Lisboa: «As aparições de Fátima» na obra de Maria Amélia Carvalheira

Lisboa, 04 mai 2017 (Ecclesia) – A igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no Patriarcado de Lisboa, vai receber a exposição ‘As aparições de Fátima’ na obra da escultora Maria Amélia Carvalheira, entre 4 de maio e 15 de outubro de 2017.

A escultora de arte sacra Maria Amélia Carvalheira (1904-1998) tem diversas obras na Cova da Iria e na cidade de Fátima, como a Via-Sacra dos Valinhos, o conjunto escultórico do Anjo de Portugal e os pastorinhos, seis estátuas da Colunata do santuário mariano ou no Seminário do Verbo Divino e outras casas de congregações religiosas.

De destacar que a escultura de Nossa Senhora de Fátima presente no local da aparição de 19 de agosto de 1917, também da autoria da artista natural de Gondarém, Vila Nova de Cerveira.

Neste contexto, e do Centenário das Aparições na Cova da Iria, a igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima vai mostrar ‘As aparições de Fátima’ na obra da escultora.

De assinalar, por exemplo, que a igreja do Patriarcado de Lisboa também tem um presépio, de 24 peças em barro policromo, executado em 1958 por Maria Amélia Carvalheira, que faleceu a 31 de dezembro de 1998, na capital portuguesa.

A escultora de arte sacra em 1949 ganhou o Prémio de Artes plásticas ‘Mestre Manuel Pereira’ para a escultura ‘S. João de Deus’; Em 1992 foi condecorada com ‘Pró Eclesia et Pontífice’, atribuída pela Santa Sé, e com o Grau de Comendadora da Ordem de Mérito pelo presidente da República, Mário Soares.

CB

Lisboa: «As aparições de Fátima» na obra de Maria Amélia Carvalheira

Lisboa, 07 abr 2017 (Ecclesia) – A igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no Patriarcado de Lisboa, vai receber a exposição ‘As aparições de Fátima’ na obra da escultora Maria Amélia Carvalheira, entre 4 de maio e 15 de outubro de 2017.

A escultora de arte sacra Maria Amélia Carvalheira (1904-1998) tem diversas obras na Cova da Iria e na cidade de Fátima, como a Via-Sacra dos Valinhos, o conjunto escultórico do Anjo de Portugal e os pastorinhos, seis estátuas da Colunata do santuário mariano ou no Seminário do Verbo Divino e outras casas de congregações religiosas.

De destacar que a escultura de Nossa Senhora de Fátima presente no local da aparição de 19 de agosto de 1917, também da autoria da artista natural de Gondarém, Vila Nova de Cerveira.

Neste contexto, e do Centenário das Aparições na Cova da Iria, a igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima vai mostrar ‘As aparições de Fátima’ na obra da escultora.

De assinalar, por exemplo, que a igreja do Patriarcado de Lisboa também tem um presépio, de 24 peças em barro policromo, executado em 1958 por Maria Amélia Carvalheira, que faleceu a 31 de dezembro de 1998, na capital portuguesa.

A escultora de arte sacra em 1949 ganhou o Prémio de Artes plásticas ‘Mestre Manuel Pereira’ para a escultura ‘S. João de Deus’; Em 1992 foi condecorada com ‘Pró Eclesia et Pontífice’, atribuída pela Santa Sé, e com o Grau de Comendadora da Ordem de Mérito pelo presidente da República, Mário Soares.

CB

Lisboa: Igreja Nossa Senhora de Fátima expõe presépio de Maria Amélia Carvalheira

Lisboa, 12 dez 2014 (Ecclesia) – A igreja de Nossa Senhora de Fátima, do Patriarcado de Lisboa, expõe a partir de hoje, numa capela lateral, o presépio da escultora Maria Amélia Carvalheira, que inclui pela primeira vez as “24 figuras de barro policromo”.

“Este presépio executado expressamente para a igreja de Nossa Senhora de Fátima (em 1958), permanecerá visitável durante um amplo período”, informa o Patriarcado de Lisboa num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

Maria Amélia Carvalheira (1904-1998) é uma “referência na escultura religiosa portuguesa” dos anos 50-90 e esta obra insere-se no lote dos “presépios históricos” de Machado de Castro, ou de outros barristas portugueses, “exibidos em permanência em diversas igrejas da capital”.

A escultora foi autora de diversas obras, nomeadamente a arte sacra que se pode observar na Diocese de Leiria-Fátima, como a Via-Sacra dos Valinhos e o conjunto escultórico do Anjo de Portugal e pastorinhos e seis estátuas na Colunata do Santuário de Fátima.

A escultura de Nossa Senhora de Fátima presente no local da aparição de 19 de agosto de 1917 também é da autoria de Maria Amélia Carvalheira.

CB/PR

Iconografia do Santo Condestável

Iconografia do Santo Condestável

As descrições fisionómicas de Nuno de Santa Maria, referidas pelos cronistas carmelitas, apontam como características principais do seu rosto: comprimido e branco, nariz afilado, olhos pequenos e vivos, sobrancelhas arqueadas, rugas na testa, boca pequena, cabelo e barba ruivos, sendo esta pouco densa e caída. Quando se trata de iconografia de santos, a primeira questão é saber se há “verdadeira efígie”. Ora, para São Nuno de Santa Maria é considerado um retrato do século XV, no espaldar da sacristia do Convento do Carmo de Lisboa, de meio-corpo e vestido como donato carmelita (meio-irmão). Este quadro ardeu no terramoto de 1755, mas conservam-se muitas figurações semelhantes. Comecemos, por isso, esta sucinta evolução iconográfica do Condestável pela representação de donato carmelita, antes de passarmos à veste de guerreiro. Carmelita São inspiradas no quadro do Carmo: pintura do século XVI, da Casa Pombal-Oeiras-Santiago; a xilogravura da segunda edição da Crónica do Condestabre (1554) e um desenho de Fr. Manuel de Sá de 1721. Há no Museu Nacional de Arte Antiga dois retratos (séc. XVII) de São Nuno, de meio-corpo. Um veste D. Nuno com capa branca, imprópria de um donato. Outro, proveniente do Mosteiro de S. Vicente de Fora, continua a revesti-lo de murça, com gola ornada por abertura. Muito semelhante é a gravura a buril de Pieter Perret para a edição do poema de Francisco Rodrigues Lobo, de 1610. Aqui coloca-lhe, pela primeira vez, um rosário ou camândula, na mão direita encostada ao peito. A primeira imagem a mostrar Nuno de Santa Maria de corpo inteiro, na veste de religioso, é a rude pintura seiscentista sobre tábua (Moura). Mostra o donato com rosário e bastão na mão direita, segurando na esquerda maqueta de igreja. Bernard Picart (1673-1733) executou primorosas gravuras (1722) para a obra de António Rodrigues da Costa. Numa delas, Nuno Álvares aparece na cela, como religioso. É representado com capa curta. Cruza os braços, empunhando um bastão na mão esquerda e um livro na direita, em leitura interrompida. Na mesa, ao lado esquerdo, está um crucifixo sobre uma caveira e na parede uma pintura com Nossa Senhora do Carmo. Há cópias livres desta imagem em avulso. Esta figuração seria seguida de perto por G. F. L. Debrie, na gravura patente na obra de Domingos Teixeira (Vida de Dom Nuno, 1749). Uma tábua da igreja de S. Domingos de Viana do Castelo representa o busto do santo, com cruz na mão direita, voltada para o observador. Curioso é um registo romano do século XVIII, no qual o carmelita tem elmo na cabeça e bastão de comando na esquerda. É como carmelita que o escultor Salvador Barata Feyo o representa na colunata de Fátima. Também assim aparece na fachada da Igreja da Senhora da Conceição (1947), no Porto, em obra de Henrique Moreira, segurando as vestes com os braços cruzados sobre o peito. Na direita segura uma cruz que pode confundir-se com a parte superior de uma espada, como que escondida debaixo do hábito. Em 1958, Irene Vilar faz estudos para a escultura em madeira existente na Igreja dos Congregados. Também esta figura tem os braços cruzados sobre o peito. Maria Amélia Carvalheira é autora de baixo-relevo para a Casa Beato Nuno em Fátima. O carmelita sustenta uma bandeira na esquerda e o rosário na direita. No chão, o elmo e a espada. Leopoldo de Almeida esculpiu a imagem para a fachada da Igreja do Santo Condestável, em Lisboa. Tem livro aberto sobre o peito, seguro pela direita e na esquerda a espada e o rosário. Muitos santeiros, sobretudo em 1961 a anos seguintes, criaram imagens de terracota e madeira para diversas igrejas. Condestável Voltando à versão retratista consideremos, agora, a representação de São Nuno como guerreiro. A primeira figura conhecida é uma xilogravura da Crónica do Condestabre, da edição de Germão Galhardo, 1526. Trata-se de Nuno Álvares Pereira de corpo inteiro, de pé, calvo. Revestido de armadura, sustenta com as duas mãos a maça. No chão, à sua direita, o elmo. A tela (séc. XVI-XVII) da Casa do Cadaval, em Sintra, apresenta Nuno armado com rico arnês e pelote ornamentado. Na direita segura a maça e na esquerda a espada. No canto superior esquerdo, vê-se o brasão dos Pereiras, e no canto inferior direito, o elmo. O retrato, pertencente à família dos condes de Penamacor, mantém um rosto fiel às indicações primitivas. Reveste apenas arnês, sem pelote. Na direita sustenta bastão de comando e apoia a esquerda na anca. O elmo está em mesa lateral. Ostenta aqui a terrível facha, qual arma de recurso decisiva em Aljubarrota. Em gravura de Pedro de Villa Franca Malagón (1640) para a obra de Rodrigo Mendes da Silva, o santo reveste arnês e tem a espada na direita, encostada ao ombro. Muito semelhante é a gravura do frontispício da obra Propugnaculum Lusitano gallicum, de 1647. Refere em listel inferior “Assertor portugalliae”, que passou a nomear este tipo de imagem. O já referido gravador Bernard Picart executou um retrato de Nuno Álvares como guerreiro, na qual o Condestável veste armadura, com pelote decorado com armas dos Pereiras. A espada pende da armadura. Na direita empunha uma maça de armas e apoia a mão esquerda no quadril. Em segundo plano, vê-se, na esquerda, uma cena de batalha. Sobre uma mesa o elmo. Esta imagem seria reproduzida com frequência. No tecto do Palácio Ducal de Vila Viçosa, na sala dos Duques, está pintado o Condestável de corpo inteiro, de pé, vestido de armadura, aqui de capacete emplumado, a empunhar uma grossa maça e cingido por uma faixa vermelha, semelhante à pintura da família dos condes de Penamacor, onde também pousa a mão no quadril. Após a beatificação, em 1918, multiplicam-se as imagens. Figurado como guerreiro, com a mão direita sobre o peito e espada, escudo e capa na esquerda é a Estátua de B. Verghetti, existente no Pontifício Colégio Português (1925). Pela mesma data, também Maria do Carmo dos Santos Pereira de Vasconcelos esculpiu um Nuno jovem guerreiro, com as duas mãos a sustentar a espada, elmo no chão e olhos no alto. Encontrava-se na sala das sessões da Juventude católica, em Lisboa. A Escola Prática de Infantaria de Mafra mandou executar (1950) uma escultura do guerreiro, com elmo e couraça. Segura a espada na direita sobre o peito e na esquerda o grande escudo, com a cruz dos Pereiras. Recente é a estátua equestre de Nuno Álvares, obra de Simões de Almeida, implantada junto ao mosteiro da Batalha. O Museu de Amarante conserva desenho de António Carneiro (1927) com São Nuno a cavalo, com espada na mão esquerda. Deixando, por agora, de lado representações raras com atribuição duvidosa, podemos referir a representação de Nuno como pagem num fresco do Palácio da Justiça do Porto, feito por Dórdio Gomes. Cenas da vida Uma posição que iria ser muito glosada consiste em representar o santo de joelhos, em oração. É o caso do registo holandês do século XVIII, no qual Nuno Álvares está diante de imagem de Maria, em altar. No chão uma coroa ducal e um elmo de guerreiro. O famoso gravador Debrie executou (1749), para a Chronica dos Carmelitas de José Pereira de Santa Ana, a representação de diversos episódios: 1) Capítulo de 1423; 2) Nuno Alvares à porta do convento do Carmo; 3) Nuno de Santa Maria, vestido de donato, acompanha arquitecto e três religiosos em visita às obras do convento; Também setecentistas são os azulejos da Igreja de Nossa Senhora da Orada, em Sousel, com as seguintes cenas: 1) Nuno Álvares manda edificar um convento; 2) Nuno Álvares de joelhos diante de imagem de Maria; 3) Nuno Álvares em oração, de joelhos, enquanto uma legião de anjos sobe escada; 4) Nuno acorre à batalha dos Atoleiros. O azulejo foi também usado por Jorge Colaço, seja na Capela de Fradelos, no Porto, onde o Condestável está de joelhos, seja na grande cena da Estação de S. Bento, Porto, que representa o santo a cavalo, na entrada de D. João I na cidade do Porto. O azulejo da Igreja da Senhora da Conceição, no Porto, mostra Nuno Álvares com bandeira erguida na esquerda e espada na direita, diante de campo de batalha e da fachada do Mosteiro da Batalha. Na Casa-mãe dos Carmelitas Calçados (1916), em Roma, Giuseppe Gonnella pintou duas telas: 1) Vestição ou imposição do hábito a Nuno Álvares, copiada em azulejo da igreja do Carvalhido. 2) D. Nuno carmelita, com a mão direita estendida a apontar para uma mesa, sobre a qual estão a sua bandeira, a espada e o elmo. Alfredo Morais tratou vários passos da vida de Nuno Álvares Pereira: 1) prostrado em oração em plena batalha de Valverde; 2) Nuno Álvares em glória (1932). 3) Nuno Álvares à porta do convento, a mostrar o arnês debaixo do hábito. O escultor Teixeira Lopes criou um belíssimo tríptico condestabriano, em baixo-relevo seleccionando três momentos da vida do santo: 1) Nuno de Santa Maria a cavalo, orientado por uma espécie de anjo; 2) Nuno Álvares semi-ajoelhado faz promessa diante da Maria; 3) Morte de Nuno de Santa Maria. Em 1929, esculpiu um baixo-relevo intitulado “Visão”. Finalmente existe também um relevo denominado “Ditosa pátria” que junta o nosso herói com Camões, a homenagear a Pátria. O pintor Sousa Lopes tem telas no Museu Militar. São interessantes as criações para ilustrar livros: Carlos Carneiro, Gouvêa Portuense e Martins Barata, por exemplo. Martins Barata executou um fresco para a Igreja de Santo Eugénio em Roma, dedicado à Senhora de Fátima. Aí mostra vários santos portugueses, entre os quais São Nuno de joelhos, mãos erguidas, com a bandeira do lado esquerdo e a espada no chão. D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa

Aniversário da quarta aparição em Fátima

A 19 de Agosto de 1917 a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque no dia 13 as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém. Em Vila Nova de Ourém, os Três Pastorinhos foram submetidos a múltiplos interrogatórios e ameaçados com violentos castigos. Por fim, foram entregues aos pais. No Domingo seguinte, 19 de Agosto, Nossa Senhora apareceu-lhes nos Valinhos e pediu-lhes que continuassem a ir à Cova da Iria no dia 13 e que rezassem o terço todos os dias. “Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”, disse Nossa Senhora. Nos Valinhos, no local desta quarta aparição, foi erguido um monumento celebrativo, construído a expensas dos católicos húngaros e inaugurado a 12 de Agosto de 1956. A branca imagem de Nossa Senhora de Fátima é obra da escultora Maria Amélia Carvalheira da Silva. O programa para a Peregrinação Aniversária deste ano deste ano é o seguinte: 11:00 – Missa internacional, na Basílica. 21:30 – Rosário e procissão, aos Valinhos, com início na Capelinha (levar pilhas eléctricas em vez de velas). 22:00 – Rosário, na Capelinha (para os peregrinos que não podem ir aos Valinhos).

Peregrinar com as mãos

“Peregrinar com as mãos”. Assim se intitula a exposição (no Centro Paulo VI, em Fátima), integrada nas comemorações do centenário do nascimento da escultora Maria Amélia Carvalheira. O título da exposição exprime bem toda a vida e obra da artista. “Maria Amélia Carvalheira da Silvanão frequentou qualquer Escola de Belas Artes, dentro e fora do País. Tudo o que é a si se deve, bem como aos seus trabalhos que, pacientemente, foi realizando hora a hora, dia a dia, ano a ano. Em poucas palavras é, indiscutivelmente, uma autodidacta”. Assim escreveu, em Julho de 1983, no Porto, o Mestre Salvador Barata Feyo, que em 1947, depois de ver os trabalhos da artista autodidacta e amadora, se prontifi-cara a aceitá-la como sua discípula. Até 1953 aprendeu com ele tudo o que a esta arte dizia respeito. E fez obras nas quais vive; ela continua a viver. Ouvi comentários a seu respeito de vários mestres que tiveram certo ciúme da sua popularidade. À minha pergunta se achavam as obras de Amélia Carvalheira boas e belas sempre me responderam que sim. Mas acrescentavam: “nós estudámos vários anos e gastámos o nosso dinheiro, para conseguir algum nome. Ela não gastou nem anos, nem dinheiro, e hoje tem grande nome como artista religiosa”. Sim, reconheço que ela não gastou anos na Escola de Belas Artes, aprendeu só o necessário com o Mestre Barata Feyo e superou as faltas com o seu talento que já se manifestou quando tinha 12 anos. No entanto, Maria Amélia Carvalheira conseguiu tornar-se excelente escultora no mundo religioso porque viveu conscientemente a sua religiosidade e a quis transmitir em seu redor por meio do seu talento artístico. Fui ordenado em 1953 e fizera mais um ano de estudos na Alemanha, quando os meus superiores da Ordem me mandaram para Fátima em 1954, altura em que estava em fase de acabamento a construção do nosso Seminário. Recebi imediatamente do Superior Regional Pe. Alexandre Janssen como primeiro trabalho, a incumbência de cuidar da Capela. Assim, dentro de pouco tempo, pude conhecer a Senhora Dona Maria Amélia que já executara, em baixo-relevo, as 14 estações da Via Sacra da nossa Capela e começara a esculpir as 12 imagens dos Padroeiros da Congregação, em pedra, e para uma Capela interior fizera também um baixo-relevo de barro pintado representando a Santíssima Trindade, segundo a visão de Tuy com as palavras: DEUS CARITAS EST. Os húngaros exilados ou refugiados no estrangeiro, especialmente aqueles que já no início do século XX encontraram nova pátria na América, para implorarem a libertação da Hungria do comunismo ateu, receberam em 16 de Julho de 1956 a aprovação do primeiro bispo de Fátima para erguer uma Via Sacra, segundo o costume nas cidades húngaras. A Via Sacra fora primeiro projectada em meio redor atrás da actual basílica mas como surgira, nos anos seguintes, a Via Sacra de azulejos da Colunata, com o consentimento do Senhor D. João Pereira Venâncio, transferimos a realização do projecto para o Caminho dos Pastorinhos onde actualmente se encontra. Acrescentou-se um projecto do Golgotha no cimo do Cabeço, para rematar as 14 estações da Via Sacra Húngara. Sendo o único sacerdote húngaro em Fátima, os meus compatriotas elegeram-me para dar andamento à construção e o Senhor Bispo aprovou ser eu o responsável da obra. Para a realização do projecto era necessário escolher uma artista para executar os 14 baixos relevos em pedra. Como já tinha contacto com a Senhora Maria Amélia e conhecia a beleza da sua arte, não tive qualquer hesitação em confiar-lhe a obra. No entanto, para a ajudar à sua concretização, dei-lhe o livro, da autoria de Brentano, intitulado: “A Paixão de Jesus Cristo segundo as visões de Ana Catarina Emmerich”; aliás o mesmo livro foi utilizado recentemente para o famoso filme de Mel Gibson sobre a Paixão de Cristo. Assim é evidente a ligação de Maria Amélia à Capela do Verbo Divino e à Via Sacra Húngara, em Fátima, a que nós nesta sessão solene queremos dar uma atenção de relevo. A sua estreia em Fátima foi, sem dúvida, com colocação das 14 estações na Via Sacra de granito em baixo-relevo, na Capela do Seminário do Verbo Divino e as 12 imagens de pedra representando os diversos Patronos da Congregação. Encontram-se em Fátima, hoje também, outras obras da sua autoria, tais como as Imagens de Nossa Senhora de Fátima e de Jesus Crucificado, na Capela das Irmãs da Apresentação, a de S. Domingo abraçado aos pés da Cruz com Cristo Crucificado na Capela das domini-canas e um baixo-relevo com 4 metros representando o Beato Nuno Álvares Pereira, na Casa de Beato Nuno. Os peregrinos de Fátima, que visitam os lugares ligados às aparições, podem admirar na Loca do Cabeço as imagens das três crianças com o anjo, nos Valinhos Nossa Senhora de Fátima e nas Colunatas do Santuário as figuras de mármore com 2,5 metros de altura, de Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz, Santo Inácio de Loyola, São Simão Stock, Santo Afonso Maria de Ligório, São Francisco de Salles e dentro da Basílica, São Domingos. Foi também Maria Amélia Carvalheira quem executou os baixos-relevos das 15 estações de pedra da Via Sacra Húngara, a última das quais quando já tinha 88 anos de idade! É também da sua autoria a imagem de mármore de Nossa Senhora, Padroeira da Hungria com a coroa de Santo Estêvão, no interior da Capela. Segundo a opinião dos bispos húngaros, ela é a representação mais bela até hoje feita, por isso a sua cópia executada em madeira pintada, percorreu, durante o ano de 2001, todas as dioceses da Hungria, ao celebrar o milésimo aniversário da fundação do país. “Peregrinar com as mãos” – intitula-se a exposição. Qualquer movimento, por mais simples que seja, e aqui o movimento dos dedos de Maria Amélia Carvalheira, requer um sistema complexo de comunicações corporais no qual intervêm o cérebro, os nervos e os músculos. Os receptores dos nervos transmitem o sinal para o cérebro que pela medula percorre o caminho até à placa motora que depois estimula o movimento muscular. Maria Amélia, ao sentir talento e aptidão para pintura e escultura, para ser uma escultora religiosa, aplicou também a sua religiosidade no grau mais elevado e foi justamente a sua religiosidade que deu às suas obras o carácter e a coroa, como foi outrora a devoção cristã que transformou montões de pedras em imagens e arquitectura de igrejas. As obras de Maria Amélia são produtos da sua alma, profundamente mergulhada em Deus, e continuam a movimentar também os peregrinos de Fátima para a proximidade de Deus; as obras que representam a Santíssima Virgem, os Anjos, os Santos e os caminhos da salvação. (…)Numa palavra: Maria Amélia Carvalhei-ra transmitiu para o mundo os seus ideais, com força de devoção, de culto e de adoração diante do Majestoso, que ela vivia no seu interior, e foi movida para isso, para o transmitir. “O pássaro não canta porque tem uma afirmação a fazer – dizia um dos grandes escritores do nosso tempo – mas porque quer expressar uma melodia”. Maria Amélia não fez obras de arte só para satisfazer encomendas, mas fez tudo para expressar o conteúdo da sua alma em louvor a Deus que é o Criador de todas as belezas, que tudo fez à Sua imagem, sendo Ele a Beleza Eterna. Pe. Luís Kondor

Maria Amélia Carvalheira

Não tive a honra de conhecer pessoalmente Maria Amélia Carvalheira, mas o Prof. Barata Feyo, meu Mestre na então Escola Superior de Belas Artes do Porto, que a admirava, teve oportunidade de a ela se referir como “uma mulher de fibra”, com uma grande capacidade de trabalho… e inteligente. Falava aos seus alunos muitas vezes, elogiando algumas das peças realizadas por Carvalheira, durante o tempo em que com ele contactou. Nota-se em grande parte da sua obra, especialmente nas figuras de maior dimensão, a influência e a admiração pelo Mestre. Talvez seja por tudo isto que eu me encontro aqui a render-lhe a minha homenagem nesta ocorrência do seu centenário. Questão de gerações que ganham fraternidade pela transmissão de saberes com mestres comuns. Julgo terem todos os artistas plásticos representado a figura de Cristo. A história das suas várias figurações está aí para contar como cada época, cada conjuntura, cada mentalidade ou cada sensibilidade olhou o centro do mistério, a grandeza de Deus comunicada pela excepcional humanidade. Essas figurações crísticas são sempre confissões mentais, doutrinárias e pessoais, fruto de uma escolha ou resultado de uma rejeição. Gosto do Cristo de Dali. É extraordinário como a obra, se colocada no espaço da Igreja, inverte a relação de significado herdado: NÃO NOS É SUPERIOR. Olhamos Cristo de cima para baixo, dominámo-lO, envolvemos o nosso olhar em diferente perspectiva. O seu Cristo em descendência será um modo de “corporizar” a ideia de S. João da Cruz? É evidente que cada pessoa deve rea-lizar o seu próprio caminho, mas todos nós bebemos sempre em qualquer fonte. Picasso, para a sua Guernica, talvez se tenha inspirado no célebre quadro de Goya “Os fuzilamentos do 3 de Maio de 1808”. Na notável obra de M. Carvalheira também existem sombras das fontes. No entanto adivinha-se na sua execução a consequência de um silêncio de fé amadurecida e acolhedora das formas da tradição. Em tantos anos de trabalho foi criando a sua expressão própria e nessa expressão artística ela viveu só “num mundo”, criando esculturas de grande seriedade, sempre atenta a verdades do reino intemporal. O seu estilo agradou à hierarquia e obteve um grande volume de encomendas. Se tudo o que entra nas nossas igrejas deve ser digno do culto, que enorme responsabilidade tem o artista, actualmente… Quanto possível também a obra deve ser mistagógica e iniciar para uma aproximação ao verdadeiro mistério, pôr no caminho da relação com o transcendente e não obrigar a ficar no objecto. Lamentavelmente, há representações de santos, nas nossas igrejas, que distraem do essencial. A falta de formação cristã leva a que muita gente entre numa igreja e vá direitinha ao santo preferido, sem atender ao sacrário. Este tipo de piedade enfraquece a dignidade da liturgia cristã e não deve ser favorecida. Segundo Matisse, o artista tem de ajudar a criar um espaço religioso. Colaborar com as comunidades cristãs requer humildade de quem serve, como em qualquer outro ministério. A ousadia da criatividade, dentro desta atitude de serviço é um bem enorme para todo o povo de Deus. Para M. A. Carvalheira a figura de Maria, Mãe de Jesus – sob as invocações de Senhora de Fátima, Senhora das Dores, Senhora da Conceição, Senhora de Setúbal, Coração de Maria etc. etc. – ocupa um lugar de honra nas suas manifestações artísticas e consegue, em certas peças, não se repetir, o que é difícil dada a insistência do tema. Usa nestas formas umas expressões de liberdade bastante positivas. Os variados presépios que criou, indo de encontro ao gosto popular, simplificam as formas, imprimindo um colorido de naturalismo aos gestos e posições das figuras. Particularmente conseguido o inclinar de Maria para o Menino, nas figuras do Presépio da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, ou na curiosidade do anjo, debruçado para espreitar o Menino acabado de nascer, ou ainda na centralidade do Menino num baixo-relevo, no qual todos os olhares se dirigem para o Divino Infante. Quase todos os modelos das suas peças de grande porte têm um “ar” clássico, equilibrado, sóbrio e respeitando o material definitivo – a pedra. O barro cozido ajudou-a a disciplinar o estilo, a dominar os volumes, partindo, com mais à-vontade para as peças de outra escala e que denotariam feição de modernidade. Haveria muito mais a referir, como a sua obra medalhística (15 peças), mas não tenho presente a sua produção, nem pretendo parecer uma crítica de arte que nunca fui. Apenas, na singeleza das palavras, me associo, por ocasião do centenário do seu nascimento, a esta figura singular do nosso meio artístico. Termino, dizendo o seguinte, em relação à artista M. Amélia Carvalheira que estamos a homenagear: o tempo se encarregará de confirmar a autenticidade espiritual da sua obra e de avaliar a capacidade para comunicar um Mistério que transcende os tempos, na efemeridade das formas. Irene Vilar Escultora

Tia Quinha

Foi para mim uma bênção de Deus ter conhecido e ter privado de perto com Maria Amélia Carvalheira. Foi no já longínquo ano de 1980, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima que contactei pela primeira vez com Maria Amélia Car-valheira. Achei-a uma pessoa simpática, risonha e simples que de imediato me convidou para a visitar na sua casa na Av. João Crisóstomo. Tendo mostrando grande interesse pela sua obra, logo me convidou para fazer parte do grupo dos seus alunos nas aulas de cerâmica que ministrava às quartas-feiras na Centro Paroquial de Nossa Senhora de Fátima em Lisboa. Por razões profissionais frequentei, na Paróquia, de Fátima somente três aulas. Dada a minha indisponibilidade para cumprir com o horário das aulas, logo me convidou a frequentar a sua casa aos serões. Durante vários meses visitei quase diariamente a sua casa, tendo-se transmitido o gosto pela sua arte e tendo-me ensinado muitos pormenores da moldagem e pinturas das imagens. Foi um privilégio ter assistido à criação de muitos dos seus últimos trabalhos. Recordo o XV Passo da Via-Sacra dos Valinhos, a Nossa Senhora de Setúbal, a Nossa Senhora Mãe de Deus para a Igreja da Buraca e a Fuga para o Egipto. Maria Amélia Carvalheira ao colocar as mãos no barro para moldar uma imagem permitia-nos adivinhar o gesto paradigmático de Deus Criador que meteu as mãos no barro humano para o moldar à sua imagem e semelhança. A obra de Maria Amélia Carvalheira permite-nos vislumbrar através da simbologia utilizada que, embora dependente de uma visão estética, através da beleza das formas, ultrapassa a própria forma, e, enquanto representativa, chama-nos à interioridade. Coloca-se em jogo a própria vivência espiritual da artista, na interpretação e perspectiva que ela nos apresentou e que quis partilhar connosco. Por isso, a obra de Maria Amélia Carvalheira apela-nos a uma atitude íntima de contemplação e até mesmo de oração, tendo a própria arte por mediadora. A escultura de Maria Amélia Car-valheira, através da simbologia usada, das formas simples, sem expressões carregadas ou forçadas, deixa-nos descobrir, por detrás da imagem, como por exemplo o S. João de Deus – Prémio de Escultura “Mestre Manuel Pereira em 1949 – que se ergue, a própria representação de Deus que a sustenta. O Deus a quem nunca ninguém viu o rosto, mas a quem todos conhecem gestos largos de Amor para com o Homem como nos transmite a obra de Maria Amélia Carvalheira. A Obra de Maria Amélia Carvalheira é um testemunho de profissionalismo e uma assinatura da sua Fé, uma Fé lúcida, simples e esclarecida que continuará hoje e sempre a manifestar-se nas imagens que criou e que poderá conduzir muitos outros a aproximarem-se de Deus, ou seja, a sua obra terá sempre uma acção evangelizadora através dos tempos. A sua bondade como pessoa e a nossa Fé permite-nos concluir, tal como o Santo Padre na beatificação de Fra Angélico: “quem faz coisas tão bonitas tem que estar no céu”. Obrigado “Tia Quinha”. José Cruz Paróquia de N.S.de Fátima – Lisboa

Maria Amélia Carvalheira – A pintura das imagens

No ano em que se comemora o Centenário de Maria Amélia Carvalheira pode afirmar-se que a sua obra ainda não é reconhecida pela grande maioria dos cristãos portugueses, por falta de divulgação. Conforme se pode constatar nos escaparates das livrarias e das casas de artigos religiosos, e nos respectivos mostruários de artigos, não é possível obter edições de postais ou de pagelas com reproduções das imagens realizadas pela escultora. Esta lacuna, é tanto ou mais injusta quanto a qualidade da obra religiosa da artista portuguesa ultrapassa largamente a das imagens que são produzidas por autores estrangeiros sem gosto ou qualificação, mas que, sendo editados aos milhares, inundam o nosso mercado com produtos menores que pouco podem contribuir para elevar o nível cultural e religiosos dos fiéis. Maria Amélia Carvalheira dedicou a sua vida à arte sacra, uma expressão artística orientada para a transcendência e que, sendo pessoal, se faz comunitária; devemos entender e apreciar a arte da escultora como uma expressão de fé, na importante função de ser mediação para o culto. Se a arte contemporânea afirma a sua liberdade e autonomia em relação a finalidades e a funções, a arte que se propõe como mediação religiosa, como aquela a que a artista a quem prestamos homenagem se dedicou por vocação, obriga-se a referências formais e simbólicas que devem ser identificadoras de sentidos. A arte de Carvalheira inseriu-se, com coerência, na tradição da arte cristã ao nível dos conteúdo teológicos e da representação iconográfica. No domínio da pintura das imagens, a artista actualizou os processos e os modelos tradicionais, mantendo-se fiel à simbologia das cores. Introduziu inovações cromáticas em iconografias de invocações marianas recentes, nomeadamente nas excelentes representações monocromáticas do Coração Imaculado de Maria e de Nossa Senhora de Fátima, e em algumas peças de excepção. Deve destacar-se, entre todas, uma imagem belíssima de S.João de Deus que, sendo tão original na forma como na policromia, foi justamente distinguida com um Prémio Manuel Pereira de Escultura, numa exposição de Artes Plásticas, em 1949. Na obra de Carvalheira, a pintura das imagens restringiu-se à policromia das formas e dos volumes. No entanto, e como iremos ver, o estilo da policromia adoptado pela escultora e a opção estética que a informa, influenciaram a qualidade comunicativa das próprias imagens diferenciando-as no conjunto da vasta obra realizada. Uma constante na obra da artista é a humanidade das suas representações. A cor que reveste as figuras torna-as menos naturalistas e mais densas e pesadas do que as executadas na pedra, o que, por antinomia, parece acentuar a interioridade e a força do mistério que as habita. A densidade humana e espiritual das imagens representadas, torna mais explícito o sentido essencial da arte religiosa cristã, na sua referência ao mistério da encarnação. O processo criativo da escultora revela uma formação clássica inicial mais tarde influenciada por valores da estética modernista do seu Mestre, o escultor Barata Feio. O cunho pessoal da discípula parece revelar-se precisamente nas suas terracotas e na respectiva policromia, em peças que fazendo coexistir uma certa ingenuidade popular com valores clássicos e eruditos, remetem para a tradição dos barristas portugueses. As formas simples e hieráticas das imagens de Carvalheira, aproximam-se do despojamento expressivo que sempre caracterizou a arte sacra portuguesa. Esta particularidade deve-se, também, à interioridade das expressões e à imobilidade dos volumes, o que é reforçado pela pintura na sua aparente pobreza através de uma cor sóbria, sem contrastes nem variações. Os tons quentes acentuavam a presença do barro cozido e o parentesco visual deste com a madeira, um material mais nobre com grandes tradições no imaginário religioso nacional. Alguns exemplos de imagens de Maria Helena Carvalheira são decididamente mais próximos do gosto popular, como se pode ver nos presépios de maiores ou menores dimensões, nos quais o colorido é muito mais intenso e variado, e onde a expressão de ternura é mais explícita. As grandes e as pequenas imagens modeladas em barro e policromadas foram as mais procuradas pela comunidades, revelando-se mais adequadas à função de ser mediação para a oração das pessoas e das comunidades, do que as peças esculpidas na pedra, apesar da densidade espiritual destas não ser menor. A paleta utilizada pela artista resumiu-se à persistência dos ocres, dos vermelhos e dos castanhos, pontuados por alguns verdes e azuis, predominantemente escuros. As patines comportam-se como uma velatura temporal das imagens, conferindo-lhes a distância que é própria dos ícones. Conclui-se que a opção da artista pela integração da cor na escultura correspondeu a uma opção estética e simbólica, visto o estilo da pintura intervir na expressão das próprias imagens, eliminando, através da cor e das patines sombrias, a proximidade das figuras com a representação naturalista e com um decorativismo redutor. Esta intencionalidade caracterizou a preciosa contribuição de Maria Amélia Carvalheira na actualização da imagem religiosa em Portugal. Uma contribuição que foi corajosa e que continua a ser relevante, por constituir uma contra-corrente de qualidade num contexto eclesial pouco informado e pouco exigente. Tendo surgido em correspondência ao seu tempo e como expressão renovada da fé, a obra da escultora faz parte do património cristão português, pelo que deve ser conhecida, conservada e divulgada, para que se mantenha viva e actuante. Emília Nadal

Fátima homenageia autora de esculturas emblemáticas da Cova da Iria

Fátima vai homenagear no dia 05 de Setembro a escultura Maria Amélia Carvalheira, autora de esculturas presentes em espaços como o Santuário, Seminário do Verbo Divino, Via Sacra dos Valinhos e casas de congregações religiosas. A homenagem, no dia em que se assinala o centenário do nascimento da escultora, será presidida pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, antecedida da inauguração de uma exposição subordinada ao tema “Fátima – Peregrinar com as Mãos”, no Centro Pastoral Paulo VI. Maria Amélia Carvalheira nasceu a 05 de Setembro de 1904, em Gondarém, Vila Nova de Cerveira, tendo falecido em Lisboa em 31 de Dezembro de 1998. Escultora de arte sacra, é em Fátima que tem a parte mais significativa da sua obra – o Anjo, da Loca do Cabeço, é a mais emblemática obra sua em Fátima – embora tenha peças dispersas por vários países. Em 1992 recebeu a condecoração “Pro Eclesia et Pontifice”, atribuída pela Santa Sé, e o Grau de Comendadora da Ordem de Mérito, pelo Presidente da República.