Amigos Pra Vida, acolher crianças em família – Emissão 24-12-2017

Este é o dia maior a que chegamos depois da caminhada do Advento. Um caminho de espera, de preparação, um trilho que perspetiva alegria pelo anúncio de um nascimento. Uma expetativa gerada a propósito de um acontecimento que marca o antes e o depois na vida. Assim é o Natal, a celebração que os cristãos se preparam para viver esta noite.
Mas assim é também a espera, a preparação, a expetativa que uma criança sente quando cria um vínculo com uma família que não os seus parentes biológicos.
Se os cristãos esperam hoje um menino há também famílias que esperam a chegada de uma criança, falam no objetivo de dar, acolher e proporcionar a vivência familiar a quem não a tem naturalmente.
O programa Ecclesia vai em busca nesta manhã dessa vivência, concretamente através do projeto Amigos Pra Vida que tem como missão encontrar para cada criança ou jovem que vive numa casa de acolhimento residencial, uma pessoa ou família voluntária que pretenda ser Amigo Pra Vida.
Isso mesmo vamos testemunhar junto da família Souto que abriu as portas da sua casa para nos receber e dar conta do acolhimento à Maria e à Inês, duas crianças que se juntaram desde setembro aos seus quatro filhos.

Alfabeto do Advento – letras W, X com Alice Vieira – Emissão 21-12-2017

O tempo do Advento aproxima-se do fim mas o programa Ecclesia continua com a dinâmica do "Alfabeto do Advento" até às últimas letras…

À conversa com a escritora Alice Vieira as letras W e X deram palavras para a conversa que, embora dificil, percorreu algumas recordações deste tempo.

Mensagem de Natal do bispo do Algarve

Não temais” (cf Lc 2,11)

A celebração do Natal está sempre associada à afirmação e à defesa da vida, em todos os seus estádios e dimensões, bem como à partilha fraterna, que proporciona sentimentos de esperança e de alegria, em quem reparte e em quem recebe.

Numa sociedade, marcadamente pluralista como a nossa, apoiada no respeito pela diferença de opções, aos mais diversos níveis, na qual a celebração do Natal assume expressões muito diversificadas, seria profundamente empobrecedor pretender omitir qualquer referência religiosa explícita à celebração do nascimento de Jesus.

A representação do Presépio, na sua originalidade criativa, pelos traços culturais que veicula, na variedade das suas formas e na diversidade dos materiais utilizados, sugere-nos sempre o ambiente simples e enternecedor duma família modesta e desprotegida, que contempla silenciosa o seu recém-nascido e o envolve com amor e ternura.

Este ambiente complementa-se com o anúncio dos anjos aos pastores de Belém, – “Não temais, nasceu-vos, hoje, um Salvador, que é Cristo Senhor! (cf. Lc 2,11) –, acompanhado pelo convite alegre e festivo a abandonar todos os medos e a celebrar a paz e a esperança.

Paz, esperança, alegria… aspiração profunda de todo o ser humano e de todos os povos, particularmente quando mais se sofre as consequências da sua falta e cuja obtenção se torna longínqua e, por vezes, se revela inacessível.

A celebração de cada Natal, ao tornar mais vivas estas aspirações, evidencia, igualmente, a situação de quantos, próximos ou distantes, sofrem por consegui-las, despertando em todos gestos fraternos e solidários, que possam suprir ou, pelo menos, aliviar tal sofrimento.

Neste Natal sentimo-nos particularmente próximos daqueles que continuam a sofrer as consequências dos devastadores incêndios de junho e outubro passados com a perda de vidas humanas e de bens…

Se, por ventura, parece que já foi tudo dito a este propósito, verificamos o muito que há ainda a “fazer”, conscientes de que nada pode trazer de volta, entes queridos falecidos e bens afetivamente insubstituíveis, que o fogo reduziu a cinzas.

Todos gostaríamos que não se ficasse no “remediar”, mas se partisse decidida e corajosamente para o “prevenir”, de modo a evitar tragédias semelhantes.

Para tal, exige-se a mobilização de todos, – Estado, Igrejas e confissões religiosas, autarquias, escolas, comunicação social, associações variadas, instituições de diversa índole – na promoção de uma mudança de mentalidade e de hábitos, imprescindíveis para a o cuidado da natureza, nossa “casa comum”, e a prevenção dos incêndios.

Torna-se, igualmente, difícil ignorar em tempo de Natal, se olharmos um pouco mais longe, como nos recorda o Papa Francisco na sua mensagem para próximo dia mundial da paz, a multidão de migrantes no mundo, 250 milhões, dos quais 22 milhões e meio são refugiados: “homens e mulheres, crianças, jovens e idosos que procuram um lugar onde viver em paz”, decididos a arriscar a própria vida, sujeitando-se a toda a espécie de sofrimentos.

Trata-se de um problema complexo na sua origem (genocídios, limpezas étnicas, bolsas de escravatura, conflitos armados e outras formas de violência organizada…), que exige igualmente respostas complexas e abrangentes na sua solução.

O Papa indica a definição de uma estratégia, que combine quatro ações – acolher, proteger, promover e integrar – de modo a implementar o processo que conduzirá à aprovação, pelas Nações Unidas em 2018, de dois patos globais: um para migrações seguras, ordenadas e regulares, outro referido aos refugiados, inspirados por sentimentos de compaixão, clarividência e coragem, de modo que avance a construção da paz, com a vitória sobre a globalização da indiferença (cf Papa Francisco, Mensagem para o 51º dia mundial da paz).

Compete-nos também a nós acalentar este sonho e contribuir, com a nossa quota parte, para sua concretização.

Que a celebração deste Natal nos situe no coração da sua verdade mais genuína: Ele vem ao nosso encontro, em cada homem e em cada tempo, para que o recebamos na fé e no amor (cf. Pref. do Advento).

Acolhê-lo no amor e não no temor, significa sair de nós mesmos e assumir (encarnar) a realidade da vida dos nossos contemporâneos, como mensageiros e construtores da esperança, da paz e da alegria. Um Santo e Feliz Natal para todos.

+Manuel Quintas, Bispo do Algarve

 

Domingo da Alegria com Monsenhor Vitor Feytor Pinto – Emissão 17-12-2017

A alegria que marca o III Domingo do Advento desafia-nos a conversar com uma pessoa incontornável na vida da Igreja em Portugal que vive a sua vida sacerdotal acente na tónica da alegria. O monsenhor Vitor Feytor Pinto.

Chamado em diversas ocasiões para explicar os valores que a Igreja católica defende em temas muitas vezes fraturantes, o monsenhor Vitor Feytor Pinto assume sempre um espírito de abertura e afirma que um princípio fundamental no relacionamento humano é «estarmos muito perto naquilo em que estamos de acordo e só em pontos fulcrais acentuar aquilo em que somos diferentes».

Uma conversa sobre a sua vida e as marcas onde radica a alegria que aos 85 anos de vida continua a transmitir.

 

Porto: Sé acolhe peça musical «Temos Mãe, Temos Maria»

Porto, 15 dez 2017 (Ecclesia) – O Cabido Portucalense realiza hoje a partir das 21h30, na Sé do Porto, a encenação musical 'Temos Mãe, Temos Maria', uma peça tocada à harpa que remete para a Anunciação do Anjo a Maria, de que vai ser Mãe de Jesus.

De acordo com a página online da Diocese do Porto,  esta obra é da autoria de Castro Guedes, e conta com composição musical de João Carlos Soares, enquanto que a interpretação estará a cargo dos atores Daniela Jesus (Maria), João Carlos Soares (arcanjo Gabriel) e Miguel Branca (José).

A Sé do Porto espera com esta iniciartiva "dar a viver o mistério central do Advento: o Verbo que se faz Carne".

Quanto ao tema da obra, 'Temos Mãe. Temos Maria”, ela  evoca as palavras que o Papa Francisco deixou aos peregrinos, na sua visita ao Santuário de Fátima nos dias 12 e 13 de maio, por ocasião do Centenário das Aparições.

JCP

Vaticano: Papa e colaboradores mais próximos iniciaram reflexões de Advento

Cidade do Vaticano, 15 dez 2017 (Ecclesia) – O Papa Francisco e os seus colaboradores mais próximos participaram hoje primeira pregação do Advento de 2017, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano.

O pregador oficial do Vaticano, o capuchinho Raniero Cantalamessa, é o autor dos sermões semanais, esta manhã com o tema ‘Tudo foi criado por Ele e para Ele; Cristo e a criação’.

“As meditações do Advento deste ano têm como proposta recolocar a pessoa divina-humana de Cristo no centro dos dois grandes componentes que, em conjunto, constituem ‘o real’, isto é: o cosmos e a história, o espaço e o tempo, a criação e o homem”, adianta a Rádio Vaticano.

OC

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