Programa 70X7 de 05 de maio de 2013

Dia da mãe: a experiência da maternidade em diferentes contextos pessoais e laborais

https://www.youtube.com/watch?v=OpF8AjB_CsE

Dia da mãe

Dia da mãe: a experiência da maternidade em diferentes contextos pessoais e laborais

Porto: Programa especial para o «Dia da Mãe» na Torre dos Clérigos

Porto, 03 mai 2013 (Ecclesia) – A Torre dos Clérigos, no Porto, vai abrir as suas portas este domingo para visitas gratuitas a “todas as mães” que se deslocarem ao monumento nacional, que este ano celebra o seu 250.º aniversário.

A iniciativa da Irmandade dos Clérigos alarga-se aos estudantes universitários que marcarem presença, no mesmo dia, na missa da bênção das pastas, que vai decorrer na Avenida dos Aliados.

A Torre vai ainda “preparar-se a rigor” para receber os estudantes e famílias durante a semana da Queima das Fitas, particularmente no domingo, refere um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

OC

Aveiro: Benção de finalistas foi «dia feliz e promissor» para mil finalistas

O passado Domingo, 3 de Maio, foi simultaneamente Dia da Mãe e Dia da Bênção dos Finalistas em Aveiro. Neste “dia feliz e promissor” cerca de mil finalistas receberam a bênção da Igreja, através do Bispo de Aveiro, durante a cerimónia que teve lugar na Alameda da Universidade de Aveiro. D. António Francisco dos Santos explicou o significado desta celebração que para a maioria dos finalistas é o início da despedida da vida académica: “A esperança torna-se encantadora realidade e transforma-se em compromisso”. O Bispo de Aveiro realçou o tempo de formação enquanto “tempo útil para integrar o saber adquirido”, para assumir a “ética da responsabilidade” e as “exigências da vida”, de modo a transformar as “dificuldades em possibilidades” e as “crises em oportunidades”. E sublinhou que se durante a formação os estudantes encontraram “mestres competentes”, “funcionários dedicados”, “companheiros inesquecíveis”, é para que tomem “decisões clarividentes” e “respostas cheias de audácia” na vida familiar, na actividade profissional, na sociedade. Numa época de “dramas das pessoas sem pão, casa, trabalho, paz, alegria e esperança”, D. António Francisco afirmou que o “«pensar global e agir local» pertence a todos e cada um”. Recordou modelos como Paulo de Tarso, Francisco de Assis, Vicente de Paulo, Nuno de Santa Maria ou Madre Teresa de Calcutá, que deram um “suplemento de alma” à família humana, e realçou que o mundo tem direito a esperar dos mais novos um “aumentado sentido de esperança” e a reinvenção da solidariedade. Participações em graus diferentes Entre os estudantes, nesta celebração de fé que é também um acto académico, o sentido de participação era grande, embora muitos não lhe dessem significado espiritual. Era o caso de João Miguel, finalista de Electrónica e Telecomunicações, de Viseu. “É um sonho estar aqui com os meus pais e os meus colegas finalistas. Mas a celebração, para mim, tem mais um significado familiar do que religioso”. Já Tânia Carvalho, de Oliveirinha (Aveiro), do curso de Marketing do ISCAA, afirmou que esta celebração “significa um objectivo concretizado, uma meta abençoada. A bênção do Bispo diocesano é festa. A bênção religiosa é algo a que dou muita importância e por isso tenho comigo dez familiares”. Negesse Pina quis estar presente na celebração, como católico que é e porque se trata da conclusão de um “ciclo de vida dos colegas”. A bênção, para o presidente da Associação Académica da Universidade de Aveiro, significa que a Igreja “reconhece a importância que é a entrada de novos quadros na sociedade”. “A Igreja como que diz: «Vais começar uma nova fase na tua vida. Que Deus esteja contigo», explica. Entre os pais, alguns conseguiram ficar logo na primeira fila após o espaço reservado aos estudantes. Era o caso de Luísa e Dagoberto Marujo, da Lousã, pais de um finalista de Electrónica e Telecomunicações. “Com certeza que esta celebração significa mais para o nosso filho”, explica Luísa Marujo, “mas também nos diz muito e a mim especialmente, por ser o Dia da Mãe”. “Nós não podemos viver os sonhos dele, são dele, mas tem sido muito positivo apoiar o percurso do nosso filho”, acrescenta o pai. Ao lado estavam Marília e José Madeira, de Vila Nova de Foz Côa. “Somos avós de um aluno de Línguas”, explica Marília Madeira. “Viemos de longe, mas não podíamos faltar. É o primeiro neto que vemos formado”. Símbolos e gritos académicos A celebração decorre com o ofertório dos símbolos de cada curso das sete escolas de ensino superior da região. É a parte mais demorada e não falta o exagero dos gritos académicos. O curso de Engenharia Civil oferece um adobe porque quer “edificar vidas com sucesso”. O de Engenharia e Gestão Industrial apresenta um painel solar “para dar mais energia à vida”. O de Meteorologia oferece uma imagem da padroeira, que é S.ta Bárbara. O de Psicologia oferece uma pá de padeiro, porque se trata da “primeira fornada de finalistas” deste curso. Os finalistas de Teologia do ISCRA (Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro) também estiveram presentes. Em Ano Paulino, ofereceram uma rede, lembrando que Paulo foi “pescador de homens” e que a Teologia serve essencialmente para ajudar a criar redes e comunidades de pessoas. Oração de Compromisso No final da celebração, os finalistas proferem um compromisso virado para o futuro. Cita-se um excerto: (…) Reunidos na esperança, queremos fazer a diferença, não podemos ter medo da realidade que nos espera, não podemos deixar que nos obriguem a pôr os nossos sonhos de parte, porque o segredo para o amanhã está em não deixar de acreditar… (…) É nosso compromisso: (…) Dar o nosso melhor nesta nova etapa, conhecendo e vivendo o sentido da ética de responsabilidade, pondo em prática o que aprendemos na vida académica e exercitando com competência e rigor a utilização de todos os conhecimentos na promoção da dignidade da pessoa humana (…). Jorge Pires Ferreira / Correio do Vouga

Sesimbra: Com o Senhor das Chagas «em família»

Com uma procissão, onde participaram centenas de pessoas, tiveram início, no passado domingo, as Festas do Senhor das Chagas, que decorrerão, em Sesimbra até ao dia 5 de Maio. O tema deste ano é: «Em família», que será particularmente aprofundado durante a novena, que decorrerá de 24 de Abril até 2 de Maio, à noite, na Igreja paroquial de Santiago. Esta vertente sócio/religiosa da família estará ainda presente na celebração do dia 3 de Maio – primeiro domingo desse mês e ‘dia da mãe’ – como momento festivo e de compromisso cristão paroquial. Também ao longo da procissão da Festa, no dia 4 de Maio, haverá momentos de reflexão, oração e testemunho ao ritmo das nove paragens (muitas delas curtas e pouco notadas habitualmente) da própria procissão, que costuma atrair milhares de pessoas a Sesimbra. Tendo em conta alguns aspectos sócio/políticos recentes de ataque à família será de esperar que haja uma reflexão cristã, à luz da imagem do Senhor Jesus das Chagas, venerada com devoção, em Sesimbra, há mais de quatrocentos anos, e onde cada uma das famílias presentes na novena, na celebração eucarística e na procissão possa aprofundar a sua identidade, a sua missão e o seu testemunho neste tempo e nas terras de Sesimbra. O cartaz das festas deste ano inclui mesmo um breve inciso à denominação já habitual, que dizia: ‘Senhor Jesus das Chagas – padroeiro dos pescadores’ para acrescentar ‘e da família’. Como etapa de intensidade espiritual, a novena inclui um tempo de liturgia da Palavra de Deus – este ano assumido na proclamação por famílias dos membros da comissão de festas – e um outro espaço de adoração do Santíssimo Sacramento, onde serão, sobrenaturalmente, expostos, de forma orante, a Jesus Ressuscitado os problemas das famílias de Sesimbra e não só. A. Sílvio Couto

Comunidades migrantes assinalam aparições de Fátima

Enquanto em Portugal, peregrinos e romeiros a pé anseiam por chegar ao Santuário de Fátima, no estrangeiro, famílias e comunidades católicas portuguesas, dispersas pelo mundo, assinalam solenemente a devoção e consagração a Maria – Senhora do Rosário – com diversas manifestações religiosas. Nos dias de Maio que coroam o aniversário da primeira aparição aos três pastores de Aljustrel, os portugueses emigrantes, peregrinam aos santuários marianos locais, congregam-se nas paróquias onde celebram a fé, e evangelizam, com a religiosidade popular repleta de tradições, procissões, rituais, símbolos e cânticos marianos, as sociedades onde vivem e trabalham, algumas marcadas por grande secularização e tipos de laicidade sem transcendência. São perto de 25 000 os emigrantes portugueses a viver na provincia de British Columbia, Canadá. Na cidade-ilha de Vancouver, no Pacífico, a comunidade portuguesa conta com cerca de 12 000 portugueses, oriundos 50% do Continente e outros 50% dos Açores. As primeiras famílias desembarcaram por volta do ano 1954. Desde 1959 que se celebra missa em língua portuguesa na cidade. Em 1968 foi construída uma igreja e criada a paróquia portuguesa de N. Senhora de Fátima, onde é possível ter acompanhamento espiritual em português e inglês. A outra paróquia portuguesa situa-se na cidade-ilha de Victória, capital da província. A arquidiocese de Vancouver, comunidade multicultural fundada e formada por imigrantes da Asia e Europa, entre os quais se contam milhares de portugueses, celebra este ano o seu Centenário de vida de fé e serviço. Pelo 40º ano consecutivo os portugueses organizaram a festa em honra da padroeira da comunidade. Também este ano, como é tradição, convidaram e patrocinaram a vinda de um sacerdote português pois são assistidos, desde a fundação da paróquia, por sacerdotes de outras nacionalidades. O pároco actual, P. Antonio De Angelis é um missionário scalabriniano brasileiro. “Sobre ti, Maria, descerá o Espírito Santo” foi o tema que animou o tríduo de preparação, pregado pelo P. Rui Pedro c.s. Foram catequeses favorecidas pela feliz coincidência da festa mariana acontecer no domingo de Pentecostes e dia da mães, conforme o calendário canadiano. Esta festa, juntamente com outras duas – a Festa do Divino Espírito Santo e Senhor Santo Cristo dos Milagres – é dos momentos de maior unidade e voluntariado na paróquia, de grande visibilidade da identidade cultural e manifestação religiosa da comunidade. Nos dias 10 e 11 de Maio, a Mãe de Cristo e da Igreja foi honrada com eucaristias solenes, procissões de rua, cânticos devotos, espectáculos e muita gastronomia lusa. E assim será pelos quatro cantos do mundo onde a igreja peregrina, “enquanto houver portugueses”. Manuel da Silva

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