Publicações: «Nome, reino, vontade de Deus» na revista católica «Communio»

Lisboa, 24 fev 2017 (Ecclesia) – A Revista Internacional Católica ‘Communio’ dedica o seu mais recente número ao tema ‘Nome, reino, vontade de Deus’, dando continuidade à série temática sobre a ‘Oração do Senhor’.

“A nossa atenção incide agora sobre as três primeiras petições que dizem respeito ao próprio Deus: Santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade”, informam os responsáveis pela publicação na apresentação.

Uma curiosidade desta edição 2016 é um poema inédito de 1916, de Afonso Lopes Vieira [1878-1946], intitulado ‘Padre Nosso’: “Deus, à noitinha, que é quando/ as crianças lhe vão rezar,/ sorrindo fica escutando/ as preces que sobem no ar.”

O primeiro artigo é de João Alberto Correia, sacerdote da Arquidiocese de Braga, que começa por fazer análise bíblica sobre ‘As três primeiras petições do Pai Nosso’.

A primeira petição – “Santificado seja o vosso nome” – é da responsabilidade do sacerdote doutorado em Teologia Bíblica Armindo Vaz, da Ordem dos Carmelitas Descalços, que lembra a associação bíblica do “Nome de Deus e da Santidade do Deus” comprometido com o povo de Israel.

Em ‘Jesus e o reino’ é analisada a forma como a invocação “venha a nós o vosso reino” é entendida desde os primeiros séculos da Igreja num artigo do jesuíta francês Michel Fédou, traduzido por Alberto Júlio Silva.

O sacerdote franciscano Isidro Lamelas escreveu na revista ‘Communio’ um texto sobre ‘o Pai Nosso comentado pelos Padres da Igreja – súplicas da primeira parte’ e o sacerdote francês Jean-Robert Armogathe percorre ‘as leituras espirituais dos três primeiros pedidos’ do Pai Nosso.

Por sua vez, o cofundador da edição francófona da Communio’ o leigo Jean Duchesne apresenta um artigo intitulado ‘Da submissão ao dom libertador de si’, enquanto Julia Knop, professora de Teologia Dogmática alemã, em ‘Liberdade – Apreensão – Providência. A vontade de Deus entre o céu e a terra’ dedica-se ao significado de “faça-se a vossa vontade” segundo a doutrina da providência.

A revista internacional católica “continua a acompanhar” o beato Charles de Foucauld e apresenta do religioso francês ‘Meditação sobre o Pai Nosso II’.

Entre outros artigos, o mais recente número da ‘Communio’ sobre ‘Nome, reino, vontade de Deus’ encerra com a secção ‘Perspectivas’ e três contributos em diferentes áreas sobre ambiente, no contexto da Encíclica do Papa Francisco ‘Laudato Si’, o “corpo” a partir da antropologia teológica e ainda a poesia e espiritualidade em Vitorino Nemésio.

CB

Publicações: Revista católica «Communio» publica edição dedicada à «Kenose»

Lisboa, 04 nov 2016 (Ecclesia) – A Revista Internacional Católica ‘Communio’ publicou o seu número mais recente dedicado ao “importante” tema ‘Kenose’, que pode ser “pouco familiar” dos leitores segundo o comunicado à imprensa enviado à Agência ECCLESIA.

Os responsáveis pela publicação internacional católica começam por explicar que o termo grego ‘Kenose’ designa o “despojamento” dos “privilégios divinos” de Jesus, filho de Deus, ao assumir a condição humana por “amor, ideal de dádiva” aos outros que Cristo também apresentou aos discípulos.

Os aspetos bíblicos e doutrinais são da responsabilidade do exegeta franciscano Bernardo Corrêa d’Almeida sobre “Kenose e o quarto Evangelho” e os filósofos Jean-Luc Marion e Manuel Sumares escrevem sobre a “trindade” e a “apofatismo e estatuto ontológico da Igreja”

Numa seleção e tradução própria Luís Filipe Thomaz comenta na revista ‘Communio’ três textos do teólogo ortodoxo russo Sérgio Bulgakov (1871-1944) sobre a ‘kenosis de Deus Padre’.

A importância da ‘Kenose’ para a missão cristã e para a arte é apresentada, respetivamente, nos artigos do padre alemão Gisbert Greshake e do ensaísta e critico de arte francês Philippe Sers; ambos os textos foram traduzidos por Maria C. Barroso.

Em’depoimentos’, os aspetos concretos da “dedicação” aos refugiados e ao cuidado pelos doentes terminais são tratados pelo padre Jesuíta Luís Ferreira do Amaral, que entre 2011 e 2013 trabalhou no serviço da Companhia de Jesus aos refugiados, e capelão do Hospital de Santa Maria e do Hospital Pulido Valente, o padre Dehoniano António Pedro Monteiro.

Já a economista Lina Fragoso partilha a experiência social do desemprego e também a perda dos pais no texto ‘Porque sim!’ que é um testemunho pessoal.

O número 4 de 2015, da Revista Internacional Católica ‘Communio’, na seção ‘Perspectivas’, propõe dois artigos que ajudam a “entender as razões que levaram” o Papa Francisco a convocar o Jubileu extraordinário da Misericórdia que vai terminar a 20 de novembro, no Vaticano.

A primeira reflexão ‘misericórdia – sem hipocrisia’ é do cardeal alemão Karl Lehmann, e ‘a misericórdia do Padre Brown’, a figura criada pelo escritor Gilbert Keith Chesterton – G. K. Chesterton – é apresentada por Irène Fernandez, doutorada em Letras que faz parte da redação da edição francesa da ‘Communio’.

CB

Multimédia: O que é que a Igreja tem dito sobre a sociedade em rede? (2ª parte)

Na continuação do artigo da semana passada, vamos concluir sobre o que é que o magistério da Igreja tem escrito sobre a sociedade em rede. A própria Igreja é uma communio, uma comunhão de pessoas que se congregam em comunidades eucarísticas.

Podemos destacar três grandes ideias que os sucessores de Pedro refletiram acerca dos modernos meios de comunicação. Há mais de quarenta anos a instrução pastoral Communio et progressio, no número 128, dizia que “os modernos meios de comunicação social dão ao homem de hoje novas possibilidades de confronto com a mensagem evangélica”. Por outro lado, o Papa Paulo VI escreveu na exortação apostólica Evangelii nuntiandi, no número 45, que a Igreja “viria a sentir-se culpada diante do seu Senhor, se não lançasse mão destes instrumentos de evangelização”. Por último, João Paulo II na carta encíclica Redemptoris missio, no número 37, definiu os mass média como “o primeiro areópago dos tempos modernos”, declarando que “não é suficiente, portanto, usá-los para difundir a mensagem cristã e o Magistério da Igreja, mas é necessário integrar a mensagem nesta “nova cultura”, criada pelas modernas comunicações”.

Sintetizando, os meios de comunicação social têm influência sobre aquilo que as pessoas pensam acerca da vida, mas também porque, para as gerações mais novas “a experiência humana como tal tornou-se uma experiência vivida através dos mass média”, está escrito na instrução pastoral Aetatis novae, documento sobre as comunicações sociais que celebra o vigésimo aniversário da Communio et progressio. Olhemos então para as capacidades positivas e benéficas da Internet, que possibilitam, entre outras coisas, a transmissão de informações e ensinamentos que ultrapassam as barreiras físicas e as fronteiras. “Um auditório tão vasto estaria além das imaginações mais ousadas daqueles que anunciaram o Evangelho antes de nós… Os católicos não deveriam ter medo de abrir as portas da comunicação social a Cristo, de tal forma que a sua Boa Nova possa ser ouvida sobre os telhados do mundo!”, escreveu João Paulo II, na sua mensagem para o XXXV dia Mundial das Comunicações Sociais.

Fernando Cassola Marques
fernandocassola@gmail.com

Publicações: «Reabilitar a política» na mais recente edição da Revista Communio

Lisboa, 11 abr 20156 (Ecclesia) – A Revista Internacional Católica Communio dedica o seu número mais recente ao tema ‘Reabilitar a política’, A “verificação de falta de confiança atual” nos agentes e instituições políticas.

“A falência dos quadros de organização e participação política, nas chamadas democracias ocidentais, encontram-se entre os tópicos mais debatidos na esfera pública, sem que, no entanto, se descubram sinais de uma verdadeira reforma dos modelos de representatividade e participação políticas”, refere a apresentação da publicação.

A edição, enviada à Agência ECCLESIA, observa também que os indicadores sociais, relativos à falta de confiança nos agentes e nas instituições do político, “multiplicam-se e aprofundam-se”, em grande parte, dos inquéritos sociográficos, e “atos supostos de exercício da democracia tornam cada vez mais patentes os sintomas de erosão”.

A Revista Communio, no seu terceiro número de 2015, apresenta uma leitura teológica da experiência política sugerida por Siegfried Wiedenhofer; O teólogo austríaco escreveu ‘Política e fé cristã’ “pouco antes de falecer” a 17 de agosto do ano passado.

No artigo ‘Reflexões sobre a liderança política na atualidade’, Lívia Franco, doutorada em Ciência Políticas e mestre em Relações Internacionais, evoca autores clássicos e contemporâneos da filosofia política.

Por sua vez, o político José Manuel Pureza tem, por exemplo, na sua reflexão o Papa Francisco como fonte de inspiração, que cita a exortação “A Alegria do Evangelho”; ‘A política compromisso pelos últimos’ ’é o título do texto assinado pelo deputado do Bloco de Esquerda, também vice-presidente da Assembleia da República.

Os jornalistas católicos Jorge Wemans e António Marujo escreveram sobre a influência dos meios de comunicação social e novos média em ‘Redes, invasões e mandarins: A reabilitação da política e o papel dos média’.

‘Discordar, deliberar e agir em conjunto’ de José Gomes André, cuja área de estudo é Filosofia Política, tem como fonte de inspiração o filósofo norte-americano John Rawls.

Já Miguel Morgado, professor auxiliar no Instituto de Estudos Políticos, examina os poderes do Estado: ‘A separação dos poderes. Dos poderes “canónicos” ao Estado regulador’.

O teólogo e antropólogo Alfredo Teixeira na Communio dedicada à política escreve sobre o 25 de abril de 1974 num artigo intitulado ‘A Revolução de abril num contexto de mudança religiosa. Destradicionalização e individualização’.

Segundo o comunicado à imprensa, João Madureira coloca o acento na “condição feminina” ao analisar a sua obra musical “Magnificat ou a insubmissa voz”, uma reabilitação da política através da experiência de revisitação dessa obra.

A professora Maria Luísa Ribeiro Ferreira em ‘um livro que nos interpela’ faz a recensão da obra ‘Portugal na Queda da Europa’, do filósofo português Viriato Soromenho Marques.

‘Uma voz profética na vida política’ apresenta Maria de Lurdes Pintassilgo, através de notas e memórias num artigo da professora Maria Alfreda Fonseca, que trabalhou diariamente, entre 1982 e 1985, com a antiga Primeira-ministra de Portugal [V Governo Constitucional, em funções de Julho de 1979 a Janeiro de 1980].

A controvérsia sobre o “direito à blasfémia” é apresentada através do exemplo francês por Philippe Portier, diretor de estudos da École Pratique des Hautes Etudes, eleito em 207, na secção ‘Perspectivas’, que encerra esta edição.

CB

Multimédia: O que é que a Igreja tem dito sobre a sociedade em rede? (1ª parte)

Já em pleno tempo Pascal, rumo ao Pentecostes, continuamos a nossa reflexão. A Igreja sempre esteve atenta ao sector das comunicações sociais, conforme podemos constatar pelos variadíssimos documentos do Magistério da Igreja. Exemplo disso é o facto de que a única celebração mundial estabelecida pelo Concílio Vaticano II, é o dia mundial das comunicações sociais, marcada na maioria dos países, por indicação do episcopado local, para o domingo precedente ao Pentecostes.

De igual modo, o interesse pelas novas tecnologias, nomeadamente pela Internet, não podia ser deixado para segundo plano, podemos constatar que a Igreja tem declarado com frequência a sua convicção de que eles são, em conformidade com as palavras do Concílio Vaticano II, «maravilhosas invenções técnicas», conforme nos diz o Decreto Conciliar Inter mirifica. Referiu ainda na Communio et progressio, que “a Igreja encara estes meios de comunicação social como “dons de Deus” na medida em que, segundo a intenção providencial, criam laços de solidariedade entre os homens, pondo-se assim ao serviço da Sua vontade salvífica”. Se olharmos para a história da comunicação do ponto de vista eclesial, ela parece-se com uma longa peregrinação que encaminha a humanidade “desde o projecto de Babel, baseado no orgulho, que acabou na confusão e incompreensão recíproca a que deu origem (cf. Gn 11,1-9), até ao Pentecostes e ao dom de falar diversas línguas, quando se dá a restauração da comunicação, baseada em Jesus, através da ação do Espírito Santo”, escreve João Paulo II na mensagem para o XXXIV Dia Mundial das Comunicações. É no Verbo feito carne que “se encontra o fundamento e o protótipo da comunicação entre os homens”, está escrito na instrução pastoral sobre os meios de comunicação social Communio et progressio. Na sociedade atual, tudo isto que foi referido é válido de uma forma especial no que diz respeito à Internet, dado que ela está a contribuir para uma mudança enorme tanto ao nível da educação, da política, da economia, ou seja, da sociedade em geral, mudanças estas que se manifestam não somente ao nível da comunicação individual, mas mesmo na forma como as pessoas vêm a sua própria vida.

Fernando Cassola Marques
fernandocassola@gmail.com

Publicações: «Uma Igreja pobre para os pobres» é o tema da mais recente edição da revista Communio

Lisboa, 01 ago 2015 (Ecclesia) – A Revista Internacional Católica Communio dedica o último número ao tema ‘Uma Igreja pobre para os pobres’, fundamentando e desenvolvendo o “desejo” do Papa Francisco nas suas consequências práticas.

“Parte-se da missão evangelizadora da primeira comunidade cristã, passando-se pela proposta de São Francisco de Assis até ao programa do Concílio Vaticano II”, refere o comunicado à imprensa enviado à Agência ECCLESIA.

O segundo número de 2015 da Revista Communio conta com a colaboração de cinco autores internacionais, nomeadamente Santiago Guijarro Oporto, Olivier Boulnois e Étienne Grieu.

A edição intitulada ‘Uma Igreja pobre e para os pobres’ conta ainda com a colaboração da professora portuguesa Maria Filomena Andrade e o depoimento sobre a campanha mundial da Cáritas – ‘Uma só família humana, alimento para todos’ – por Márcia Carvalho e João Pereira, respetivamente jornalista e secretário-geral da Cáritas portuguesa.

Em 2015, celebrou-se o Ano Internacional da Luz que é recordado nesta edição com um texto do cientista Carlos Salema, sobre ‘A natureza da luz’, um dos artigos da secção ‘Perspectivas’.

As próximas edições da Revista Internacional Católica Communio são dedicadas aos temas: “Reabilitar a política” e “Kenose”.

CB/PR

Publicações: «Pai Nosso» é o tema da última edição da revista Communio

Lisboa, 01 ago 2015 (Ecclesia) – A Revista Internacional Católica Communio tem por tema do último número o “Pai Nosso”.

“Pai Nosso que estais nos céus” é o título do primeiro número de 2015 da Communio, que inicia uma análise das invocações e petições que constituem a “Oração do Senhor”, refere um comunicado à imprensa enviado hoje à Agência ECCLESIA.

"Neste primeiro fascículo da série colaboram especialistas nacionais e internacionais em várias áreas, como o biblista José Carlos Carvalho, o patrólogo Isidro Lamelas, os teólogos Jean-Robert Armogathe, Pavel Kohut, Jean-Heiner Tück, e o especialista em teologia oriental Piergiuseppe Bernardi”, refere o comunicado.

Esta edição da Communio publica também um comentário de Alexandra Palma a um documento ecuménico do Grupo de Dombes e Alfredo Teixeira apresenta uma sua composição musical sobre o Pai Nosso.

De acordo com o comunicado de imprensa, este número publica ainda o testemunho de Ana Rute Soares, visitadora dos Estabelecimentos Prisionais.

Na secção ‘Perspetivas’, João Alves da Cunha apresenta a sua tese de doutoramento onde investiga o contributo do MRAR (Movimento de Renovação da Arte Religiosa) para a “grande qualidade da arquitetura religiosa” nos meados do século XX.

O segundo número de 2015 da Revista Communio vai ser sobre o tema “Uma Igreja pobre e para os pobres”.

PR

Igreja: Papa felicita novo Patriarca da Cilícia dos Arménios

Cidade do Vaticano, 25 jul 2015 (Ecclesia) – O Papa Francisco concedeu a «Ecclesiastica Communio» a Grégoire Pierre XX Ghabroyan, que foi canonicamente eleito Patriarca da Cilícia dos Arménios, esta sexta-feira, no Sínodo dessa Igreja patriarcal e enviou hoje uma mensagem e felicitações.

“[Eleição] Num momento em que a sua Igreja enfrenta dificuldades e novos desafios, em especial a situação dos fiéis católicos arménios que atravessam grandes provações no Médio Oriente”, escreveu o Papa.

Na mensagem divulgada pela Sala de Imprensa do Vaticano, Francisco destaca que o “olhar sobre o mundo é cheio de esperança e de misericórdia”.

“Estamos certos de que a Cruz de Jesus é a árvore da vida”, afirmou, concedendo a “comunhão eclesiástica” solicitada por Grégoire Pierre XX Ghabroyan, de acordo com a “tradição da Igreja e normas em vigor”.

O Papa manifestou também confiança que o novo Patriarca da Cilícia dos Arménios vai conseguir ser “Pater et Caput” (Pai e Cabeça) com os padres do Sínodo, o “Espírito Santo e com uma sabedoria totalmente evangélica”.

“Bom Pastor da porção do povo de Deus que lhe foi confiada. Os numerosos mártires arménios e são Gregório de Narek, Doutor da Igreja, não deixarão de interceder por Vossa Beatitude”, observou.

CB

Teologia: Literatura e espiritualidade em destaque na revista católica «Communio»

Lisboa, 03 jul 2015 (Ecclesia) – A revista «Communio» dedica a sua mais recente edição ao tema ‘Literatura e espiritualidade’ com o desafio de analisar o seu “grande poder” de interpelação como “realidade histórica ou expressão atual”.

“Pensar um número sobre ‘Literatura e Espiritualidade’ pode equivaler a abrir uma caixa de Pandora. Correm-se vários riscos: da dispersão de temas, géneros, épocas e autores, à subordinação a critérios de escolha demasiado académicos ou espiritualmente desencarnados”, revela o artigo de apresentação da revista internacional católica.

No primeiro artigo "Quando o Novo Testamento cita os poetas (At 17,28). Um mapa para o presente", o padre biblista José Tolentino Mendonça lembra que a literatura tem sido “uma aliada na busca de Deus”, centrando-se no discurso de Paulo em Atenas, destaca “alguns tópicos que permitem relacionar teologia e literatura”.

Em ‘A Bíblia como literatura’, José Augusto Ramos, professor catedrático da Universidade de Lisboa, mostra como do Génesis ao livro do Apocalipse o livro sagrado “se molda num antologia literária e numa escrita essencial”.

Depois Manuel António Ribeiro, doutorado em Literatura Portuguesa, no texto ‘Reconfigurações de Deus  na literatura moderna’ considera que hoje é “pouco comum” a classificação de escritores como “cristãos”.

Alfredo Teixeira, do Centro de Estudos de Religiões e Culturas (CERC) da Universidade Católica Portuguesa revisita José Augusto Mourão, padre da Ordem dos Pregadores, falecido a 5 de maio de 2011, destaca a originalidade da sua poesia e valoriza o “dizer que explicitamente invoca e nomeia a divindade”.

No texto ‘Do divino celebrado no terrestre’, a professora aposentada de literatura e poetisa Maria Andresen Sousa Tavares recorda traços “constantes” na escrita da sua mãe, a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, como “espanto, a inquietação e a procura” a partir de manuscritos em textos “inéditos” que considera “lapidar” porque retomam ao início desta poesia.

O percurso do bispo de Hipona (354-430) na procura pela verdade é a reflexão da presidente do Centro Cultural de Lisboa Pedro Hispano, Isabel Alçada Cardoso, em ‘Sabedoria e eloquência em Santo Agostinho’.

O historiador José Eduardo Franco apresenta notas para a compreensão da teologia espiritual do padre António Vieira (1608-1697), que é “essencialmente cristológica e orientada para a ação”.

Em ‘Da voz à palavra pelo silêncio. Dos textos ao encontro do outro, em escuta’, o sacerdote Aires Nascimento, da Sociedade Missionária Boa Nova, assinala num percurso histórico que “há vozes mais marcadas que outras” e alerta para “os momentos” em que é preciso “suster a própria voz” e “atender” ao silêncio.

O padre José Tolentino Mendonça aparece mais uma vez, desta vez na análise que Maria José Vaz Pinto faz da sua poesia onde a professora aposentada de filosofia descobre o “Deus implícito”.

‘Porque leio um romance’ é o depoimento de José Maria Seabra Duque, do Movimento Comunhão e Libertação, que revela que um grande livro “educa e faz crescer”, como o “O Senhor dos Anéis" e desenvolve a sua experiência em três pontos.

Na ‘Recensão" é apresentada a norte-americana Flannery O’Connor (1925-1964) e o britânico G.K. Chesterton, respetivamente por Isabel Alves, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e Maria do Rosário Lupi Bello, da Universidade Aberta.

Na seção “Perspectivas”, o especialista em estudos árabes e coptas Adel Sidarus comenta a “situação dramática” dos cristãos no Médio Oriente.

CB

II Concílio do Vaticano: O padre que estudou pela sebenta de Ratzinger

Quando o II Concílio do Vaticano foi convocado, o padre Peter Stilwell que vivia no centro da cidade de Lisboa, paróquia de Santos-o-Velho, notava que a frequência na missa “era bastante grande”, mas “muito distanciada da celebração”. O celebrante “estava de costas lá em cima”, recorda o padre português que, atualmente, é reitor na Universidade de São José, em Macau. (mais…)

Teologia: Revista «Communio» publica número sobre a «Unidade da Igreja»

Lisboa, 19 mar 2015 (Ecclesia) – A revista internacional católica «Communio» dedica a sua mais recente edição ao tema da “Unidade da Igreja” e revela que esta “hoje está consciente da sua obrigação de procurar novos caminhos de união”.

“Um tema paradoxal pois confronta, por um lado, com um dado da Igreja que, sem deixar de ser humano, é sobretudo dom de Deus, e, por outro lado, com a realidade histórica que a parece contradizer pela manifesta dificuldade concreta dos cristãos em se manterem unidos”, assinala o texto de apresentação da revista.

O primeiro artigo ‘(Re)pensar a unidade´, de José Rosa, professor na Universidade da Beira Interior, “ajuda” a entender o conceito de unidade através da “antiga sabedoria dos filósofos pré-socráticos” para depois concentrar-se no universo religioso.

O padre Mário Sousa, da Diocese do Algarve, reflete sobre os estudos bíblicos em ‘A unidade no quarto Evangelho’ onde explora o “simbolismo” de alguns episódios relatados para mostrar como a “unidade de todo o mistério” de Cristo é sublinhado por São João.

‘A liturgia sacramento da unidade’ é o tema do terceiro artigo onde o bispo da Diocese de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, destaca como na “ação litúrgica” se manifesta e constrói a unidade de “todo o Corpo eclesial”.

O bispo auxiliar de Paris, D. Éric de Moulins-Beaufort, com a reflexão eclesiológica – “Muitos, somos um só corpo”, Dimensões eucarística da unidade em Henri de Lubac (teólogo francês) – explica de que modo, na Igreja e na liturgia, “se trata sempre do corpo de Cristo”.

‘Conferências episcopais, contributo para a unidade da Igreja’ é o tema do artigo de D. Peter Henrici, a partir da sua experiência como bispo auxiliar na Suíça, onde revela como esta unidade “não é garantida” apenas pelo Papa mas também pelas conferências episcopais.

O artigo do bispo suíço, membro da edição alemã da revista «Communio», explica que algumas conferências são anteriores ao Concílio Vaticano II, como se demonstra na breve apresentação histórica sobre a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), por Maria Branco.

Depois, um artigo sobre o ecumenismo hoje através do presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, o cardeal Kurt Koch, em ‘A Unidade da Igreja numa perspetiva ecuménica’.

O tema do ecumenismo complementa-se no artigo seguinte, pelo padre Aldino Cazzago, da Ordem dos Carmelitas Descalços, que expõe o contributo e a ação do Papa Paulo VI, “obreiro da unidade entre as Igrejas”.

Numa edição dedica à “Unidade da Igreja”, o atual prior da Comunidade Ecuménica de Taizé, o irmão Alois, recorda o seu fundador o irmão Roger em “a bondade humana, reflexo da bondade de Deus”.

‘A Igreja é una’ apresenta a perspetiva da Igreja Ortodoxa pelo protopresbítero Alexandre Bonito, que pertence à Jurisdição do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla e o secretário da CEP, o padre Manuel Barbosa, assinala a importância da preparação eclesial para o Sínodo dos Bispos sobre a família.

Na seção “Perspectivas”, o politólogo alemão Hans Maier alerta para “as violações e perseguições religiosas”, no direito à “mudança de religião” consagrado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948.

A revista internacional católica «Communio» destaca que os temas para 2015 são: “Pai Nosso que estais nos céus”; “Uma Igreja pobre para os pobres”; “Reabilitar a política” e “Kenose”.

CB

Teologia: Revista «Communio» publica número sobre «Saúde e questões sociais»

Lisboa, 25 dez 2014 (Ecclesia) – A revista internacional católica «Communio» dedica a sua última edição, o número 2 do ano 2014, ao tema «Saúde e questões sociais».

“Não se abordam aqui todas as questões sociais que terão implicações nos cuidados de saúde. Como não se trata também de todas a dimensões que os cuidados de saúde revestem”, explica a apresentação da última edição da revista.

“As desigualdades sociais fazem mal à saúde”, do padre José Pereira de Almeida, é o primeiro artigo e “faz eco” de como a “injustiça se reflete na saúde”.

Licenciado em medicina, Adalberto Campos Fernandes, escreve sobre “saúde – escolhas, custos e valor”, onde “pensa” sobre a “complexa questão da sustentabilidade”.

Na apresentação da revista é considerado que o tema “O direito à proteção da saúde no Estado Social”, consagrado desde 1976, é “excelentemente explanado” por Sérgio Deodato, professor auxiliar no Instituto de Ciências da Saúde, da Universidade Católica Portuguesa.

Por sua vez, o médico João Queiroz e Melo, pioneiro em transplantes de coração em Portugal, equaciona sob outro ponto de vista o tema “sustentabilidade em saúde, um novo paradigma de cuidados. Que caminhos para o futuro”.

A coordenadora e uma colaboradora do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, explicam o que é um observatório e o que este faz em concreto, com 15 anos e que apresenta anualmente o “Relatório Primavera”.

Em “A saúde das pessoas pode ser assegurada pelas políticas de saúde”, uma especializada em saúde pública e economia da saúde, revela “as vantagens e os limites” de uma conceção assente na definição da Organização Mundial de Saúde.

O padre belga Valeer Neckebrouck reflete sobre “alguns aspetos da medicina tradicional” na dimensão farmacológica, psicológica, social e religiosa na interrogação “Quem tem competência para falar da doença e da saúde?”.

A professora de História, na Universidade Évora, Laurinda Abreu, em “A emergência das políticas sociais e da saúde pública” apresenta a forma como foram “organizadas as primeiras políticas sociais em Portugal”, inseridas num contexto europeu, e tem como “baliza cronológica” o final de setecentos.

No artigo “Os sentidos da hospitalidade ou da medicina narrativa ao serviço da ‘nova medicina’”, a professora catedrática Isabel Fernandes, assinala a “importância de tratar” do doente “como um todo”.

O padre Vitor Feytor Pinto, que durante 28 anos esteve à frente da Comissão Nacional da Pastoral da Saúde, apresenta uma reflexão sobre este “maravilhoso instrumento de evangelização”.

A revista «Communio» apresenta ainda uma recensão sobre o romance “O Fiel Jardineiro”, de John Le carré, por Maria Luísa Falcão, mestre e docente aposentada de língua inglesa, que aconselha ainda a visualização da adaptação deste livro para cinema pelo realizador brasileiro Fernando Meirelles.

No penúltimo artigo, o diretor clínico do Hospital Alexianer, em Colónia, Alemanha, interroga-se sobre a existência de uma “nova religião” e defende que a saúde deve ser preservada de “forma moderada, sem fundamentalismo”.

Em “Perspectivas”, a última edição da revista, assinala os 100 anos da Primeira Guerra Mundial com um artigo do historiador francês Olivier Chaline.

A revista internacional católica «Communio» destaca que os temas para 2015 são: “Pai Nosso que estais nos céus”; “Uma Igreja pobre para os pobres”; “Reabilitar a política” e “Kenose”.

CB/PR

Teologia: Revista «Communio» dedica número a «apelo da Fé»

Lisboa, 03 jul 2014 (Ecclesia) – A revista internacional católica «Communio» procura responder à pergunta “como propor a fá cristã”, através de nove artigos e dois estudos, no primeiro número de 2014.

“Num tempo de globalização, com o seu perigo de reducionismo mas também enquanto oportunidade de encontro de culturas e mundividências, como propor a fé crista?”, é a questão central da nova edição.

A resposta passa por “várias competências”, mais concretamente nove autores sobre o tema de capa, e ainda duas perspetivas.

Marie-Françoise Baslez, professora de História Antiga na Universidade Paris-Sorbonne, escreve sobre a “apologética ou o paradoxo cristão” nos três primeiros séculos do cristianismo e “descobre como a apologia foi singularmente marcada por um contexto de condenações e perseguições”, explicam Alfredo Teixeira e Juan Ambrosio na apresentação da revista.

O professor auxiliar na Faculdade de Teologia da UCP do Porto, José Carlos Carvalho, apresenta o tem bíblico “Ler o Apocalipse hoje. Um cristianismo de resistência?” que “não é sinónimo imediato de confronto ou recusa”.

Na área da filosofia a «Communio» tem o contributo de Vicent Carraud e Christoph Bourgeois onde apresentam respetivamente os artigos “Apologética inactual, apologética actual” e “O testemunho verídico”.

Já no âmbito da teológica-pastoral, o pároco de Santa Isabel em Lisboa, o padre José Manuel Pereira de Almeida, escreve sobre “O apelo da fé nos lugares de vulnerabilidade”.

Depois, a edição referente ao primeiro trimestre de 2014, ainda em resposta ao tema de capa apresenta casos concretos como “Vozes nas margens da história – as canções dos escravos nos Estados Unidos da América”, o “Testemunho cristão em terras do Islão. Ecos das Igrejas da Argélia e Mauritânia” e ainda o “Despertar da fé no jardim-de-infância. O Tesouro de Jesus” que são analisados em três artigos escritos por Mário Avelar, Marc Botzung e José Pedro Costa.

O teólogo e professor universitário Juan Ambrósio faz a recensão do livro “Um Deus desejável”, de André Fossion e explica que “o anúncio do Evangelho deve ser feito a partir daquilo que pode ser experimentado como razoável, salutar e desejável”.

Na secção “Perspectivas” são apresentados dois estudos, um estudo de Aida Carvalho sobre a história da “Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios”, em Lamego, e “O canto da Natividade. A mística do sul” do antropólogo Alfredo Teixeira, professor da Universidade Católica Portuguesa.

A revista internacional católica «Communio» prevê a apresentação de mais três temas em 2014: “Saúde e questões sociais”; “Unidade da Igreja” e “Literatura e espiritualidade”.

CB

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