D. José Policarpo: A densidade da palavra e do silêncio no bispo conciliar

O II Concílio do Vaticano e a investigação sobre «Os Sinais dos tempos» cunharam os gestos pastorais do patriarca emérito de Lisboa, D. José Policarpo, que faleceu a 12 de março de 2014. Com 78 anos de idade (feitos a 26 de fevereiro), D. José Policarpo disse que na “aventura da liberdade”, a palavra foi “elemento decisivo, tantas vezes dramática”, mas também “sugestiva e iluminadora”. (mais…)

Lisboa: D. Nuno Brás lembra legado de D. José Policarpo

Lisboa, 18 mar 2014 (Ecclesia) – D. Nuno Brás, bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, lembrou este domingo durante a segunda catequese quaresmal na Sé da capital o legado de D. José Policarpo, patriarca emérito de Lisboa, falecido no último dia 12.

“O clima pascal destas catequeses quaresmais ficou este ano decididamente marcado pela passagem do senhor patriarca D. José Policarpo para a eternidade. Como ele próprio disse nas exéquias do seu antecessor ‘A Páscoa perene, revive-a a Igreja de Lisboa, com a morte do seu pastor’. A vida oferecida do nosso patriarca, unida à de Cristo, Cordeiro Pascal, vai ser uma fonte de graça para todos”, disse D. Nuno Brás.

Partindo da análise da exortação apostólica do Papa Francisco ‘A Alegria do Evangelho’, o bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa disse que “o anúncio do Evangelho não se resume, decididamente, a um conjunto de palavras pronunciadas, ainda que belas e cheias de novidade, mas traz sempre consigo um agir”.

“Todos, sem exceção não deixam de comparecer diante do Amor. O Amor julga com Amor acerca do Amor. Mas precisamente por ser Amor, não deixa nunca de iluminar, de interrogar e de erguer publicamente a sua voz”, acrescentou.

Segundo D. Nuno Brás, “não se tratam aqui das obras valorosas dos heróis que por se elevarem acima dos comuns dos mortais se hão de libertar da morte”, porque “valor da vida humana tem uma medida: a obra realizada em favor do outro mais pequenino”.

O prelado explicou que os “irmãos pequeninos” a que Jesus se refere muitas vezes são “os famintos, os que têm sede, os peregrinos, os que não têm que vestir, os doentes e os presos”.

“Hoje o discípulo é convidado à conversão” algo só possível “pela paciência de Deus que não cessa de esperar pelo filho que se afastou, nem desiste do seu regresso”, concluiu D. Nuno Brás a segunda catequese quaresmal.

MD

Igreja: Missa de sufrágio em Roma pelo cardeal D. José Policarpo

Roma, 15 mar 2014 (Ecclesia) – A igreja de Santo António dos Portugueses vai acolher hoje uma missa em sufrágio pelo cardeal D. José Policarpo, falecido esta quarta-feira, aos 78 anos.

A celebração vai ser presidida por outro cardeal português, D. Manuel Monteiro de Castro, penitenciário-mor emérito da Santa Sé, a partir das 17h00 locais (menos uma em Lisboa), anuncia um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

OC

Igreja: Roberto Carneiro recorda D. José Policarpo como «bispo invulgar»

Lisboa, 14 mar 2014 (Ecclesia) – O antigo ministro da Educação Roberto Carneiro recordou hoje o falecido patriarca emérito D. José Policarpo como um “bispo incomum, absolutamente invulgar”, que deixou a sua marca no país.

Em texto publicado no Semanário ECCLESIA, o professor universitário destaca a “admirável intuição” do cardeal de “defrontar cada repto – da universidade aos meios de comunicação social, da cultura cristã ao diálogo aberto com os não crentes – de maneira inesperada e mobilizadora”.

O responsável sustenta também que D. José Policarpo “esticou”, até “às fronteiras do inverosímil, a pastoral urbana”.

“Soube como ninguém estabelecer a ponte entre as duas cidades agustinianas – a de Deus e a dos homens – com manifesto espírito de abertura e ‘desdogmatizado’, isto é, infatigavelmente atento aos ‘sinais dos tempos’”, acrescenta.

Roberto Carneiro deixa ainda uma revelação pessoal, recordando a promessa feita por D. José Policarpo, em tom de brincadeira, de “casar toda a tribo”.

“Pois, cá ficamos à sua espera nas cinco bodas que ainda nos faltam celebrar.

Até breve, querido senhor D. José”, conclui.

OC

Igreja/Portugal: Líder do PS recorda D. José Policarpo como homem de «profunda cultura»

Lisboa, 14 mar 2014 (Ecclesia) – O secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, disse hoje que o falecido patriarca emérito de Lisboa era um “homem de profunda cultura”.

Falando aos jornalistas na entrada da Sé de Lisboa, antes da missa exequial, António José Seguro afirmou que D. José Policarpo sempre teve uma preocupação pelo “diálogo inter-religioso” e foi “sempre dedicado à comunidade”.

O cardeal faleceu esta quarta-feira aos 78 anos, na sequência de problemas cardíacos.

O corpo de D. José Policarpo vai ser sepultado no Panteão dos Patriarcas, em São Vicente de Fora, num dia de luto nacional decretado pelo Governo.

LFS

Igreja: Bispos de Angola e São Tomé enviam condolências pela morte de D. José Policarpo

Lisboa, 14 mar 2014 (Ecclesia) – A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) enviou uma mensagem de condolências pela morte de D. José Policarpo, falecido esta quarta-feira aos 78 anos.

“Os Bispos de Angola e São Tomé e Príncipe, reunidos na cidade de São Tomé, em São Tomé e Príncipe, ao tomarem conhecimento da passagem para a Vida Eterna de sua eminência o senhor cardeal José Policarpo, manifestam o mais profundo pesar e solidarizam-se na dor com a Igreja de Lisboa e com os familiares do falecido, rezando ao Senhor para que lhe dê a eterna recompensa”, refere o texto, assinado por D. Gabriel Mbilingi, arcebispo do Lubango e presidente da CEAST.

Os participantes na assembleia da CEAST foram informados do falecimento pelo bispo de São Tomé, D. Manuel António dos Santos, o qual escreveu às autoridades eclesiásticas de Portugal.

“D. José Policarpo é um amigo da CEAST e deslocou-se, em vida, várias vezes para Angola e São Tomé”, recorda a página do episcopado católico destes países.

O patriarca emérito de Lisboa faleceu na sequência de problemas cardíacos, tendo o Governo português decretado para hoje um dia de luto nacional.

A Missa exequial vai ser presidida por D. Manuel Clemente, sucessor de D. José Policarpo, a partir das 16h00, na Catedral da capital portuguesa, seguida de cortejo para o Panteão dos Patriarcas, no Mosteiro de São Vicente de Fora.

OC