, soube enfrentar as mudanças sociais e eclesiais. Passou por diversas vicissitudes, respondeu a diversos desafios e dificuldades que sempre superou, e que enriqueceram a experiência de todos, dirigentes e militantes, Assim ficou, bem clara, a sua capacidade de adaptação e de renovação, assim como o seu amor à Igreja e à sua missão evangelizadora.

Tal como os bispos que nos precederam no serviço da Igreja à sociedade, temos presente o modelo evangelizador e a história da Acção Católica. Desejamos que, a seu exemplo, surjam, na Igreja em Portugal, numerosos leigos, conscientes da sua vocação de “cristãos no mundo”, bem preparados e organizados. Sob a forma de movimentos ou de associações profissionais, tornem presente a Igreja na vida social, com a sua missão própria, e possam desenvolver, tal como o fez a Acção Católica, uma acção evangelizadora significativa, nos diversos meios sociais e de vida, segundo paradigmas adequados e actuais. Leigos sempre fiéis ao Evangelho, à comunhão com todo o Povo de Deus, à Doutrina Social a Igreja e às orientações do Magistério, que se mantenham unidos à hierarquia que serve este Povo, para que o Reino de Deus cresça e manifeste os seus valores na nossa sociedade.

Fátima, 12 de Novembro de 2009

CEP assinala aniversário da Acção Católica

A Assembleia Plenária dos Bispos católicos de Portugal aprovou uma “Mensagem ao Povo de Deus na comemoração dos 75 anos da Acção Católica”.

A CEP reconhece e agradece o “muito bem” realizado pelos membros deste movimento nos diferentes meios: agrário, escolar, independente, operário e universitário.

A partir da “riqueza desta experiência de sete decénios e meio, com êxitos, dificuldades e esperanças”, os Bispos “auguram que se abram novos horizontes de acção dos leigos no mundo, com criatividade evangélica”.

Nesta mensagem é sublinhado que, ao longo de décadas, a Acção Católica “foi, em Portugal, o grande movimento apostólico do laicado cristão”, reafirmando-se o apreço pela “sua metodologia”.

A Acção Católica, acrescentam, “é uma referência para os outros movimentos do laicado, que podem cair na tentação de esgotar o trabalho dos seus membros dentro dos templos”.