Fé eucarística e nova evangelização

Para que os fiéis saibam reconhecer na Eucaristia a presença viva do Ressuscitado, que os acompanha na sua vida quotidiana. [Intenção do Santo Padre para o mês de Junho] (mais…)

Adoração de 40 horas na cidade do Porto na Paróquia do Santíssimo Sacramento

A celebração da Eucaristia é o centro de toda a vida cristã tanto para a Igreja universal como para as comunidades locais da mesma Igreja. Assim se exprime o ritual romano da Sagrada Comunhão e Culto do Mistério Eucarístico Fora da Missa. E acrescenta: todos os demais sacramentos, ministérios eclesiásticos e obras de apostolado estão ligados à Santíssima Eucaristia e a ela se ordenam (n.1). Foi a celebração do Ano da Eucaristia (2005) e as directrizes pastorais de D. Armindo Lopes Coelho, então Bispo desta Diocese, que incentivaram o culto do mistério eucarístico e a retoma das 40 horas de adoração. Não sendo exclusivo desta paróquia da cidade e diocese do Porto, a comunidade que tem como seu titular o Santíssimo Sacramento, com a confraria do mesmo nome, sente-se particularmente vocacionada a esta realização, que pretende seja digna da grandeza e sublimidade do mistério da presença real de Jesus Cristo na hóstia consagrada. Marcarão presença o Bispo Diocesano D. Manuel Clemente, que se digna presidir à Eucaristia inicial, no domingo 3 de Fevereiro às 19h; o Bispo Auxiliar do Porto, D. João Miranda que presidirá às Laudes de segunda-feira, às 9h, com a participação dos Diáconos Permanentes; e D. António Taipa, que dará a bênção final na celebração de encerramento, terça-feira às 12h. O P. Dário Pedroso, sj, pela quarta vez conduzirá cinco horas de adoração. O Seminário dos Padres do Espírito Santo assume as Vésperas de segunda-feira às 18 horas. Os Padres oriundos desta paróquia, Fernando Silva e Nuno Antunes, orientam cada qual a sua hora de adoração. Várias paróquias da cidade, obras e movimentos diocesanas e locais, crianças da catequese e famílias já estão inscritas em horas definidas. Aos mais capazes aconselhamos as horas da noite e madrugada. A paróquia de Arada, Ovar, marca a sua presença com flores para o arranjo da igreja. Está garantida a segurança nocturna. Grupos de acolhimento e assistência estarão disponíveis todo o tempo, noite e dia.

Alegria e humor na Fé

Desde 22 de Setembro de 1994 que o P. António Estevinho exerce o seu trabalho pastoral nas paróquias de Rossas, São Nicolau de Salsas com Vale de Nogueira, Freixeda, e Moredo, São Nicolau de Pinela com Valverde, Santa Maria Madalena de Rebordaínhos, com os Pereiros, do Arciprestado de Bragança.Paróquias de ambiente rural, próximas de Bragança, muito envelhecidas, graças à expurga dos mais jovens para as migrações internas e externas, abafadas por isso na criatividade e na iniciativa no âmbito religioso social e cultural. Povo afável e hospitaleiro, com um espírito de “antes quebrar que torcer”, apesar de tudo têm conseguido manter com elevação as suas raízes. Considerando-se um amante do desporto e da cultura, o pároco vê a alegria e bom humor como alguns dos pilares essenciais na sua missão evangelizadora. Como assiste as 9 comunidades? Celebro 2 Missas vespertinas ao Sábado e 3 a 4 ao Domingo. Mantenho o costume antigo de em 2 delas celebrar no último Domingo do mês, noutras quinzenalmente, uma vez ao domingo outras vezes ao sábado, e no 1.º domingo do mês no Santuário dos Chãos. Com regularidade possível dou assistência à semana. Como organiza a catequese? O universo das crianças e jovens nas 9 comunidades que me estão atribuídas é reduzido, pouco ultrapassando, dos 5 aos 18 anos, a meia centena de pessoas. Apesar de poucos, na generalidade, são participativos e colaborantes a seu modo, enfrentando as dificuldades dos outros da sua idade. Com a ajuda de catequistas asseguro a iniciação cristã, preparação para a primeira comunhão e para o sacramento do crisma. Pessoalmente assumo, a partir de Salsas ao domingo à tarde, a preparação para o Crisma de uma dezena de jovens, acolhendo ainda alguns de paróquias vizinhas. Qual o papel dos Santuários no conjunto da sua actividade pastoral? “Os Santuários têm sido, ao longo dos tempos, indicadores de referência para definir a identidade cultural e espiritual dum povo”, espaços privilegiados “da proclamação da Palavra de Deus, da celebração dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia”. Na área geográfica da minha paróquia existem dois. O do Divino Senhor dos Chãos, no nó do IP4, Vale de Nogueira, e o Santuário da Senhora do Pereiro, no profundo interior de Santa Comba de Rossas. São lugares únicos pelo ambiente, pelo espaço de natureza, conjugando a piedade, e a graça. A Confraria do Divino Senhor dos Chãos promove todo o ano, no 1.º domingo do mês, a celebração da Eucaristia, e a feira, bem como as cerimónias da Semana Santa e da Vigília Pascal, pelo 3 de Maio assinala a Invenção da Santa Cruz e de 5 a 14 de Setembro as novenas, e a Festa da Exaltação da Santa Cruz. A Sr.ª do Pereiro assinala no dia 15 de Agosto a Assunção de N.ª S.ª, antecedida de novena preparatória. O primeiro têm uma abrangência inter concelhia, congregando mais de uma vintena de povoações, a Sr.ª do Pereiro confina-se mais à localidade de Santa Comba de Rossas. Os Chãos têm possibilitado a centralização de muitos actos litúrgicos ajudando a suprir a dificuldade da escassez de clero. Este lugar afigura-se como alternativa para assegurar, ao domingo e nas maiores festividades litúrgicas, uma maior e mais participativa assembleia, tendo em conta que as localidades vizinhas enfrentam a já assinalada desertificação progressiva. Tem-se também revelado um espaço de participação de múltiplas comunidades, na preparação da novena. Está a implementar a renovação urbanística do santuário e da zona envolvente. Depois de ter pavimentado o “adro”, desafogado a igreja, das más construções a ela adoçadas, tem agora o projecto aprovado com parecer favorável do estado para construção do edifício sede da confraria. Como desafio pensa-se ainda num pavilhão multiuso, que poderá, entre outros, acolher, pela sua localização estratégica diversos eventos. Depois de tudo isto fica ainda a aguardar a conclusão dos arranjos urbanísticos de toda a zona envolvente. Que outras actividades exerce na sua actuação pastoral? Sou Presidente, por inerência do exercício da paroquialidade, dos Centros Sociais e Paroquiais de Santo Estêvão de Pinela, Santa Comba de Rossas, e São Roque de Salsas. A acção sócio caritativa, formalmente assumida pelos Centros, tem absorvido bastante do meu tempo. Esta actividade incompreendida por muitos, dentro e fora da Igreja, é para mim uma proposta irrecusável, uma maneira de dar expressão ao amor e à solidariedade emanada do ensinamento social da Igreja, e uma forma de colaborar na implementação da justiça social. O Lar de Idosos de Santa Comba de Rossas tem mais de um ano de efectivo funcionamento e mantêm ainda a valência de Serviço de Apoio Domiciliário (SAD). O edifício do lar de Salsas está concluído quanto ao “esqueleto e cobertura”, aguardando financiamento do estado através do programa PARES. Esta instituição têm ainda as valências de Centro de Dia (CD), o SAD e o Apoio Domiciliário Integrado (ADI). Pinela estoicamente persiste e resiste, mas funciona, como CD. Serve de forma única, pequeno-almoço, almoço e jantar 7 dias na semana a mais de duas dezenas de idosos. Neste Centro os mais velhos tem não só um refeitório, mas um espaço sócio cultural dinâmico onde assinalam os seus aniversários, a par de outros tipos de animação, servindo ainda na valência de SAD. Desde 1993 tenho participado em vários Secretariados e Serviços Diocesanos, Administrativos, Juventude, Migrações, Bens Culturais da Igreja, Mensageiro de Bragança, entre outros, simplesmente pela paixão de servir e pelo gosto de fazer e ver surgir. É também assim que venho assumindo a missão nos Escuteiros, como responsável pela Assistência Regional. Ao longo dos tempos fui-me deixando contagiar pela experiência positiva de colegas e amigos, permitindo-me destacar a figura ímpar do saudoso Cónego Belarmino Afonso (+ 3 de Dezembro de 2005, Vigário da Cultura, e Assistente Regional dos Escuteiros), com quem aprendi muito. Como evoluiu a dimensão do culto, da cultura, e do desporto na sua vida? Desde sempre recebi da família o gosto de participar activamente na vida da Igreja, quer na eucaristia dominical, quer nos grupos eclesiais e paroquiais (acólitos e Legião de Maria), que me ajudaram a definir o meu percurso vocacional. Fui descobrindo os jornais e revistas juvenis, o coleccionismo, a fotografia, a banda desenhada, o cinema, o teatro, a prosa, a poesia, e por fim a literatura e os livros de teologia e científicos. A prática do desporto é mais recente, na escola tinha até uma certa alergia a esta matéria. Já depois de ordenado padre iniciei-me nas caminhadas com os escuteiros, no Kung-Fu com o mestre Paulo Neiva, e ultimamente tenho desenvolvido e divulgado esporadicamente a prática de tiro com arco. Mais não tenho feito agora por limitações físicas e de saúde. Contudo recomendo apaixonadamente, aos jovens e menos jovens, que ampliem todas estas dimensões, por elas somos mais felizes, por elas crescemos na vida e na alegria. Pelo seu estado de vida participa em muitas causas. Quais as que o têm motivado mais? Nisto das causas tenho amigos que me consideram muito afecto às “causas perdidas”. Isto porque quando levaram o comboio de Bragança, eu manifestei exuberantemente, perante os mais próximos, a minha discordância, e de todo esse esforço valeu-me apenas o epíteto. Desde a faculdade que acompanho a causa de Timor, que contrariamente à opinião de muitos, felizmente, apesar do moroso processo, teve um desenvolvimento positivo. Motivou-me também o trabalho na Comissão Diocesana que preparou o “Grande Jubileu do ano 2000”, suscitado pelo Papa João Paulo II, pela abrangência que teve em variadíssimos sectores da vida social e eclesial. Ultimamente, na comemoração do Ano da Eucaristia (Outubro de 2004 – Outubro de 2005), senti um particular gozo em ter ajudado a coordenar a edição de um CD de música Eucarística “ao partir do pão”. Juntando a “prata da casa”, reuniram-se vários autores, compositores, e coros de Bragança e Miranda. Surgiu uma obra, que congregou muitas vontades e sensibilidades diferentes, e nunca pensei ver tanta mobilização em tão pouco tempo. Foi daquelas experiências marcantes. Duas atitudes que aprecie? A alegria e o riso. A alegria procuro cultivá-la desde a fé, em Cristo ressuscitado. A alegria em Cristo é o princípio do homem redimido e feliz. Rio para acalmar o meu excesso de auto-estima, e para apreciar com humor as excessivas formalidades sociais, políticas, antropológicas, e culturais da vida. Para mim o aforismo antigo, “o riso castiga os costumes”, continua válido com frescura e actualidade. O bom humor é uma fortíssima alavanca que me tem ajudado a ultrapassar dificuldades, e a desbloquear situações de alguma complexidade. No fundo tem-me ajudado a compreender e aproximar das pessoas, a alimentar a afabilidade. No fundo acredito que o humor e a alegria nos tornam mais irmãos, quer nos consideremos filhos de Adão e Eva ou parentes pelo macaco. Sinto-me realizado, vivendo a alegria própria da fé, com humor, procurando assinar assim o meu projecto de vida saudável. Perfil: António Carlos Estevinho Pires, filho de Francisco Gonçalves Pires e de Delmina de Jesus Estevinho, nasceu a 16 de Junho de 1965, é natural e residente na Freguesia da Sé, concelho de Bragança, exerce o ministério sacerdotal na Diocese de Bragança-Miranda desde a ordenação em 20 de Junho de 1993. Alberto Pais

Cronologia do Pontificado

Discursos, mensagens, audiências, viagens apostólicas e outros acontecimentos que marcam os dois anos de Bento XVI como Papa (mais…)

O fim do encantamento?

Dois anos depois da sua eleição, Bento XVI começa a ser criticado com mais frequência, mas não abdica do rumo traçado nem atraiçoa as suas convicções (mais…)

Sacramento da Caridade

Exortação Apostólica de Bento XVI sobre a Eucaristia, afirma a centralidade da Eucaristia no ser e agir da Igreja (mais…)

Programa Ecclesia: Informação e Rubrica MONTRA

Informação: – Na oração do Angelus no último Domingo, o Papa Bento XVI valorizou a penitência como uma forma de mudar para melhor, a própria pessoa e a sociedade – Foi hoje apresentada a Exortação Pós-sinodal sobre a Eucaristia. “SACRAMENTUM CARITATIS” é o título do documento, onde o Papa recolhe a reflexão do Sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia, que encerrou o Ano da Eucaristia, em Outubro de 2005 – A Caridade Intelectual – Caminho para uma nova cooperação entre a Europa e a Ásia. Este foi o tema que presidiu à Vigília de Oração que assinalava a V Jornada Europeia dos Universitários – Os responsáveis pela Pastoral Juvenil estão apostados em fazer de cada dificuldade uma oportunidade. A determinação saiu do Conselho Nacional que reuniu este fim de semana e que aposta na criatividade e ousadia para avançar para novas plataformas de evangelização – Está a aproximar-se a Jornada Mundial da Juventude em Sydney na Austrália em Julho de 2008. Os jovens em todo o mundo já recebem uma publicação electrónica que os desafia à preparação espiritual para este grande evento MONTRA: Cânticos para a liturgia do tempo Quaresmal e Pascal. Esta a proposta do Pe. Miguel Carneiro

Sacramentum Caritatis

Exortação Apostólica Pós-sinodal de Bento XVI ao episcopado, ao clero às pessoas consagradas e aos fiéis leigos sobre a eucaristia fonte e ápice da vida e da missão da Igreja (mais…)

Celebrações da Palavra ganham ânimo na Diocese do Porto

“A palavra de Deus na Liturgia” é tema das Jornadas do Clero do Porto, mas também uma proposta para reflexão dirigida àqueles que estão permanentemente em contacto com a Palavra de Deus, ou através da liturgia das horas ou nas celebrações liturgicas. Entre os dias 22 e 26, na Casa de Vilar, os participantes são convidados a aproveitar e a “deixarem despertar o contacto que temos com as Escrituras”, afirma D. António Taipa, Bispo auxiliar do Porto e responsável pelas jornadas. “Alimentarmo-nos da dupla mesa” segundo o Concílio afirmava, “apontando a mesa da palavra e a mesa do pão eucarístico”. D. António Taipa dá conta que as celebrações da Palavra são cada vez mais frequentes na diocese, partindo da lectio divina. Por isso é importante despertar e preparar para as celebrações da palavra nas assembleias dominicais na ausência do presbítero. “Começamos a ter cada vez mais necessidade de preparar os nossos fiéis para essas celebrações, quer para a participação quer para a presidência destas celebrações”, explica o Bispo auxiliar. Nestas Jornadas os cerca de 90 participantes, entre eles sacerdotes e diáconos, partiram de uma afirmação de Descartes, mas adaptada. “Sou chamado, logo existo”, com o objectivo de reflectir sobre o chamamento da pessoa humana, “e ela existe porque responde à Palavra”. Segundo D. António Taipa, “o homem vive e desenvolve-se a partir de Deus, respondendo à sua Palavra”. A Palavra que é criadora e geradora de comunhão na Igreja e na liturgia, as homilias enquanto instrumento de diálogo entre os ouvintes e Deus e toda a dinâmica que as assembleias dominicais na ausência do presbítero estão a ganhar. Especial atenção também para os leitores, “desconstruindo a simples leitura, mas tentando encarar o leitor como o primeiro pregador”, explica o responsável pelas Jornadas. Na diocese, através das suas vigararias, o clero reúne-se habitualmente para a prática da lectio divina, que está a estender-se também às comunidades. “A leitura bíblica está a multiplicar-se nas nossa paróquias, decorrentes das jornadas mas também de outras actividades que foram surgindo”, sublinha D. António Taipa que regista com entusiasmo a crescente participação. Estas Jornadas destinadas ao clero da diocese estão a ganhar impacto e a dar ânimo não só aos participantes mas também aos fiéis. O Bispo auxiliar lembra que “coincidindo com o Ano da Eucaristia, as jornadas dedicaram-se também a essa reflexão e houve uma multiplicação de reflexões eucarísticas, de celebrações e orações em grupos.

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