Oeiras: «Feira da Solidariedade» reúne verbas para projetos de cooperação e desenvolvimento

Lisboa, 03 mai 2011 (Ecclesia) – A autarquia de Oeiras, em conjunto com a organização não governamental “Equipa d’África”, avança esta sexta-feira com uma “Feira de Solidariedade” para ajudar e divulgar projetos de cooperação e desenvolvimento.

De acordo com a página oficial daquele município, os objetivos passam pelo “contacto e troca de experiências entre o público e as diversas associações que participam e pela angariação de fundos através da venda de T-shirts, de objetos de arte adquiridos em diversas missões cumpridas, entre outros peças”.

Trata-se da segunda edição de um projeto denominado “Olhares de missão”, e vai reunir organizações como o Grupo Missão Mundo, a OIKOS, a Juventude Hospitaleira ou o Projeto Move-te; e ainda diversas associações de imigrantes oriundos de países africanos.

Entre os dias 6 e 8 de maio, nas instalações do Mercado Municipal de Oeiras (1º andar), os participantes poderão também assistir a diversos espetáculos de música e dança, com entrada livre.

A animação começa entre as 19 e as 23 horas de sexta-feira e depois entre as 10 e as 23 horas, nos restantes dois dias do certame.

JCP

G20 – Luzes e Sombras

O dia 2 de Abril de 2009 merece ficar na história. Resta saber se pelas boas ou más razões, tudo dependerá dos frutos que resultarem da reunião do G20 (Grupo dos 20 países mais ricos e influentes). A reunião procurou responder a cinco grandes desafios: 1) restaurar a confiança, criar empregos e promover o crescimento; 2) Fortalecer a supervisão e regulação dos mercados e instituições financeiras; 3) Financiar e reestruturar as Instituições Financeiras Internacionais para enfrentar a crise actual e evitar outras de contornos semelhantes; 4) Promover o comércio e o investimento a nível mundial, rejeitando o proteccionismo; 5) Assegurar uma recuperação da crise que seja sustentável e justa (equitativa) para todos. As boas notícias para a economia prendem-se com o despertar da vontade colectiva para a regulação dos mercados financeiros e com o envelope financeiro de 1,1 bilião de dólares. Este pacote financeiro poderá evitar o acentuar da crise e, como tal, evitar o aumento do desemprego e o empobrecimento da população mais vulnerável. Contudo, de momento, a avaliação que fazemos é cautelosa. Em matéria de transparência e regulação dos mercados financeiros, alguns progressos foram feitos nas últimas semanas. A OCDE publicou uma lista de paraísos fiscais que não cumprem a legislação internacional e, nas últimas semanas, alguns paraísos fiscais têm feito progressos em matéria de transparência. Contudo, as medidas agora anunciadas não são suficientes. Para garantir uma maior transparência dos fluxos financeiros internacionais é necessário promover a troca de informação entre países a nível multilateral e, no caso das empresas multinacionais, é urgente estabelecer a obrigatoriedade de reporte por país. Recorde-se que, segundo estimativas da Oxfam, a perda de receitas fiscais dos países em desenvolvimento, devido à evasão facilitada pelos paraísos fiscais, se situa na ordem dos 124 mil milhões de dólares, por ano. Em matéria de financiamento, três são as questões que se nos colocam. 1) O pacote financeiro agora aprovado é sobretudo para injectar liquidez no mercado de crédito, beneficiando as economias mais fortes e as emergentes. No entanto, os países mais pobres, sobretudo os da África Subsaariana, têm necessidade e ajuda pública ao desenvolvimento (APD), a fundo perdido, não apenas mais empréstimos. 2) A decisão de atribuir 50 mil milhões de dólares para programas de protecção social e 6 mil milhões para os países mais pobres durante os próximos 2-3 anos, bem como a promessa de alcançar um novo acordo de comércio internacional e reverter a actual tendência de proteccionismo, podem ser factores de grande importância para combater a pobreza e alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Contudo, é preciso que as promessas sejam cumpridas; ora, segundo o Banco Mundial, 17 dos países do G20 introduziram medidas proteccionistas desde Novembro de 2008. Além disso, e apesar das reiteradas promessas de aumento da APD, esta situa-se actualmente nos 0,3% do RNB, o mesmo nível de 1993, bem abaixo dos 0,7% reiteradamente prometidos. Para que tenhamos uma ordem de grandeza, só a Seguradora American Insurance Group (AIG) recebeu, recentemente, 173 mil milhões de dólares, soma muito superior aos 50 mil milhões de dólares agora anunciados para os países pobres. Os apoios à Banca Internacional, no âmbito da resposta mundial a esta crise económica, situam-se já na ordem dos 8,4 biliões de dólares. Este montante representa 1250 dólares por cada criança e mulher no nosso planeta. O custo anual para retirar 1,4 mil milhões de pessoas que vivem com menos de 1,25 dólares por dia, estima-se em 173 mil milhões de dólares! 3) É urgente que a ajuda seja canalizada para os países mais pobres, nomeadamente de África. Contudo, e apesar de em 2008 a APD ter aumentado em 10%, face a 2007, a ajuda a África aumentou apenas em 0,4%. João José Fernandes, Director Executivo da Oikos – Cooperação e Desenvolvimento

Braga acolhe exposição sobre Povo Yanomami

Braga acolhe a partir deste Sábado, 21 de Março, uma Exposição de Fotografias sobre a realidade indígena do Povo Yanomami, da Amazónia, Brasil. A mostra fica patente no Restaurante-Bar “T4 Club”. A iniciativa – “«Ipa Urihi» nossa Terra-Floresta” – pretende mostrar a realidade concreta deste Povo e a venda das fotografias reverte a favor do Projecto das “Escolas locais”, dos Missionários da Consolata. Decorre até ao dia 28 de Março. As fotografias são de Bernardino Silva, da OIKOS – Cooperação e Desenvolvimento.

Pensar partir em missão

Leigos para o Desenvolvimento organizam, em Lisboa, sessão de apresentação de projectos para trabalho de cooperação nos países em desenvolvimento (mais…)

Serviços da CEP «levantam-se» contra a pobreza

Os serviços centrais da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vão unir-se simbolicamente, esta Sexta-feira, à iniciativa “Levanta-te e Actua” contra a pobreza e pelos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Após uma Missa celebrada no Dia Internacional dedicado à erradicação da pobreza, os trabalhadores da CEP deixarão um grito “contra a pobreza e a desigualdade”. O “Levanta-te e Actua” é uma iniciativa global que apela a que nos dias 17 e 19 de Outubro as pessoas se levantem, exigindo que os seus governos cumpram com as promessas de acabar com a pobreza extrema e que se alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) até 2015. Um comunicado enviado à Agência ECCLESIA manifesta que esta data “representa uma excelente oportunidade para mobilizar os portugueses para que actuem contra a dura realidade da pobreza extrema”. Portugal está também associado a esta iniciativa. O comunicado relembra que diariamente morrem 50 mil pessoas de pobreza extrema e a desigualdade entre os ricos e pobres não pára de aumentar. Aproximadamente metade da população mundial vive em situação de pobreza. Em 2007, a iniciativa “Levanta-te e Actua” congregou mais de 43 milhões de pessoas em todo o mundo, quebrando o recorde Mundial do Guiness. Portugal contribuiu com mais de 65 mil vozes nesta iniciativa e foi assim o país europeu que obteve um maior número de participantes. “À semelhança do ano passado, espera-se que 2008 volte a ser um grande momento de mobilização a nível nacional acreditando que, juntos, alcançaremos pelo menos 100 mil pessoas participantes”, referem os organizadores da iniciativa. Estão a ser programadas diversas acções de Norte a Sul do país, como forma simbólica de luta e protesto, entre elas concertos musicais, actividades desportivas, performances teatrais, danças, tertúlias, entre muitas. O “Levanta-te e Actua” é coordenado, em Portugal, pela Pobreza Zero, Objectivo 2015, Desafio Miqueias e Oikos – cooperação e desenvolvimento, às quais se juntaram dezenas de organizações e associações de todo o país como co-organizadoras. Mais informação em www.levanta-te.org

«Levanta-te e Actua» contra a pobreza 2008

Começou já a contagem decrescente para 17 de Outubro, Dia Mundial para a erradicação da pobreza. O “Levanta-te e Actua” é uma iniciativa global que apela a que nos dias 17 e 19 de Outubro as pessoas se levantem, exigindo que os seus governos cumpram com as promessas de acabar com a pobreza extrema e que se alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) até 2015. Um comunicado enviado à Agência ECCLESIA manifesta que esta data “representa uma excelente oportunidade para mobilizar os portugueses para que actuem contra a dura realidade da pobreza extrema”. Portugal está também associado a esta iniciativa. O comunicado relembra que diariamente morrem 50 mil pessoas de pobreza extrema e a desigualdade entre os ricos e pobres não pára de aumentar. Aproximadamente metade da população mundial vive em situação de pobreza. Em 2007, a iniciativa “Levanta-te e Actua” congregou mais de 43 milhões de pessoas em todo o mundo, quebrando o recorde Mundial do Guiness. Portugal contribuiu com mais de 65 mil vozes nesta iniciativa e foi assim o país europeu que obteve um maior número de participantes. “À semelhança do ano passado, espera-se que 2008 volte a ser um grande momento de mobilização a nível nacional acreditando que, juntos, alcançaremos pelo menos 100 mil pessoas participantes”. Estão a ser programadas diversas acções de Norte a Sul do país, como forma simbólica de luta e protesto, entre elas concertos musicais, actividades desportivas, performances teatrais, danças, tertúlias, entre muitas. O “Levanta-te e Actua” é coordenado, em Portugal, pela Pobreza Zero, Objectivo 2015, Desafio Miqueias e Oikos – cooperação e desenvolvimento, às quais se juntaram dezenas de organizações e associações de todo o país como co-organizadoras. Mais informação em www.levanta-te.org

Concurso Europeu sobre a protecção das crianças

A Comissão Europeia lançou um concurso destinado aos jovens da União Europeia, sob o tema da protecção infantil. Em Portugal a iniciativa será coordenada pela oikos – cooperação e desenvolvimento, ONG empenhada na promoção da educação para o desenvolvimento. “Garantir e dar a conhecer os direitos da criança, em especial o direito à protecção de que gozam todas as crianças e adolescentes europeus ou residentes na União Europeia, são objectivos comuns à União Europeia e aos seus Estados-Membros” afirmou o Vice-Presidente Jacques Barrot, Vice-Presidente da Comissão Europeia responsável pela Justiça, Liberdade e Segurança. As crianças e os adolescentes europeus, dos 10 aos 18 anos, são convidados a conceberem um cartaz sobre o tema do direito à protecção das crianças na União Europeia. Com este concurso pretende-se que os jovens cidadãos europeus conheçam melhor este direito e estejam melhor preparados para o defender. O desafio é lançado a todas as escolas que queiram participar, formando grupos de pelo menos quatro elementos dentro de dois escalões etários: 10-14 anos e 15-18 anos. As inscrições já estão abertas on-line em www.eurojeune.eu e todos os cartazes terão que ser recebidos na sede da oikos até 31 de Outubro de 2008. A oikos coordena este concurso em Portugal pelo terceiro ano consecutivo, em colaboração com a Representação da Comissão Europeia. Recordamos que, em 2007, as equipas portuguesas vencedoras a nível nacional ficaram em 2º e 3º lugar europeus nos escalões dos 15-18 anos e 10-14 anos, respectivamente.

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