Unidade dos Cristãos: Cónego Rego e os 20 anos do programa “Fé dos Homens” – Emissão 17-01-2017

Vivemos a semana de oração pela unidade dos cristãos. Este ano tem como tema “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos impele” e evoca os 500 anos da reforma protestante, iniciada por Martinho Lutero.

Nos próximos minutos recuamos no tempo e lembramos o início da lei da liberdade religiosa e o espaço do tempo de emissão da Igreja Católica na televisão, já lá vão 20 anos, como recorda o cónego António Rego.

Media: Programas «A Fé dos Homens», «70×7» e «Caminhos» com alteração do horário entre 6 e 13 de março

Lisboa, 01 mar 2016 (Ecclesia) – A emissão do programa ‘70×7’ dos dias 6 e 13 de março vai ser alterada para as 20h30 e ‘A Fé dos Homens’ passa para as 00h30 entre os dias 7 e 11 de março.

A RTP informou a Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas que a alteração da hora de emissão fica a dever-se à transmissões em direto no canal 2 de provas desportivas no horário habitual dos programas ‘A Fé dos Homens’ e ‘70×7’.

Nos domingos 6 e 13 de março, o programa ‘Caminhos’ é transmitido às 20h00.

Os programas ‘A Fé dos Homens’, ‘Caminhos’ e ‘70×7’ são a concretização do artigo 25 da Lei de Liberdade Religiosa, onde se garante “um tempo de emissão” às “igreja e demais comunidades religiosas inscritas”.

No dia 11 de julho de 2003 foi assinado um acordo entre a RTP e a Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas onde se descrevem as condições de presença, produção e emissão do programa ‘A Fé dos Homens’, ‘Caminhos’ e ‘70×7’, que atualizou o primeiro acordo assinado no dia 15 de maio de 1997.

PR

Media: Programa «A Fé dos Homens» emitido esta semana depois das 16h30

Lisboa, 06 julh 2015 (Ecclesia) – O programa “A Fé dos Homens” vai ser emitido esta semana depois das 16h30, e não às 15h30 como acontece habitualmente, devido à transmissão direta da Volta à França em Bicicleta.

De acordo com a informação disponível na página da internet da RTP, o canal 2 transmite a partir das 13h10 a prova de ciclismo francesa, a que se segue “A Fé dos Homens”, onde se inclui o programa Ecclesia, da Igreja Católica.

O programa “A Fé dos Homens” é dedicado às diferentes religiões reconhecidas em Portugal e instituídas através de uma Igreja própria, em emissão na RTP desde 1997.

O programa Ecclesia é da responsabilidade editorial e de produção do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, organismo da Conferência Episcopal Portuguesa.

PR

Igreja/Media: Alteração da emissão do programa «Fé dos Homens» na RTP2

Lisboa, 04 abr 2014 (Ecclesia) – A RTP2 deixa esta semana fora da sua programação o programa ‘A Fé dos Homens’, que vai regressar a 4 de maio com o horário habitual, 15h30, de segunda a sexta-feira.

Este espaço de meia hora, onde se inclui o Programa Ecclesia, da Igreja Católica, é dedicado às diferentes religiões reconhecidas em Portugal e instituídas através de uma Igreja própria.

O programa Ecclesia é da responsabilidade editorial do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, organismo da Conferência Episcopal Portuguesa.

OC

Media: «Fé dos Homens» com alterações de horário na RTP2

Lisboa, 05 mar 2012 (Ecclesia) – O programa ‘A Fé dos Homens’, em emissão na RTP2 de segunda a sexta-feira, vai sofrer algumas alterações no seu horário habitual (18h00), nos próximos dias.

Hoje, o espaço onde se inclui o Programa ECCLESIA, da Igreja Católica, é transmitido a partir das 16h34.

Na sexta-feira, a emissão começa às 18h23 e de 30 de abril a 4 de maio vai ter lugar pelas 18h30.

O programa ECCLESIA é da responsabilidade editorial do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, com produção da Logomédia.

OC

Alterações no horário do programa «A fé dos homens»

O espaço televisivo “A fé dos homens”, na RTP2, sofre até ao final da semana alterações no seu horário, devido à transmissão dos Campeonatos da Europa de Atletismo.

De Terça a Quinta-feira, a emissão, que inclui o programa ECCLESIA, tem lugar por volta das 20h50 e na Sexta-feira, 30 de Julho, pelas 21h30.

Homilia na solenidade de Santa Joana Princesa padroeira da cidade e da diocese de Aveiro

1.Santa Joana Princesa de Portugal é padroeira da Diocese de Aveiro e protectora da nossa Cidade. Viveu em Aveiro durante dezoito anos como religiosa dominicana do Mosteiro de Jesus e aqui faleceu em 12 de Maio de 1490. Foi beatificada em 1693 e declarada nossa padroeira pelo Papa Paulo VI em 1965. Aveiro celebra 1050 anos da primeira referência pública ao povoamento das suas terras e 250 anos da elevação a cidade. A Diocese vive com devoção a solenidade litúrgica de Santa Joana e une-se com alegria a estas datas marcantes da história de Aveiro. O Santo Padre Bento XVI associa-se a estes sentimentos de fé e de júbilo de todos nós aveirenses ao conceder-nos a sua bênção apostólica e ao enviar-nos uma oportuna mensagem, a exemplo do que há 50 anos fizera o Papa João XXIII, a quando da celebração dos 200 anos da cidade. Vivemos como Cidade e como Igreja as vicissitudes da mesma história e partilhamos as alegrias do mesmo percurso. Tudo nos diz muito, em Aveiro: a terra, a ria e o mar, as pessoas e as instituições, a memória e a identidade, o passado e o presente, as realizações e os sonhos, as alegrias e as esperanças. Sentimos a alegria de formarmos a mesma família humana, a família aveirense, plena de valores e de projectos e temos consciência de sermos, em cooperação e em convergência, construtores de uma cidadania responsável e solidária, neste chão sagrado e nesta terra de liberdade. 2. Santa Joana Princesa ajuda-nos nesta missão e ilumina-nos neste caminho. Ela escolheu viver em Aveiro e ser aveirense ao descobrir a sua vocação de consagração a Cristo e de serviço à Igreja. Aveiro foi o tempo da concretização deste ideal de vida e o lugar desta opção por Cristo. Retomemos as palavras que D. Manuel de Almeida Trindade, de saudosa memória, numa imaginada carta de Santa Joana, escreve aos jovens de Aveiro: “Não sabeis quantas barreiras foi preciso vencer. Mas estava decidida. Havia uma força interior que me impelia. Era o amor de Jesus Cristo que me chamava a segui-l’O. O meu desejo e a minha meta eram o Mosteiro de Jesus, em Aveiro. Houve relutância à minha volta. Senti-me a combater sozinha. Foi em Aveiro que eu realizei o meu sonho.” A coragem da sua fé e a lucidez e a firmeza da sua convicção permitiram-lhe vencer as naturais resistências da família real e as incompreensões humanas dos planos para ela concebidos na Corte de Lisboa. São bem oportunas as palavras de Paulo na segunda leitura de hoje: “Considero todas as coisas como prejuízo, comparando-as com o bem supremo, que é conhecer Jesus Cristo, meu Senhor. Por ele renunciei a todas as coisas para ganhar Cristo e n’Ele me encontrar” (Filip 3, 8 e 9). Santa Joana é, para Aveiro, cidade procurada e escolhida por tantos jovens para hoje viver, estudar e trabalhar um belo exemplo de juventude e uma abençoada presença que a todos atrai e envolve. A estátua que a Cidade ergueu frente a esta Catedral, ao lado do Mosteiro de Jesus onde viveu a santa princesa de Portugal é uma presença que assinala o amor e a devoção dos aveirenses pela sua padroeira e afirma o elevado sentido da homenagem de todos nós. 3. Neste solene testemunho de veneração e de homenagem a Santa Joana espelha-se a gratidão de todos nós pelo trabalho, generosidade, coragem e fé dos homens e mulheres que edificaram a nossa cidade e moldaram a identidade do povo que hoje somos. A Igreja tem consciência da responsabilidade que emana da missão recebida de Cristo para ser no coração da cidade sinal de esperança, promotora de uma cultura de humanidade e certeza da presença de Deus. “Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus” (Ap 21, 3). O exemplo de vida e o carisma profético de Santa Joana convidam-nos a valorizar na cidade e na diocese a experiência de comunidades orantes, dedicadas à escuta e ao anúncio da Palavra de Deus, centralizadas na Eucaristia, e que sejam acolhedoras e missionárias, evangelizadas e evangelizadoras. Evangelizar com novo ardor e entusiasmo é o primeiro e maior serviço que a Igreja presta à Cidade. Aqui nasce a fé em Deus e o sentido de pertença a uma comunidade daqui partem as iniciativas pastorais nas várias frentes da missão que a Igreja recebeu de Cristo e devem irradiar as decisões e actividades multiplicadas no tempo da nossa história e no espaço da nossa diocese. Este objectivo preside ao Plano Diocesano de Pastoral proposto à Diocese para este quinquénio, na perspectiva da celebração dos setenta e cinco anos da restauração da diocese e da realização da Missão Jubilar Diocesana. 4. Sabemos que a hora que vivemos, marcada por circunstâncias e acontecimentos que toldam o horizonte de esperança do mundo contemporâneo, exigem da Igreja que não se limite a reconhecer o que se vive, mas saiba inspirar critérios de ética, de responsabilidade e de fé e consiga mobilizar pessoas, grupos, movimentos apostólicos e comunidades para, em conjunto com a sociedade civil, com as Autarquias e com o Governo do País, construirmos com renovada esperança um mundo melhor. São campos específicos deste mundo melhor com que sonhamos a exigir e a merecer esta presença actuante e esta acção interventiva da Igreja a vida humana, a família, a educação, a solidariedade social e a solicitude atenta aos doentes, aos reclusos, aos desempregados, aos pobres e aos desfavorecidos. Nestes campos como em tantos outros e usando algumas imagens bíblicas, precisamos de abrir as portas da cidade aos que nos procuram. Devemos ser casa onde a palavra, o pão e o trabalho se multiplicam e se transformam em alimento de vida, sinal de esperança e experiência de fraternidade para todos. 5. Estamos em comunhão com o Santo Padre que se encontra em Israel e na Palestina, na terra onde Jesus nasceu e viveu. Terra tão santa quanto dolorosa e sofrida. Está aí como peregrino do berço da nossa fé, como construtor do diálogo inter-religioso com os judeus, com os cristãos e com os muçulmanos e como mensageiro da paz entre os povos. Agradeço-lhe a mensagem que nos enviou e transformo em oração as palavras da sua mensagem: “Queira Deus fortalecer cada vez mais a alma da cidade, ou seja o amor recíproco entre os seus habitantes, para que cada família, cada rua, cada bairro se torne uma comunidade, onde ninguém se sinta sozinho, rejeitado ou desprezado”. Que Santa Joana a todos proteja e abençoe. Ámen Sé de Aveiro, 12 de Maio de 2009 +António Francisco dos Santos Bispo de Aveiro

Um bom combate

As contas de Deus são sempre diferentes das nossas. Temos a certeza de que Ele não se engana e que nós sabemos pouco de ajustes finais do tempo e da eternidade. Mas neste caso não perdemos muito com saber pouco. Podemos celebrar as zonas do desconhecido como uma dádiva silenciosa e íntima de Deus. Não sabemos a quem nem como chega a semente. Nesta matéria a televisão, como meio massivo, também nos ajuda. Apesar das contagens comerciais das audiências, também não sabemos com rigor quem está do outro lado, o que vê, o que sente, o que colhe, o que rejeita. Quando se trata de semear o Evangelho também não perdemos com as nossas poucas capacidades. Sabemos que um é o quem semeia, outro o que colhe. E que também a Palavra se espalha ao vento sem explicar onde germinam as suas sementes. Nem como reagem os corações atribulados, nem como da cinza renascem esperanças, nem como se acendem luzes na noite das dúvidas. Tudo isto pode passar por um pequeno profeta, mas também pela Igreja profética. Neste caso não faz contagem de participantes como no templo. Nem escuta as vozes que respondem às preces, nem mede os corações que se sentem ressurgir com a palavra de Jesus, ou de Pedro, Paulo, Barnabé, ou dos Apóstolos do século XXI que continuam a anunciar sobre os telhados em analógico ou digital, pelos sons ou pela magia da imagem, pela parábola, alegoria, pela notícia ou testemunho dos crentes, pela explosão criadora do Génesis ou pelo fantástico anúncio do concerto final do Apocalipse. Vão apenas 10 anos sobre o programa ECCLESIA, da Igreja Católica, nos emissores da televisão pública, com um desfile incontável de crentes em Jesus, na Igreja, na comunicação dos santos. Esse trabalho deve-se a uma série de diligências quase heróicas que tornaram possível a presença de Confissões Religiosas na Televisão de todos os portugueses. Deve-se a um grupo entusiasta de jovens jornalistas de formação cristã que aprenderam a ser profissionais da Boa Nova. Deve-se a um grupo de peritos que generosamente contam o seu saber sobre a Bíblia, a liturgia, a história da Igreja, o empenhamento social, a espiritualidade do nosso tempo, a narrativa de quanto somos e queremos ser. Tudo isso se celebra no décimo aniversário do programa ECCLESIA onde se sabe o que se disse e se revelou pela imagem, mas não se calcula o quanto de semente caiu em crentes e descrentes, na sequência dum trabalho profissional sério, sereno, persistente, no grau preciso de fidelidade à Igreja e aos homens e mulheres de hoje. Por isso a sociedade portuguesa deve saudar com gratidão este aniversário de “A Fé dos Homens”.Por nossa parte não escondemos a alegria deste bom combate pela fé. António Rego