Metanoia: Movimento dinamiza encontro sobre «A fé vive de afeto»

Leiria, 29 jul 2017 (Ecclesia) – O Movimento Católico de Profissionais (Metanoia) vai realizar o seu encontro de reflexão teológica entre hoje e 1 de agosto, no Seminário Diocesano de Leiria.

Com o tema ‘A fé vive de afeto – expressões da fé num mundo global’, esta atividade do Metanoia tem como orientadores o padre jesuíta José Frazão Correia e o padre Peter Stilwell, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

O encontro de reflexão teológica realiza-se anualmente, no final de julho, e é um espaço “de reflexão e formação em que também se valoriza o convívio, estando organizado de modo a permitir a participação de toda a família”.

LFS

Metanoia: Encontro sobre «A fé vive de afeto»

Leiria, 11 jul 2017 (Ecclesia) – O Movimento Católico de Profissionais (Metanoia) vai realizar o seu encontro de reflexão teológica de 29 deste mês a 01 de agosto, no Seminário Diocesano de Leiria.

Com o tema «A fé vive de afeto – expressões da fé num mundo global», esta atividade do metanoia tem como orientadores o padre José Frazão Correia, SJ, e o padre Peter Stilwell, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

O encontro de reflexão teológica realiza-se anualmente, no final de Julho, e é um espaço “de reflexão e formação em que também se valoriza o convívio, estando organizado de modo a permitir a participação de toda a família”.

LFS

Lisboa: Encontro do Movimento Católico de Profissionais sobre Refugiados

Lisboa, 14 out 2016 (Ecclesia) – O Movimento Católico de Profissionais «Metanoia» promove hoje um encontro sobre os refugiados, em Lisboa (Salão Paroquial da Igreja de Fátima).

No primeiro encontro do “novo ciclo de reflexões mensais”, os participantes vão refletir sobre o “desencontro entre o sofrimento de tantos, perseguidos e refugiados, e a sensação de impotência e inoperância, por parte dos cidadãos comuns, para responder de algum modo ao drama que com maior ou menor e sensibilidade vão testemunhando”, lê-se na missiva enviada à Agência ECCLESIA.

Enquadrar as ideias de “forma racional e construtiva”, de acordo com a  matriz cristã, e tentar “descobrir com realismo formas individuais e coletivas de pro agir” é uma forma de ajudar estes desprotegidos, refere.

LFS

Algarve: Diocese associa-se a jornada que quer «reavivar a alma cristã» da Europa

Faro, 24 mar 2012 (Ecclesia) – A Diocese do Algarve vai associar-se hoje à iniciativa «Juntos pela Europa» e promove, na igreja de Vilamoura, um momento de oração pelo Velho Continente.

«Juntos pela Europa» (“Together for Europe”, na versão internacional) é uma jornada europeia que quer “reavivar a alma cristã” do continente e que terá lugar a 12 de maio deste ano, em Bruxelas (Bélgica)

O momento de oração na igreja de Vilamoura é promovido por vários movimentos cristãos algarvios, “sendo certo que Faro será também uma das várias cidades portuguesas que irão associar-se ao evento do dia 12 de maio com diversas dinâmicas de celebração e animação”, realça o jornal «Folha do Domingo».

O «Juntos pela Europa» nasceu em 1998, em Roma, na vigília de Pentecostes, quando o Papa João Paulo II reuniu os movimentos e as novas comunidades e pôs em relevo o papel essencial que têm na Igreja.

Fundadores e responsáveis de vários movimentos, para responder ao apelo do Papa, iniciaram um percurso de comunhão, de mútuo conhecimento entre todos, tendo em vista reavivar a alma cristã da Europa.

Mais tarde esta comunhão foi alargada a movimentos de outras Igrejas cristãs e deram-se novos passos no sentido de colaborarem para “preencher o enorme vazio religioso da Europa”.

Com este espírito de comunhão realizaram-se em Estugarda, na Alemanha, em 2004 e em 2007, duas grandes jornadas europeias com o lema “Juntos pela Europa”, de onde surgiu o Manifesto ‘os 7 SIMs’ que sublinha em sete pontos o desejo de contribuir para uma Europa unida, apesar das diferenças, numa colaboração efetiva entre os movimentos e aberta a todas as pessoas.

Uma das intenções centrais do “Juntos pela Europa” é que os vários movimentos e comunidades cristãs se dêem a conhecer e que assim se possa desenvolver um novo entendimento e uma nova prática.

“O objetivo é que depois do caminho proposto para este ano e do encontro de dia 12 se consiga partir mais facilmente para a realidade, colaborando entre todos de uma forma muito prática e concreta para uma sociedade portuguesa baseada na solidariedade, na tolerância e no empenho uns pelos outros”, acrescenta a nota publicada no blogue do evento em Portugal.

A organização portuguesa do «Juntos pela Europa» integra oito movimentos: Comunidade Emanuel, Família Missionária Verbum Dei, Equipas de Jovens de Nossa Senhora, Equipas de Nossa Senhora, Metanoia, Movimento Apostólico de Schoenstatt, Movimento dos Cursos de Cristandade e Movimento dos Focolares.

FD/LFS

 

Homilia de D. António Carrilho, na Missa de quarta-feira de cinzas

Quaresma, apelo e desafio à partilha fraterna!

Com a celebração litúrgica de hoje, quarta-feira de Cinzas, a Igreja inicia a sua caminhada quaresmal, tempo especial de graça, de conversão pessoal e comunitária, como preparação para a solene e frutuosa celebração da Páscoa, acontecimento central da nossa fé cristã.

A quaresma é o tempo favorável da escuta da Palavra e do silêncio, da oração e da partilha, que nos conduzem à fonte inesgotável da Vida, na comunhão com Deus e com os outros. O Deus da Vida, sempre presente e atento, precede-nos no encontro com Ele: “Por todos os lados me envolveis e sobre mim pondes a vossa mão”(Sl 138).

A simbologia das cinzas, que marca o sentido deste dia, tem um caráter penitencial, de apelo ao arrependimento e à vida nova de batizados À luz da Palavra de Deus, compreender-se-á o significado profundo deste gesto litúrgico: a fragilidade e finitude da vida humana, a urgência da conversão e o preparar-se cada um, espiritualmente, para o encontro pascal com Cristo Ressuscitado.

Conversão do coração

Neste percurso espiritual somos iluminados pela Palavra, que dá novo vigor à nossa vivência quaresmal. Como escreve Bento XVI, “a Palavra divina introduz cada um de nós no diálogo com o Senhor: o Deus que fala, ensina-nos como podemos falar com Ele” (Verbum Domini, 24).

Como forte apelo à conversão, dirigido a todo o Povo de Deus, sem excluir ninguém, é significativo o convite do Profeta Joel a uma verdadeira “metanoia”, mudança de vida e de mentalidade. “Convertei-vos a Mim de todo o coração… rasgai os vossos corações e não os vossos vestidos” (2,12-13), escreve o Profeta em nome de Deus. É que a verdadeira conversão toca o mais íntimo de nós próprios, implica “rasgar” o coração, isto é, romper com o mal e o pecado, deixar-se envolver pelo abraço carinhoso do Pai, sempre pronto a amar e a perdoar: “O Senhor encheu-Se de zelo pela sua terra e teve compaixão do seu povo” (v.18).

Na segunda leitura, S. Paulo refere que o amor eterno de Deus salvador manifestou-se, de forma extraordinária, em Cristo Jesus, que, solidário com a humanidade pecadora, assumiu a condição humana e entregou-Se, sem reservas, pela vida do mundo: “A Cristo que não conhecera o pecado, identificou-O Deus com o pecado por nosso amor” (2Cor 5,21). E S. Paulo pede aos cristãos da comunidade de Corinto que “pelo amor de Cristo se reconciliem com Deus” (2Cor 5,20). Assim, a salvação acontece também “agora”, neste tempo favorável, que Deus continua a oferecer à Humanidade.

Oração, jejum e esmola

No texto evangélico de S. Mateus, Jesus introduz-nos no dinamismo da autêntica conversão, agradável a Deus. Esta não consiste num conjunto de práticas exteriores, de aparente religiosidade e apenas para dar nas vistas: Jesus não condena as sãs tradições religiosas da esmola, oração e jejum, mas pede que sejam praticadas com pureza de intenção.

Estes gestos de renúncia devem ser realizados sem ostentação, com alegria e humildade, no segredo que só o Pai conhece. Disse Jesus: “Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles (Mt 6,1). É que a penitência quaresmal tem como finalidade o encontro íntimo e pessoal com o Pai, a reconciliação da própria pessoa, das famílias e da sociedade.

A oração é a linguagem do amor e, mesmo quando é comunitária, realiza e exprime a nossa intimidade com Deus. É espaço privilegiado para nos deixarmos iluminar pela consciência da presença de Cristo, numa verdadeira peregrinação ao próprio coração, isto é, entrando cada um no seu “quarto”, em ordem a uma autêntica renovação de vida.

O jejum não pode limitar-se à abstenção de alimentos, mas envolve toda uma dinâmica interior de desprendimento e domínio de nós próprios, capacitando-nos para enfrentar, superar e vencer as múltiplas tentações da vida, tantas vezes marcada pela indiferença e pelo individualismo.

Quanto à esmola, a Palavra de Deus esclarece-nos sobre o seu valor espiritual, dizendo já no Antigo Testamento: “Quem dá esmola oferece a Deus um sacrifício de louvor” (Sir 35,4). Somos, assim, convidados a partilhar com alegria e amor os dons e os bens de que dispomos, sem esperar recompensa.

Ao serviço do Amor

Todos temos experiência de como a alegria interior constitui a melhor recompensa para a nossa generosidade e partilha, para a nossa atenção e serviço de amor aos irmãos e irmãs que mais sofrem. De facto, somos felizes na medida em que partilhamos a vida e os dons que Deus nos concedeu.

Face à atual crise económica e civilizacional profunda, Bento XVI centra a sua Mensagem para a Quaresma 2012 no amor fraterno, propondo e desenvolvendo o tema: “Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Heb 10,24). Diz o Papa: “Sempre devemos ser capazes de ter misericórdia por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre”.

De facto, com frequência nos chegam notícias de verdadeiros dramas humanos: uma crescente procura de cantinas sociais; o abandono e até mortes de idosos em solidão nas suas próprias casas; pessoas que vivem e dormem nas ruas, sem qualquer conforto e aconchego humano. E tantos outros casos e situações semelhantes, talvez menos visíveis, mas que não devem dispensar a maior atenção e cuidado, por parte das respetivas famílias, dos vizinhos e das comunidades a que se encontram mais ligados.

O Santo Padre, perante os graves problemas sociais, que hoje preocupam a Igreja e a sociedade, convida-nos a estarmos atentos uns aos outros, a não nos mostrarmos alheios e indiferentes ao destino dos irmãos, a prestarmos “atenção ao bem do outro e a todo o seu bem”. E acrescenta: “Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão”.

Bento XVI refere-se ao perigo de termos um coração endurecido por uma espécie de “anestesia espiritual”, que nos torna cegos aos sofrimentos alheios, e alerta-nos para a empatia e comunhão fraterna, que devem existir entre todos. Diz o Papa: “Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação”. Um coração que olha e vê é um coração sensível às necessidades materiais e espirituais dos irmãos e irmãs.

Renúncia quaresmal 2012

É neste espírito de solidariedade e partilha fraterna, que pensamos nas situações de carência mais próximas de nós, mas não esquecemos tantas outras necessidades materiais e espirituais, em especial aquelas com que se debatem os nossos missionários, na sua ação evangelizadora.

Destinamos, por isso, a tradicional Renúncia da Quaresma deste ano de 2012, em parte para potenciar o Fundo Social Diocesano, cujos objetivos são bem conhecidos, e em parte para a construção de uma obra social de grande importância, numa zona muito pobre da Paróquia da Imaculada Conceição, Diocese do Lubango, em Angola. Trata-se de um complexo com Lar para idosos, Lar para crianças e Escola para três ciclos de ensino, uma iniciativa e projeto da Comunidade das Irmãs Vitorianas, ali existente, naquela Zona Pastoral do Coração de Maria.

As ofertas desta Renúncia Quaresmal serão recolhidas em todas as igrejas e capelas, conforme é costume, nos ofertórios das Missas de sábado e domingo de Ramos, ou seja, nos próximos dias 31 de março e 1 de abril. Como sempre, a participação é muito livre, segundo as possibilidades e a consciência pessoal dos fiéis, na certeza de que Deus não deixará sem recompensa qualquer gesto de atenção e partilha fraterna.

E agora, irmãos, sob o olhar compassivo de Maria, que nos convida a escutar o Senhor, a partilhar e a amar, caminhemos jubilosamente em direção à Páscoa.

D. António Carrilho, Bispo do Funchal
Funchal, 22 de fevereiro de 2012

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