Dia Internacional do Voluntariado com Catarina Dias – Emissão 03-12-2017

Catarina Dias foi voluntária em Benguela, Angola, onde este dois anos pela associação Leigos para o Desenvolvimento. Despediu-se para realizar esta missão e no regresso, passou por Londres e depois decidiu rumar à Grécia para ajudar refugiados.
Agora está por Portugal, no Gabinete de Desenvolvimento do aluno, a gerir um programa de voluntariado na Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Nova de Lisboa. Mas nada garante que fique por aqui.
Antecipamos o Dia Internacional do Voluntariado percorrendo os muitos quilómetros que Catarina Dias já fez.

Voluntariado é para ser levado muito a sério

A frase é de Catarina Dias que agora gere o programa de voluntariado no Gabinete de Desenvolvimento do Aluno, da Faculdade de Economia e Gestão, da Universidade Nova de Lisboa. Antes e depois foi para o terreno em experiências de voluntario e doação aos outros em Benguela, Angola, entre 2010 e 2012. Já este ano fez uma pausa na vida profissional e esteve dois meses em Atenas ao serviço dos requerentes de asilo, migrantes forçados. A servir os refugiados porque “um voluntário é alguém que está atento aquilo que se passa à sua volta”. Uma entrevista realizada no âmbito do Dia Internacional do Voluntariado que se assinala no próximo dia 5 de dezembro. (mais…)

Évora: Leigos para o Desenvolvimento realizam sessão sobre voluntariado

Évora, 16 out 2017 (Ecclesia) – Os «Leigos para o Desenvolvimento» vão realizar, esta terça-feira, em Évora, às 21h00, uma sessão para apelar ao “voluntariado internacional” e prestar “esclarecimentos e informações”.

O evento decorre no Casarão (Rua do Raimundo, 48) e tem como lema «Agarra a oportunidade» e têm como objetivo apresentar os projetos dos Leigos para o Desenvolvimento, “traçar o perfil do voluntário e o plano de formação para a missão”, lê-se na nota enviada à Agência ECCLESIA.

Para além destas propostas existe a “possibilidade de trocar experiências com voluntários que chegaram de missão, colocar questões e pedir esclarecimentos sobre os Leigos para o Desenvolvimento, a missão e os projetos desenvolvidos pela associação”.

Esta iniciativa destina-se a jovens interessados numa experiência missionária em África, com idades compreendidas entre os 21 e os 40 anos.

LFS

Portugal: Leigos para o Desenvolvimento incentivam ao voluntariado internacional

Lisboa, 14 out 2016 (Ecclesia) – A organização católica Leigos para o Desenvolvimento (LD) vai promover várias sessões de informação e esclarecimento com o objetivo de “apelar ao voluntariado internacional”, intituladas ‘a viagem começa no outro’, durante este mês e em novembro.

“Estas sessões destinam-se preferencialmente a potenciais interessados numa experiência missionária de longa duração (mais de um ano) em África, mas também a todos os que sintam vontade de colaborar com a missão LD a partir de Portugal, apoiando as missões à distância”, explica a Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento.

Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a associação católica informa que as sessões têm como objetivo apresentar os projetos dos Leigos para o Desenvolvimento, partilhar o perfil do voluntário e o plano de formação para a missão.

Vão ser realizadas, pelo menos, 10 sessões de apresentação em várias dioceses do país: Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Portimão, Porto, Viana do Castelo e Viseu.

Os Leigos para o Desenvolvimento contam ainda conseguir agendar sessões para Santarém e Setúbal.

Nas sessões intituladas ‘a viagem começa no outro’ existe “sempre” a possibilidade de trocar experiências com voluntários que chegaram de missão, colocar questões e pedir esclarecimentos sobre os Leigos para o Desenvolvimento.

CB

Natal: Chefe Kiko Martins destaca a «importância» de estar e crescer à mesa

Lisboa, 26 dez 2014 (Ecclesia) – O Chefe Kiko Martins, entre a azáfama dos preparativos para a consoada, explicou a “importância e o valor” de estar à mesa e partilhar a refeição, algo essencial não só no Natal mas que tem perdido valor.

“[Natal] Acima de tudo é sinónimo de mesa. A minha vida e razão de ser cozinheiro deve-se porque sou verdadeiramente apaixonado pela mesa. Acho que vivemos num mundo acelerado em que perdemos o valor, a importância de nos sentarmos à mesa de olharmos nos olhos uns dos outros, de crescermos, de partilharmos momentos”, começa por explicar o chefe Kiko Martins.

À Agência ECCLESIA, no programa realizado na cozinha do seu restaurante, o “Talho”, o chefe revelou que a importância que atribui à mesa vai muito para além da alimentação.

“O verdadeiro valor da comida não existe nela própria mas no ser partilhada, com um conjunto de amigos, família, isso é essencial”, assinalou.

Por isso, considera que a melhor refeição de cada um nos últimos tempos pode não ter sido “a mais saborosa” mas a que foi partilhada: “O sabor da comida não está no peru, no recheio, mas na maneira como o partilhamos à mesa”, contextualizou no dia 24 de dezembro.

“Uma coisa é a memória gastronómica outra é a memória da mente e do coração que nos faz viver de forma diferente”, observou.

Para muitos portugueses, pelas mais variadas razões, a véspera de Natal “é sempre um tempo de muita azáfama” devido às “responsabilidades sociais”, como jantares, preparação da consoada e/ou compras, em que tudo fica para a última hora, e existe o desfoque “daquilo que é o essencial”, considera Kiko Martins.

Com raízes numa família católica, o entrevistado revela que o Natal significa “recentrar naquilo que é a gasolina” da sua vida, “Deus”.

Este tempo específico é um dos “muitos semáforos que existem na vida para “parar, recentrar” e “voltar a percorrer o caminho certo”, conta o Chefe que acrescentou que esta gasolina ajuda a “enfrentar o dia-a-dia”.

“Ao mesmo tempo com muita alegria celebramos um acontecimento único, celebramos a vida de alguém que nos foca naquilo que é essencial”, desenvolveu.

Antes da formação em cozinha, o interlocutor foi aconselhado pela mãe, numa família de oito irmãos em que nenhum estava nesta área, a “fazer um curso à séria” e depois logo se analisaria a vontade de continuar nesta área.

Enquanto voluntário da Comunidade Vida e Paz, numa das voltas de assistência à pessoa sem-abrigo em Lisboa, sentiu que existe “um ponto” em que afirma a vontade de “ser cozinheiro”.

“Percebi realmente que era com alimentos que queria trabalhar porque compreendi a vantagem e a capacidade dos alimentos de chegarmos uns aos outros. A capacidade de através de uma sanduiche, de um leite quente, no meio da rua, conseguir captar a atenção do outro”, conta o Chefe Kiko Martins.

Entretanto, em 2010, já depois do primeiro ano do que considera um “casamento atípico”, vivido em Moçambique, África, com a organização não-governamental Leigos para o Desenvolvimento nasceu o projeto ‘Comer o mundo’, que durou “14 meses” com “26 famílias diferentes” à mesa.

“Em 2010, senti que podia fazer mais. Eu e a Maria (esposa) queríamos estar à mesa com outras famílias pelo mundo, saber como as famílias se comportam à mesa”, explicou o Chefe que descobriu também sabores e a esposa escreveu sobre a viagem.

PR/CB