Guarda: Médicos Católicos promovem conferência sobre «Eutanásia»

Guarda, 21 out 2016 (Ecclesia) – O Núcleo da Guarda da Associação dos Médicos Católica Portugueses promove hoje uma conferência sobre eutanásia com a médica Isabel Galriça Neto, a partir das 21h00, no auditório do Paço da Cultura.

A diretora da Unidade de Cuidados Continuados e Paliativos do Hospital da Luz, em Lisboa, a médica Isabel Galriça Neto, vai apresentar o tema ‘Eutanásia: do conceito à prática’ numa conferência que tem como destinatários os médicos, os enfermeiros, os profissionais de saúde.

Numa nota enviada hoje à Agência ECCLESIA, a Diocese da Guarda informa que a conferência organizada pelo núcleo local dos Médicos Católicos Portugueses se destina também ao público em geral e começa às 21h00, no auditório do Paço da Cultura.

CB

Algarve: Médicos católicos promovem reflexão sobre «Eutanásia – Abordagem Médica e Religiosa»

Faro, 24 mai 2016 (Ecclesia) – O núcleo algarvio da Associação dos Médicos Católicos Portugueses promove hoje no auditório do Hospital de Faro, pelas 15h00, um colóquio sobre a eutanásia.

A iniciativa com o tema «Eutanásia – Abordagem Médica e Religiosa» conta com a participação de Fátima Teixeira, coordenadora da equipa de apoio em cuidados paliativos do Agrupamento de Centro de Saúde Sotavento, de José Mário Martins, presidente da direção da Associação de Medicina de Proximidade e do cónego Joaquim Nunes, lê-se no Jornal «Folha do Domingo»

LFS

Eutanásia: Médicos Católicos dizem que estão a ser aproveitadas «condições políticas» para impor uma «cultura de morte»

Lisboa, 02 mar 2016 (Ecclesia) – A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) diz que aprovar a eutanásia seria introduzir no país uma “cultura de morte”, e considera incompreensível este debate quando há pessoas que ainda nem sequer têm acesso a cuidados de saúde.

Para o presidente da AMCP, o que está em causa é um conjunto de pessoas que encontraram “as condições políticas” necessárias para tentar impor “uma nova visão”, assente num “humanismo laico”, e que é “radicalmente diferente daquela que tem sido consensual na sociedade portuguesa”.

Isto abre toda uma “caixa de Pandora” que pode ter “consequências cada vez maiores”, ao nível do modo como se olha para o papel do médico, que “seja em que circunstância for, jamais deve dar a morte ao doente”, e também no plano de como se poderá passar a encarar a “vida humana” e “a doença”, frisa Carlos Alberto da Rocha.

Um grupo de cidadãos da sociedade portuguesa, congregados num movimento intitulado “Direito a morrer com dignidade”, conseguiu reunir as assinaturas necessárias para levar a legalização da eutanásia a debate, no parlamento.

O manifesto da iniciativa, que tem como um dos rostos principais João Semedo, antigo coordenador do Bloco de Esquerda, sublinha as más condições em que se morre em Portugal e defende a despenalização da morte assistida.

Segundo Sofia Reimão, presidente do núcleo da AMCP de Lisboa, é “muito importante clarificar conceitos” e “não esconder o que é proposto”.

“Quando falamos de eutanásia e ouvimos morte assistida, a assistência na morte é exatamente o que nós queremos (…) acompanhar o doente nas suas situações de sofrimento”, salienta.

Aquela responsável prossegue apontando que, com a legalização da eutanásia, o que é  é propostos “é que os médicos matem os doentes a seu pedido”.

“E isto não só é contrário à ética médica, à deontologia como é contraditório à função do próprio médico”, complementa.

Sofia Reimão lamenta que “num momento em que Portugal vive uma crise económica complicada, em que os cuidados de saúde são confrontados diariamente com problemas difíceis de resolver, em que não existem ainda cuidados de saúde para toda a população, se esteja a discutir a morte”.

Porque não vemos “iniciativas partidárias, propostas, para alargar os cuidados paliativos” em áreas como “as doenças neuro-degenerativas?”, exemplifica.

A médica recorda ainda que antes de pressupostos como a liberdade e a autonomia das pessoas está “o valor e a indisponibilidade da vida humana”.

Um conceito que não pode ser tido como algo a manter ou a descartar “consoante as fases da vida” ou com base em “critérios utilitaristas e de economicismo que são muito graves”, frisa Sofia Reimão.

A AMCP invoca casos de países como a Bélgica e a Holanda, onde a eutanásia foi aprovada há já alguns anos e onde em 2015 se registaram “mais de dois mil pedidos”.

Esta prática, que começou por envolver “doentes terminais”, progressivamente “foi amplificada a situações de sofrimento psicológico” e a uma conjuntura “onde já não são só os doentes que a pedem mas também as famílias”, explica Sofia Reimão.

“Portanto acho que há algo aqui a aprender e Portugal pode ser pioneiro nesta defesa do valor indisponível da vida humana”, conclui a médica católica.

PR/JCP

Página 1 de 612345...última »