Vida Consagrada: Espiritanos promovem homenagem ao padre José Manuel Sabença

Lisboa, 14 dez 2017 (Ecclesia) – Os missionários espiritanos vão homenagear, dia 30 deste mês, o padre José Manuel Sabença, antigo provincial desta congregação, que faleceu no dia 14 de dezembro do ano passado.

A homenagem decorre em Penajoia (Diocese de Lamego) onde vai ser apresentada a revista «Missão Espiritana» a ele dedicada, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

Também naquela localidade onde nasceu o antigo responsável nacional e conselheiro-geral em Roma dos Missionários Espiritanos vai ser celebrada uma Eucaristia, presidida por D. António Couto, bispo de Lamego.

Na última edição do semanário ECCLESIA o padre Tony Neves, provincial dos Espiritanos escreveu que “faz um ano que perdi um grande amigo de coração, um colega dos tempos da adolescência, um missionário de elite, o Padre José Manuel Sabença”.

LFS

Educação Cristã – Escola da Guiné apadrinhada – Emissão 03-11-2017

Foi no ano de 2002 que as escolas de Peniche receberam o desafio de apadrinhar uma escola na Guiné, projeto lançado pela Sol Sem Fronteiras, organização ligada ao Missionários espiritanos. Numa festa de natal os alunos disseram sim e bateram palmas à iniciativa. 

Rita Santos entrava naquele ano na escola primária e todos os anos foi avançando os estudos ouvindo falar do projeto e interessando-se. Aqui conta toda a história.

Igreja/Política: Assembleia da República aprova voto de congratulação pelos 150 anos da presença dos Espiritanos em Portugal

Lisboa, 13 out 2017 (Ecclesia) – A Assembleia da República aprovou hoje um voto de congratulação pelos 150 anos da presença da Congregação dos Missionários do Espírito Santo em Portugal, que vai ser assinalada no dia 3 de novembro.

No documento enviado à Agência ECCLESIA, os deputados destacam uma congregação que ao longo da sua existência deu um importante contributo para o país, quer na área da “animação” missionária e da pastoral cristã quer para a “cultura portuguesa”, em áreas como “a história, etnologia, linguística, antropologia e teologia”.

“Disso são exemplos os padres António Brásio e Adélio Torres Neiva, ambos da Academia Portuguesa da História, e Joaquim Alves Correia, considerado um dos pais da democracia portuguesa, que foi homem de cultura, liberdade e opção pelos mais pobres, tendo morrido exilado nos Estados Unidos”, pode ler-se.

Os mesmos responsáveis políticos enaltecem a ação dos Espiritanos nas “diversas dioceses”, na “formação de grupos de jovens no espírito missionário, no “investimento na comunicação”, na “colaboração em capelanias hospitalares e prisionais” e no “apoia a imigrantes e refugiados”.

Um trabalho repartido por “diversos movimentos laicais de cariz missionário”, desde “a Liga Intensificadora da Ação Missionária (LIAM); passando pelo Movimento Missionário de Professores (MOMIP); os Jovens Sem Fronteiras (JSF); a Associação dos Antigos Alunos (ASES); os Leigos Associados Espiritanos; as Fraternidades e Zeladores; o Voluntariado Missionário“.

Numa reação para a Agência ECCLESIA, o provincial dos Espiritanos em Portugal, padre António Neves, já apelidou de "histórico" este voto da Assembleia da República Portuguesa.

Um "reconhecimento que muito nos honra", disse o sacerdote.

O voto de congratulação da Assembleia da República recorda também os “grandes missionários” que fizeram a congregação desde a sua fundação em França, em meados do século XVIII, por Cláudio Poullart des Placese e Francisco Libermann.

Nomes como “os padres Tiago Laval e Daniel Brottier” e outros “estadistas e homens da cultura, formados pelos Missionários do Espírito Santo”, como “Leopold Senghor”.

Os Espiritanos chegaram a Lisboa em 1867, com a primeira estrutura de formação desta congregação a ser erguida em Braga.

Este sábado, em Lisboa, no Seminário da Torre d´Aguilha, vai ter lugar o colóquio “Comunidade Espiritana em Portugal: Memória e Promessa – 150 anos”, integrado no Jubileu dos Missionários Espiritanos.

JCP

Voluntariado Missionário: Encontro nacional dos «Jovens Sem Fronteiras»

Joane, Braga, 06 out 2017 (Ecclesia) – O encontro nacional dos «Jovens Sem Fronteiras», movimento juvenil católico de cariz missionário, realiza-se desta sexta-feira a domingo, na vila de Joane, Famalicão (Arquidiocese de Braga).

Com a participação de cerca de 200 jovens, oriundos do Minho até ao Algarve, a Escola Secundária Padre Benjamim Salgado será a base deste encontro, que se vai também estender à cidade, com um momento no Parque da Devesa, na tarde de sábado, e explorar o tema “Vós sois uma carta de Cristo”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA

Nesta referência direta à passagem bíblica descrita na 2.ª Carta de São Paulo aos Coríntios, o tema procura também, “ainda que de forma mais indireta, lembrar o escritor Camilo Castelo Branco, um dos símbolos do concelho famalicense”, refere o comunicado.

Fundados em 1983 na Foz do Arelho (Caldas da Rainha), os «Jovens Sem Fronteiras» estão ligados à Congregação do Espírito Santo (Espiritanos), que, em 2017, comemora 150 anos de presença em Portugal, e existe desde 1703, em Paris, quando foi criada por Claude Poullart des Places para apoiar jovens que quisessem seguir o sacerdócio e para servir os pobres na França rural ou em missões nas colónias francesas no ultramar.

Com 38 grupos paroquiais espalhados pelo país, repartidos em quatro regiões – Minho, Douro, Centro e Sul -, o movimento tem uma dimensão missionária presente através de atividades no país e também em países lusófonos.

LFS

Porto: D. António Francisco dos Santos recordado como próximo dos sacerdotes

Porto, 13 set 2017 (Ecclesia) – O bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, foi lembrado por vários sacerdotes pela proximidade e atenção que lhe dedicava, uma “mobilização” que começava pela “relação pessoal”.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o padre Álvaro Manuel Moreira da Rocha recorda que o bispo do Porto tinha uma relação “muito próxima” com os sacerdotes, de “muita atenção, sempre comungando com eles”, com as suas preocupações, os seus desafios e “preocupado com o seu bem-estar”.

O sacerdote que em 2016 celebrou 25 anos de ordenação presbiteral lembrou que D. António Francisco “esteve muito presente” desde a sua paróquia como com o grupo de padres que também festejaram as boas de prata de ordenação.

“Vi-o feliz pelos sacerdotes do Porto e guardo essa atenção, sinal e testemunho. É interpelação para os sacerdotes, a atenção aos outros”, desenvolve o padre Álvaro Manuel Moreira da Rocha.

O novo pároco de São João da Madeira recorda que um diálogo com o bispo do Porto, pela altura da nomeação, ter dito “o que queria” e que precisava que os sacerdotes “saibam fazer caridade”.

“O sentido de humanidade era muito grande, o seu coração era imenso”, acrescenta ainda sobre D. António Francisco dos Santos.

O corpo do bispo do Porto está em câmara ardente até à celebração exequial, pelas 15h00, na Sé; O prelado faleceu na manhã de segunda-feira, dia 11 de setembro.

Já o padre Jorge Teixeira da Cunha guarda a “memória excelente” de um homem com uma capacidade de aproximação ao seu semelhante que “é raríssima entre os seres humanos”.

“Marcou o clero, marcou a cidade e marcou o país porque era visível essa empatia, essa capacidade de aproximação que era completamente fora do vulgar e fez dele um pastor extraordinário”, explicou.

O também professor da Universidade Católica Portuguesa, no núcleo regional do Porto, realça a “capacidade de governo” de D. António Francisco dos Santos que exercia a autoridade “de maneira benigna e marcou a todos a profundamente”.

Para o padre Jorge Teixeira da Cunha, o bispo do Porto desencadeou um processo de mobilização na diocese que “foi visível, notável com essa sua bondade, tenacidade”, e capacidade de trabalho que vão ter de continuar.

A Congregação dos Missionários do Espírito Santo (Espiritanos) em Portugal está presente no Porto e o atual provincial, que é desta diocese, lembrou a presença de D. António Francisco dos Santos nos 100 anos do padre Joaquim Martins e as visitas “praticamente” semanais ao padre José Manuel Sabença, que também era lamecense, doente com cancro nos pulmões.

“Era querido, simples, próximo e um bom pastor que tem o cheiro das ovelhas como pede o Papa Francisco”, destacou o padre Tony Neves, recordando a presença do bispo no funeral da sua mãe, na celebração das suas boas de prata de ordenação

D. António Francisco dos Santos era natural de Tendais, no Concelho de Cinfães (Diocese de Lamego), foi ordenado bispo em março de 2005 e presbítero em dezembro de 1972.

O Papa Francisco nomeou-o bispo do Porto em fevereiro de 2014, sucedendo a D. Manuel Clemente, e tomou posse a 5 de abril do mesmo ano; Para a Diocese de Aveiro foi escolhido pelo Papa emérito Bento XVI, em setembro de 2006 tendo tomado posse a 8 de dezembro.

PR/CB