Pastoral Operária denuncia «dramas»

Coimbra, 30 abr 2012 (Ecclesia) – Os organismos católicos que integram a Pastoral Operária de Portugal alertaram hoje, em comunicado, para os “dramas que hoje se vivem” no país, considerando que os mesmos “têm raiz no desemprego, a emigração, o trabalho precário, o empobrecimento”.

A posição é assumida pelo coordenador da Pastoral Operária, Américo Monteiro Oliveira, após o encontro nacional dos movimentos do setor, que decorreu este domingo em Coimbra.

Segundo este responsável, os católicos têm de assumir “o desafio de ver com esperança para um agir solidário” e promover uma “nova mentalidade, perante esta situação que mantém forte tendência para se agravar”.

“Ninguém espere uma sociedade perfeita, mas é nestes momentos que as populações mais débeis passam maiores dificuldades agravadas pela falta de líderes íntegros e com sentido ético e de justiça”, refere o documento.

A Comissão Nacional de Pastoral Operária (CNPO) defende a necessidade de “alterar atitudes e comportamentos”.

“Se não readquirirmos a confiança nas instituições, se não nos esforçarmos por uma conversão pessoal, contribuindo cada um na medida das suas possibilidades para transformar o mundo e o mundo ser melhor, todos perderemos”, alertam os movimentos católicos.

O encontro nacional, sob o lema ‘Ver com esperança para um agir solidário, perante a atual situação socioeconómica’, contou com a participação de cerca de 300 pessoas e a presença do bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes.

A convocatória do encontro assinalava que “o problema do desemprego no meio operário é o principal desassossego dos dias de hoje e coloca em causa uma vida equilibrada”.

A CNPO fala numa realidade nacional “fortemente marcada pelo desemprego, por salários baixos e em atraso, pela desregulação do trabalho, por dificuldades graves de muitas famílias do meio operário”.

A Pastoral Operária congrega vários organismos da Igreja Católica: JOC (Juventude Operária Católica), LOC/MTC (Liga Operária Católica/Movimento de trabalhadores Cristãos), MAAC (Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças), PEMO (Padres em Mundo Operário) e REMO (Religiosas em Mundo Operário).

OC

Comunicado final do Encontro Nacional de Pastoral Operária

A Pastoral Operária de Portugal que congrega os organismos que fazem trabalho de Igreja no Mundo Operário: JOC (Juventude Operária Católica), LOC/MTC (Liga Operária Católica/Movimento de trabalhadores Cristãos), MAAC (Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças), PEMO (Padres em Mundo Operário) e REMO (Religiosas em Mundo Operário), realizou um Encontro Nacional, este Domingo dia 29 de abril de 2012, em Coimbra, no Colégio Rainha Santa Isabel.

Tendo como pano de fundo os dramas que hoje se vivem, que têm raiz no desemprego, a emigração, o trabalho precário, o empobrecimento, etc, colocávamo-nos o desafio de ver com esperança para um agir solidário…

Sendo cíclicos estes momentos de crise na história da humanidade, esta crise, que se manifesta em 2008 em todo o mundo, mais dolorosa se torna se vivemos numa sociedade em que as pessoas querem é apenas saber se têm mais dinheiro, mais bens, onde funciona a geometria dos cifrões.

Ninguém espere uma sociedade perfeita mas, é nestes momentos que as populações mais débeis, passam maiores dificuldades agravadas pela falta de líderes íntegros e com sentido ético e de justiça. Necessitamos de nova mentalidade, perante esta situação que mantém forte tendência para se agravar.

Defendemos e promovemos “ o princípio da centralidade da pessoa humana, que é o sujeito que primariamente deve assumir o dever do desenvolvimento”. (caritas in veritate, 47) Queremos o trabalho como instrumento ao serviço da pessoa.

Se perante as dificuldades que hoje todos vivemos, não formos capazes de alterar atitudes e comportamentos, seja ao nível de quem legisla, de quem governa, dos empresários, dos próprios sindicatos, da banca, etc…, se não readquirirmos a confiança nas instituições, se não nos esforçarmos por uma conversão pessoal, contribuindo cada um na medida das suas possibilidades para transformar o mundo e o mundo ser melhor, todos perderemos.

A Comissão Nacional de Pastoral Operária procurou que este encontro fosse um recarregar de energias para continuarmos a nossa militância, pois é grande o desafio ao discernimento, para como cristãos, nos empenharmos solidariamente no meio operário e continuarmos a ser fonte de esperança.

Agradecemos a colaboração do P. Jardim Gonçalves, neste encontro e a participação do Sr. Bispo de Coimbra D. Virgílio, em representação da Diocese e da Comissão Episcopal Laicado e Família e o contributo da Escola de Musica Souselense e da Tuna Souselense neste nosso encontro que contou com quase 300 participante vindos de vários pontos do país.

O coordenador Nacional da Pastoral Operária,

Américo Monteiro Oliveira

Comunicado do Conselho Nacional de Pastoral Operária

O Conselho Nacional de Pastoral Operária realizou o seu encontro anual no dia 24 de setembro de 2011, no Instituto Justiça e Paz em Coimbra.

A Pastoral Operária congrega os organismos cuja missão evangelizadora tem como campo principal o Mundo Operário: JOC (Juventude Operária Católica), LOC/MTC (Liga Operária Católica/Movimento de trabalhadores Cristãos), MAAC (Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças), PEMO (Padres em Mundo Operário) e REMO (Religiosas em Mundo Operário).

No âmbito da preparação para este Conselho Nacional, os coletivos membros refletiram a realidade do mundo do trabalho e apontaram algumas das preocupações mais sentidas pelos trabalhadores e suas famílias, realçando alguns caminhos, sustentados pela esperança que nos é comunicada pela força do Ressuscitado e pelo ensino social da Igreja. O desemprego, a insegurança dos que têm trabalho e a precariedade laboral no Meio Operário, são apontados como os principais.

Estas realidades colocam em causa uma vida familiar equilibrada; criam receio quanto ao futuro e à formação dos filhos (crianças e jovens); impedem os jovens de concretizarem sonhos, de terem perspetivas de futuro; motivam a emigração de jovens licenciados, de trabalhadores da construção civil, da restauração, hotelaria e serviços domésticos; agravam a situação de fragilidade (laboral e social) de muitos imigrantes; geram cortes em necessidades essenciais como a saúde (medicamentos e tratamentos), a educação dos filhos, a própria alimentação; agravam as situações de pobreza, nas quais as crianças, jovens e idosos são os mais vulneráveis e fragilizados.

Como resposta para resolver muitas destas novas situações de pobreza sobressai apenas uma vertente mais assistencialista, que não é promotora da justiça e coesão social. A sustentabilidade da Segurança Social é ameaçada, não só pelas diminuições dos descontos provocados pelo decréscimo demográfico ou aumento do desemprego, mas também pela imposição do memorando da Troika de baixar largamente a comparticipação das empresas.

Insiste-se em legalizar a precariedade argumentando a sua inevitabilidade, quando já percebemos que o seu único fruto é aumento da própria precariedade.

Temos uma comunicação social que, em muitos casos, tem formatado as pessoas em vez de as ajudar a ter uma consciência crítica sobre os acontecimentos.

Assistimos, diariamente, a notícias de cortes em áreas sociais essenciais e o aparecimento de mais impostos que geram mais desemprego, pobreza, desestruturação familiar, condições de vida miseráveis, violência, aumento de sentimentos de xenofobia e outros problemas sociais de extrema gravidade.

Durante anos sonhamos e defendemos uma Europa social e solidária, exigente no controle dos apoios e atenta às necessidades de cada povo na sua autonomia e cultura. Hoje, deparamo-nos com lideranças egoístas e economicistas. Não aceitamos a ideia que querem difundir de que foi pelo facto dos povos terem mais apoios e segurança, que chegámos à situação presente. Se há quem não tem culpa nesta crise é o povo trabalhador, são as famílias que se esforçaram por crescer em conhecimentos e em abertura ao outro.

Reconhecemos a necessidade de redução das despesas, de hábitos de poupança e de uma reeducação financeira das famílias, mas também, de se valorizar a solidariedade e o que é realmente importante para a dignidade e a realização da pessoa humana. Começam a surgir movimentos de resistência e as pessoas aprendem a viver sem consumirem exageradamente e a descobrir que podem viver com menos sem perder a sua dignidade.

A par de medidas de contenção, têm de ser pensadas e reforçadas medidas de apoio a projetos de investimento criadores de novos empregos e a uma efetiva justiça e coesão social, para que haja um verdadeiro desenvolvimento do país.

Perante a realidade muito marcante de desemprego, de salários baixos e em atraso, desregulação do trabalho e dificuldades graves de muitas famílias do meio operário de todo o país, sublinhamos o que diz a Encíclica de João Paulo II Laborem Exercens, no seu 30º aniversário: “o trabalho é a chave, provavelmente a chave essencial, de toda a questão social se procuramos vê-la verdadeiramente sob o ponto de vista do bem da pessoa” (nº3). Torna-se, pois, necessário assumir o nosso papel de profetas que normalmente se desenvolve e está no meio do sofrimento, de aceitar a proposta de Jesus Cristo “Faz-te ao largo”. É grande o desafio ao discernimento para, como cristãos, nos empenharmos generosa e gratuitamente no meio operário e continuarmos a ser fonte de esperança.

No meio da fragilidade social que vivemos, acreditamos que Deus se torna evidente em todos aqueles e aquelas que gritam por uma vida digna e estão a ser empurrados para fora da mesa do Bem Comum. Neste sentido queremos dar voz à nossa indignação perante todas as formas de exclusão, provocadas pelo desemprego ou exploração no trabalho e reafirmar a nossa confiança na conjugação de esforços de forma a construir uma sociedade mais justa e fraterna.

24 de setembro de 2011

Américo Monteiro Oliveira, coordenador nacional da Pastoral Operária

Comunicado sobre o seminário do Grupo Europeu da Pastoral Operária

“ As Migrações no seio da crise na União Europeia: desafios e respostas”

 

Realizou-se entre os dias 6 e 9 de abril em Barcelos (Silva), o Seminário Europeu do GEPO (Grupo Europeu da Pastoral Operária) sob a temática “As Migrações no seio da Crise na União Europeia: Desafios e Respostas”, onde participaram delegações da Pastoral Operária de Portugal, Espanha, Luxemburgo, Suíça, Alemanha, Bélgica, Roménia, Inglaterra e Malta.

 

Este Seminário precedeu o realizado em Remich (Luxemburgo) em 2010, visando dar continuidade e aprofundar a reflexão iniciada sobre as migrações pelo GEPO e, ainda, contribuir para a definição de diretrizes para um agir conjunto das organizações da Pastoral Operária, em torno dos desafios e respostas às migrações no atual contexto Europeu.

 

O seminário decorreu segundo a metodologia da Revisão de Vida: Ver – Julgar – Agir. No tempo dedicado ao Ver, cada delegação participante teve a oportunidade de partilhar e confrontar a sua visão sobre as migrações noutros países europeus e conhecer, através de diversos testemunhos, a realidade de vida concreta de migrantes (emigrantes e imigrantes): situações de exploração e desrespeito nos países de acolhimento e, também, algumas experiências positivas de integração e apoio aos migrantes. Houve ainda a possibilidade de conhecer o modo de atuação dos sindicatos europeus, no que respeita à problemática das migrações, através da experiência da Confederação Europeia dos Sindicatos (CES) , as barreiras existentes a uma intervenção mais eficaz por estas organizações e o seu empenhamento no  combate ao racismo e à xenofobia e na luta por um trabalho digno para os migrantes.

 

As intervenção do Pe. Paul Schobel (Alemanha) e do Pe. Jean- Claude Brau (Bélgica), no âmbito do Julgar, salientaram a atualidade e o contributo relevante do Ensino Social da Igreja e da Bíblia, para sustentar um conjunto de atitudes que o GEPO considera essenciais na abordagem das migrações: i) a centralidade da Pessoa Humana e não do capital; ii) olhar a realidade a partir do ponto de vista do migrante, das suas situações e sofrimentos, da salvaguarda de uma vida decente; iii) a coerência entre a palavra  e a ação; iv) uma crítica radical e teológica das causas do sofrimento dos migrantes; v) ter uma visão partilhada, ampla e a longo prazo das migrações.

 

No momento dedicado ao Agir, foram apresentadas três experiências concretas de apoio e trabalho com as comunidades migrantes em Portugal (CNLI – Comissão Nacional para a Legalização dos Imigrantes), no Reino Unido (St. Antony`s Centre for Church & Industry) e no Luxemburgo (CEFIS – Centre d` Étude et de Formation Interculturelles et Sociales).

 

O Dr. José Luís Gonçalves, com a sua comunicação lançou à assembleia uma série de desafios para a ação no domínio das migrações: i)  ultrapassar a ideia errada de “Nós” e “Eles”, criando com o migrante um vínculo social afetuoso; ii) a criação de “lugares de socialização”,  a partir da vivência de experiências de solidariedade de razões,  onde é salvaguardada a “nossa” dignidade; iii) a atenção ao marketing e opinião publicitada, ou seja, realizar intervenções de causas e adotar uma nova linguagem, para influenciar de um modo construtivo a agenda social, política, cultural e laboral sobre as migrações; iv) o apoio no regularizar da situação dos indocumentados; v) a capacitação cívica da pessoa migrante, respeitando as três dimensões das migrações (étnica, cultural e religiosa), que se combinam no seu dia a dia concreto.

 

A reflexão desenvolvida durante o Seminário, possibilitou aos membros do GEPO comprometerem-se num agir concertado, com o objetivo de contribuirem para que o “migrante” seja acolhido e respeitado como Pessoa Humana e um “irmão” e, consequentemente,  possa ter uma vida digna. Mais concretamente, as organizações nacionais da Pastoral Operária reconheceram como aspetos essenciais para a sua ação futura: i) a reflexão sobre o significado de “integração”, a partir do que a Bíblia e o Ensino Social da Igreja nos indicam; ii) informar através das suas publicações (o sofrimento e os direitos e deveres dos migrantes, boas práticas de acolhimento e apoio, os benefícios dos migrantes no país de acolhimento, motivar os membros da opinião pública a agir); iii) Manter as ligações com a Igreja para tornar presentes as aspirações dos migrantes e, também, a ligação com os sindicatos; iv) a fidelidade entre a palavra e a prática.

 

Importa referir que a nível Europeu o GEPO irá, ainda, tentar encetar algumas iniciativas tais como, uma maior colaboração com o MTCE (Movimento Europeu de Trabalhadores Cristãos) para partilha e comunicação ao exterior do que ambas as organizações defendem sobre as migrações. Outras ações a realizar pelo GEPO compreendem: i) a realização de um encontro com a Assembleia dos Bispos Europeus (COMECE), para apresentação dos resultados deste seminário; ii) a criação e/ou o reforço do trabalho a nível nacional de instâncias dirigidas à pastoral das migrações, para que possa existir uma abordagem mais ampla pelas Igrejas nacionais em relação à realidade dos migrantes; iii) manter a ligação com as estruturas sindicais e contribuir para que estes possam prestar um melhor acolhimento e apoio  às comunidades migrantes; iv) a criação de uma plataforma no site do GEPO com informação relevante sobre as migrações, acessível a uma rede de potenciais interessados.

 

No encerramento deste Seminário do GEPO esteve presente D. Jorge Ortiga, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, que presidiu à Celebração Eucarística.

O Executivo da Pastoral Operária

Braga, 12/04/2011

Trabalho: Representantes europeus da Pastoral Operária reunidos em Portugal

Barcelos, Braga, 08 abr 2011 (Ecclesia) – Cerca de 40 representantes de organismos de pastoral operária de diversos países da União Europeia estão reunidos até sábado, em Barcelos, para “encontrar pontos de atuação comuns”

Em declarações ao «Diário do Minho», Américo Monteiro, da Liga Operária Católica (LOC), entidade anfitriã das congéneres europeias, destacou a necessidade de “atuar de forma conexa junto das mais altas entidades da União Europeia” no contexto do mundo do trabalho.

Reunidos nas instalações do Seminário do Espírito Santo, na Silva, os delegados do Luxemburgo, Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Suíça, Malta, Espanha e Portugal, prosseguem um trabalho iniciado, há dois anos, na Alemanha, cujo polo central é a preocupação pelas migrações.

“Várias delegações trouxeram consigo alguns imigrantes que estão a trabalhar nos seus países e que, de alguma forma, tiveram o apoio direto da Pastoral Operária para assegurarem a sua plena integração laboral e social”, apontou Américo Monteiro.

O arcebispo de Braga e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, encerra os trabalhos, presidindo a uma missa, no sábado, a partir das 18h00.

DM/OC

Braga: Pastoral Operária evoca Dia do Trabalhador

A Pastoral Operária da Arquidiocese de Braga promove a comemoração do Dia do Trabalhador com um colóquio/debate aberto a todos os interessados, hoje, a partir das 21h15, no auditório do Centro de Estudos Camilianos, junto à Casa de Camilo Castelo Branco, em São Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão. Paula Veiga, da Universidade do Minho, é a principal oradora desta iniciativa que tem por tema “Em busca de sinais de esperança no mundo do trabalho”. Os trabalhadores cristãos buscam encontrar desafios a colocar aos políticos eleitos nas próximas eleições europeias na perspectiva de construir uma Europa social para todos.

Pastoral operária de Braga discute mundo do trabalho

A Comissão Diocesana de Pastoral Operária da Arquidiocese de Braga, promove no dia 30 de Abril de 2009, pelas 21h15, um Colóquio/Debate que decorrerá no Auditório do Centro de Estudos Camilianos, situado junto da Casa de Camilo Castelo Branco, em S. Miguel de Ceide, V. N. Famalicão e terá como tema “Em busca de sinais de esperança no mundo do trabalho”, uma Europa social para todos. Será oradora Paula Veiga, economista e professora na Universidade do Minho, procurando “perceber melhor o porquê da actual situação no mundo do trabalho e na economia mundial, se a actual crise pode proporcionar alguma aprendizagem para o futuro e de que sinais de esperança podemos alimentar hoje o nosso ânimo de Cristãos perante o futuro”, refere comunicado enviado à Agência ECCLESIA. Numa altura em que o Mundo do Trabalho vive sérias dificuldades, em especial aqueles que perdem o emprego e não conseguem encontrar outro ou até o primeiro para os seus filhos, o espírito de solidariedade e de partilha deve ser presença e valor maior entre todos e com os mais afectados em particular, defendem os organizadores do evento. A Pastoral Operária Diocesana, congrega os organismos que fazem trabalho de Igreja em Mundo Operário, nomeadamente, Juventude Operária Católica (JOC), Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC), Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças (MAAC), Padres e Religiosas Em Mundo Operário (PEMO e REMO).

Esperança no mundo do trabalho

A Comissão de Pastoral Operária de Braga promove a comemoração do Dia do Trabalhador, (1 de Maio) através de um Colóquio/Debate que terá como tema: «Em busca de sinais de esperança no mundo do trabalho» Esta iniciativa terá como oradora Paula Veiga, economista e professora na Universidade do Minho, “a quem pedimos que nos ajude a perceber melhor o porquê da actual situação no mundo do trabalho e na economia mundial, se a actual crise pode proporcionar alguma aprendizagem para o futuro e de que sinais de esperança podemos alimentar hoje o nosso animo de Cristãos perante o futuro?” – sublinha um comunicado enviado à Agência ECCLESIA. Perante esta realidade e no contexto social actual, com umas eleições à porta para o parlamento europeu, que desafios deveriam os trabalhadores colocar aos eventuais eleitos na perspectiva de construir uma Europa social verdadeiramente para todos. Numa altura em que o Mundo do Trabalho vive “sérias dificuldades, em especial aqueles que perdem o emprego e não conseguem encontrar outro ou até o primeiro para os seus filhos, o espírito de solidariedade e de partilha deve ser presença e valor maior entre todos e com os mais afectados em particular” – realça A Pastoral Operária Diocesana, congrega os organismos que fazem trabalho de Igreja em Mundo Operário, nomeadamente, Juventude Operária Católica (JOC), Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC), Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças (MAAC), Padres e Religiosas Em Mundo Operário (PEMO e REMO).

Comunicado final da 65ª Assembleia diocesana da LOC

No dia 26 de Outubro realizou-se a 65ª Assembleia da Liga Operária Católica / Movimento de Trabalhadores Cristãos, da Diocese do Porto, na Casa Diocesana de Vilar, sob o tema “Valorizar o Trabalho – Dignificar a Pessoa”. Estiveram presentes cerca de 100 militantes e simpatizantes do Movimento da Diocese. Igualmente marcou presença a Coordenadora Nacional, Fátima Almeida. Esteve também connosco o Bispo Diocesano, senhor D. Manuel Clemente. Estiveram ainda presentes como convidados responsáveis da ACI, MAC, Base-FUT, VP e alguns sacerdotes assistentes e amigos do Movimento. Foi aprovada por unanimidade a Acta da anterior Assembleia. Foi igualmente apreciado e aprovado com duas abstenções o Relatório de Actividades e Acções realizadas no âmbito do Movimento. Foi aprovado com duas abstenções o Relatório e Contas do ano findo, bem como o Orçamento para o ano 2008/2009 aprovado por maioria com dois votos contra. Foi desenvolvido o tema de Formação e Debate “Revisão de Vida Operária e a Acção do Movimento” orientado pelo Pe. Horácio Noronha. Começou por afirmar que a Revisão de Vida (RV) é fundamental para a LOC: sem ela a LOC deixa de ser aquilo que é. Do mesmo modo não se pode falar em RV sem falar em equipas de militantes que a fazem. Foi salientado que é importante investir no rejuvenescimento das nossas equipas através do recrutamento. Mas só chamamos o outro através da nossa alegria, convicção e esperança, tendo a audácia de propor o Movimento aos outros. Devemos ser, antes de mais, pessoas de esperança. O facto de vivermos, em alguns casos, em ambientes adversos não nos deve desanimar. Temos de ter consciência de que o Movimento é nosso e depende da nossa motivação, do nosso querer. Não é fácil sermos minoria, mas devemos lembrar que só as minorias são revolucionárias. A esperança cristã, que nos anima, é a arte de tornar possível aquilo que aos outros parece impossível. Para o agir nosso, para além do nosso ver que deve ser concreto e objectivo e da escuta interpeladora da Palavra de Deus, devemos rever as nossas atitudes e estilos de vida. Devemos procurar agir colectivamente, tendo em conta que para concretização da nossa acção nos devemos fazer as perguntas: o que fazer, porquê, com quem, onde, quando e com que meios. Só respondendo a estas questões é que o nosso agir será frutuoso. Na continuação da Assembleia, os militantes discutiram e aprovaram um Plano de Acção, a concretizar até à próxima Assembleia, tendo como prioridades para o ano 2008/2009 o Trabalho e a Segurança Social, e que contempla os seguintes campos de acção prioritários: Na Sociedade Trabalho (desemprego, precariedade, flexisegurança), e reflectir as suas implicações na Família (exclusão social, pobreza, endividamento, toxicodependência, abandono escolar, divórcio, etc.) Segurança Social (debater e aprofundar a temática da Segurança Social e o seu papel na distribuição da riqueza e na implementação de justiça social), valorizando os sistemas actuais de protecção e Segurança Social, como pilares fundamentais na Europa Social e no desenvolvimento económico; e promover debates sobre a urgência de uma melhor redistribuição do trabalho para que todos possam usufruir desse bem tão fundamental para a independência económica e realização pessoal e social; Sistema de Saúde e Medicina Higiene e Segurança no Trabalho (penalização da pessoas pelo encerramento de centros de saúde e unidades de urgência, pelo aumento das taxas moderadoras, pela falta de médicos de família e longas listas de espera para cirurgias, pela não aplicação da legislação sobre M.H.S.T. nas empresas, etc.). No Interior do Movimento Formação dos Militantes Realização de acções de formação de animadores de grupos na Fé; e de líderes para o movimento, que nos interpelem como militantes cristãos e cidadãos e que nos motivem e aumentem o nosso empenhamento para o AGIR na sociedade, de modo que esta sinta a LOC/ MTC a “mexer”. Dinâmica das Equipas e RVO Revitalizar e dinamizar as Revisões de Vida nos grupos de base; sensibilizar e incentivar os militantes a viverem a sua missão de cristãos comprometidos; valorizar a acção militante; fortalecer a relação humana entre os elementos da equipas; reforçar a solidariedade com os mais pobres e desfavorecidos; desenvolver o exercício de cidadania nas estruturas sindicais, associações, comissões de utentes, autarquias, conselhos pastorais e outros; analisar e avaliar o AGIR; ler com atenção o BM e VT. Expansão e rejuvenescimento do Movimento Divulgar as actividades nos meios de comunicação social; abrir as nossas actividades aos amigos e à comunidade local; ter espírito criativo nas nossas actividades; sensibilizar os militantes para o papel da Pastoral Operária. Foi igualmente aprovado um calendário de actividades que contempla vários encontros de formação para militantes e outros trabalhadores abrangidos pelas acções a realizar pelo Movimento. No final da Assembleia, D. Manuel Clemente convidou-nos e impeliu-nos a sermos voz do Mundo do Trabalho, das suas alegrias e esperanças, tristezas e angústias, publicando as nossas RV na Voz Portucalense, pois, como disse, só quem vive no meio dele pode falar. Fomos também compelidos a sermos missionários nos meios em que vivemos e a propormos acções a realizar em 2010 no sentido fazer chegar o Evangelho ao meio e ao mundo em que vivemos. Temos de nos abrir a este tempo favorável, que nos é dado viver hoje, incentivou-nos a Fátima Almeida, nossa coordenadora Nacional. Os restantes convidados presentes saudaram e dirigiram palavras à Assembleia. A Assembleia terminou com a celebração da Eucaristia, presidida pelo Assistente Diocesano, senhor Padre José Manuel Macedo e concelebrada pelos senhores Padres Serafim e Domingos Castro. Porto, 26 de Outubro de 2008.

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