Solidariedade: Concerto de Joss Stone reverte para «Casa Bambaram» da Cáritas Guiné-Bissau

Lisboa, 31 ago 2017 (Ecclesia) – A Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau e o Instituto Camões – Centro Cultural Português em Bissau promovem um concerto solidário da cantora Joss Stone com a receita da bilheteira a reverter para o lar de acolhimento ‘Casa Bambaram’.

O Centro Cultural Português anunciou hoje que a cantora Joss Stone vai atuar este sábado nas suas instalações em Bissau num concerto onde as receitas da bilheteira vão reverter para a ‘Casa Bambaram’.

Segundo o comunicado, divulgado pela Agência Lusa, os bilhetes vão custar 10.000 francos cfa, cerca de 15 euros, e o concerto começa às 20h00 locais.

Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a FEC – Fundação Fé e Cooperação informa que a cantora britânica também vai visitar o lar de acolhimento para “crianças em situação de vulnerabilidade”, que é gerido pelas Caritas da Guiné-Bissau.

A fundação da Conferência Episcopal Portuguesa informa que apoia a ‘Casa Bambaram’ na elaboração de planos individuais de desenvolvimento para crianças com deficiência, na “formação contínua ao staff técnico” e na educação “parental às famílias de acolhimento das crianças institucionalizadas”.

O lar de acolhimento integra o projeto Bambaran di Mininu, que tem como objetivos contribuir para o respeito efetivo dos direitos das crianças na Guiné-Bissau, uma parceria entre a FEC e a Caritas da Guiné-Bissau, financiada pela União Europeia e pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.

A cantora Joss Stone, vencedora de um prémio Grammy, no âmbito da digressão ‘Total World Tour’ já atuou em 11 países africanos.

CB

Notícia atualizada às 13:23 de 01 setembro com comunicado da FEC

Voluntariado: Projeto «Coração na Guiné-Bissau» promoveu «desenvolvimento multicultural e profissional»

Peniche, Leiria, 08 set 2016 (Ecclesia) – O projeto de voluntariado missionário ‘Coração na Guiné-Bissau’ envolveu sete voluntárias que tinham como objetivo “o desenvolvimento multicultural e profissional” com o povo do país lusófono e da experiência ficou “a responsabilidade, o compromisso” e “o amor”.

“Facultar o desenvolvimento multicultural e profissional entre os voluntários missionários e o povo guineense” foi o principal objetivo de ‘Coração na Guiné-Bissau’, explica a responsável pela comunicação do projeto.

Numa nota enviada hoje à Agência ECCLESIA, Rita Santos destacou que a missão “ultrapassou” todo e qualquer formalismo, todas e quaisquer fronteiras e “passou a ser um projeto de pessoas para pessoas”.

“A simplicidade do acolhimento de um povo tão humilde, tanto em palavras como em gestos, permitiu que nos sentíssemos, de imediato, em casa”, acrescenta, recordando que “muito” do que tinham planeado “não se concretizou” dessa forma porque tiveram de adaptar-se ao ritmo de África, “às suas gentes e aos seus imprevistos”.

O projeto de voluntariado missionário ‘Coração na Guiné-Bissau’ foi desenvolvido em Cuntum Madina, um bairro da periferia da cidade de Bissau, na Guiné-Bissau, pelas Escolas de Peniche, em parceria com a Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento (ONDG) ‘Sol sem Fronteiras’ (SOLSEF), entre 29 de julho e 24 de agosto.

A ligação entre as escolas de Peniche e a ONDG católica SOLSEF nasceu através da disciplina de EMRC numa campanha de Natal no ano letivo de 2001/2002 para a construção da Escola Primária de São José de Bajob, que foi inaugurada 09 de maio de 2002, na Guiné-Bissau.

Rita Santos contextualiza que hoje a Escola de São José de Bajob “continua a formar” homens e mulheres.

Para as voluntárias missionárias de Peniche a Guiné-Bissau é, “sem dúvida, a ‘Olaria de Deus’” algo que comprovaram na entrega dos guineenses, como as crianças que, “apesar das chuvas torrenciais, não faltavam” às atividades de tempos livres, e os jovens que, todos os dias, “transformavam um salão numa sala de aula improvisada”.

O projeto de voluntariado missionário de curta duração também trabalhou com as famílias que para além de querem estar com as professoras e alunas portuguesas iam “partilhar experiências, conhecimentos e até vidas”.

A nota assinala que se foram “sete corações ansiosos e amedrontados” que partiam para a Guiné-Bissau, a 29 de julho, quando regressaram esses “corações” agora estão “agradecidos e conscientes da responsabilidade” que têm para com o povo do país lusófono.

CB

Lusofonia: Papa nomeia novo representante diplomático na Guiné-Bissau

Cidade do Vaticano, 22 ago 2016 (Ecclesia) – O Papa nomeou hoje como seu novo representante diplomático na Guiné-Bissau o arcebispo Michael W. Banach, natural dos Estados Unidos da América.

O arcebispo americano assume o cargo que estava vago desde junho de 2015, quando D. Luis Mariano Montemayor foi nomeado pelo Papa Francisco para a República Democrática do Congo.

D. Michael Banach, de 53 anos, é núncio (embaixador da Santa Sé) desde fevereiro de 2013, tendo começado a exercer funções na Papua Nova-Guiné e as Ilhas Salomão, antes de seguir, em março deste ano, para o Senegal, Mauritânia e Cabo Verde.

Anteriormente, tinha sido representante permanente da Santa Sé na Agência Internacional da Energia Atómica e das outras instituições internacionais com sede em Viena (Áustria).

OC

Guiné-Bissau: Fundação Fé e Cooperação é parceira num projeto de desenvolvimento de educação

Lisboa, 08 abr 2015 (Ecclesia) – A Fundação Fé e Cooperação é parceira do Projeto-piloto ‘FIRKIDJA DI SKOLA – Descentralização da gestão de dados de educação’ que vai permitir “definir e alterar políticas” de educação na região de Gabú, Guiné-Bissau, e implementar a nível nacional.

A Fundação Fé e Cooperação (FEC) explica que o Projeto-piloto ‘FIRKIDJA DI SKOLA’, implementado desde março de 2015, nasceu da seguinte pergunta: “Como é que a gestão de dados no setor da educação pode diminuir a pobreza numa região?”

“Em termos práticos, os dados organizados permitem definir e alterar políticas para que a educação seja mesmo um direito para todos. E não apenas para uma minoria nas cidades ou do sexo masculino”, revela a FEC.

No seu sítio online, a estrutura da Conferência Episcopal Portuguesa, informa que o projeto tem como “grande objetivo” ajudar professores e diretores de escolas, “algumas muito isoladas”, a “recolherem dados das matrículas e frequência dos alunos” para chegar ao Ministério da Educação da Guiné-Bissau.

O Projeto FIRKIDJA DI SKOLA – Descentralização da gestão de dados de educação, é uma iniciativa do Governo Regional, da Delegacia Regional de Educação de Gabú (DRE), financiada pela União Europeia e em articulação com o Ministério da Educação da Guiné-Bissau, na qual a fundação católica portuguesa é parceira.

Neste contexto, a FEC informa que trabalha com a Direção Regional de Educação de Gabú desde 2012, mas “é a primeira vez” que juntas pensam localmente num “modelo que pretende ser replicado noutras outras regiões do país”.

“Pequenos passos testados localmente e analisados globalmente podem gerar políticas de melhoria da educação para todos”, observa a FEC sobre o Projeto FIRKIDJA DI SKOLA.

No diagnóstico realizado, verificaram que esta região para além de ser a terceira cidade com mais população da Guiné Bissau “sofria de dois problemas”: “A incidência da pobreza é uma das maiores, rondando os 83,5% numa média nacional de 69,3%; e a maior incidência de alunos fora do sistema.”

A Fundação Fé e Cooperação revela que nesta fase querem apoiar 66.747 alunos, 673 professores de 145 escolas públicas, 83 comunitárias, 22 madrassas e 11 escolas privadas a partir da “recolha, sistematização e gestão de dados”.

CB/OC