Santuário de Lourdes reaberto após amaça de bomba

O Santuário de Lourdes, em França, rto encontra-se reabdepois de ter sido evacuado este Domingo por causa de uma falsa ameaça de bomba, numa altura em que 30 mil peregrinos estavam no recinto.

A ameaça foi feita através de um telefonema anónimo às 15h00, hora francesa (menos uma hora em Lisboa), que alertava para a existência de quatro bombas no Santuário.

As autoridades evacuaram os peregrinos sem problemas, passaram o recinto a pente fino e, sem encontrar qualquer bomba, autorizaram o regresso dos peregrinos.

Este incidente aconteceu num dia em que se celebra a solenidade da Assunção de Nossa Senhora no calendário litúrgico católico, um dia em que regista particular afluência aos santuários marianos.

Redacção/RR

Um Almirante comovido no Santuário de Lourdes

A Peregrinação Militar Internacional ao Santuário de Lourdes (França) é um momento marcante para a vida de qualquer militar. O Almirante Fernando Pires da Cunha, representante do Ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, a este evento confessou à Agência ECCLESIA que se comoveu durante alguns actos. “Gostei muito. Tocou-me. Várias vezes senti-me comovido durante as cerimónias”.

De 20 a 25 de Maio, militares de vários pontos do globo peregrinaram até ao santuário mariano de Lourdes, cidade situada na base dos Pirenéus que aparece como um traço de união entre a Planície e a montanha. A 11 de Fevereiro de 1858, Nossa Senhora aparece pela primeira vez à jovem Bernadette, na gruta de Massabielle, junto às margens do Rio Gave.

Aos cerca de 600 peregrinos portugueses, o Almirante Pires da Cunha pediu: “espero que voltemos num futuro muito próximo ao santuário de Lourdes”. À Agência ECCLESIA confidenciou que voltará “de certeza absoluta”.

Subordinada ao tema «O sinal da cruz», a Peregrinação Militar Internacional (PMI) foi “um desafio” para o representante do Ministro da Defesa. Tudo começou quando o Almirante Fragoso lhe falou desta caminhada. No entanto, recorda que o pai fez uma PMI há 30 anos.  

Não tinha dados numéricos dos outros anos, mas “ouvi dizer que, este ano, a delegação portuguesa era menor”. Ao avaliar a prestação dos militares portugueses presentes, o Almirante Pires da Cunha reconhece que a delegação “soube honrar a bandeira e participar numa forma activa em todos os actos litúrgicos e nas outras actividades que rodeiam todo este evento internacional”. E adianta: “Fiquei muito agradado pela forma e pela postura com que todos se comportaram e como representaram Portugal nesta peregrinação”.

A cerimónia de abertura na Basílica de Pio X deixou marcas positivas no representante do Ministro da Defesa na peregrinação, mas recorda também a imagem “da senhora descalça que fez a Via-Sacra”. E adianta: “Quer dizer que aquela senhora estava a viver intensamente aquele momento”.

As delegações presentes na PMI levaram as “melhores fardas”. As cerimónias tinham colorido porque os militares “têm orgulho nas suas fardas” e “mostraram um pouco das suas tradições” – disse o Almirante Pires da Cunha. Quando há “vaidade e orgulho na farda”, o representante do Ministro da Defesa sublinha que é “sinal que se gosta da profissão”.

A dimensão espiritual é “algo de importante nas unidades militares”. Em relação ao mundo da Marinha, o almirante Pires da Cunha salienta que os marinheiros são “supersticiosos”. E avança: “Quando temos que vencer o mar e as intempéries deste há sempre Nossa Senhora”. Com muitas horas de mar, o Almirante confessa que as súplicas dão-lhe “conforto interior”. Nossa Senhora do Mar, padroeira dos marinheiros, ajuda nas “decisões difíceis” – frisou. E acrescenta: “Interiormente, fiz a minhas orações para tomar as decisões”.

Apesar dos muitos afazeres, durante as viagens marítimas, existem “sempre momentos silenciosos”. Nesta ausência de ruídos e luzes citadinas, os marinheiros “podem meditar, pensar em si e nas suas famílias”.  E conclui: “São momentos de recolhimento”.

Luis Filipe Santos, na Peregrinação Militar Internacional ao Santuário de Lourdes.

Diferenças entre o Santuário de Fátima e o Santuário de Lourdes

Natural das terras de Ourém, local onde se deu as aparições de Fátima, o capelão militar Rui Lopes disse à Agência ECCLESIA que há “grandes diferenças” entre os santuários de Lourdes e de Fátima.

Como estudou em França, aprendeu dos padres “as devoções francesas, entre as quais está Santa Bernadette”. E acrescenta: “fiquei sempre encantado com a forma e transparência de ela viver o Evangelho”.

No entanto, como nasceu na diocese onde se deram as aparições de Fátima – “a minha família esteve ligada ao percurso das aparições de Fátima visto que, um dos meus tios era, na altura, vigário da vara e foi ele abriu o processo dos pastorinhos” – o Pe. Rui Lopes esclarece que a mensagem de Lourdes está “muito ligada à resposta ao agnosticismo que grassava no século XIX” e “Fátima está muito ligada à mensagem da paz”.

O verde domina a paisagem de Lourdes, enquanto a aridez é bem visível na zona de Fátima. “Tanto o verde como a aridez são espirituais”. E adianta: “as paisagens verdejantes e a água do rio Gave dão um conforto interior e uma alegria no olhar que, possivelmente, Fátima não dá”.

De 20 a 25 de Maio realiza-se a Peregrinação Militar Internacional ao Santuário de Lourdes que tem como tema «Sinal da Cruz». A delegação portuguesa é constituída por cerca de 600 peregrinos.

Luis Filipe Santos, na Peregrinação Militar Internacional ao Santuário de Lourdes

A beleza da espiritualidade no Santuário de Lourdes

A Peregrinação Militar ao Santuário de Lourdes (França) tem constituído, ao longo destes anos, “um ponto alto da acção pastoral das nossas capelanias” – sublinha D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas e de Segurança, na mensagem para a 52ª Peregrinação Militar Internacional a Lourdes, de 20 a 25 de Maio deste ano.

A delegação portuguesa é representada por cerca de 600 peregrinos nesta caminhada ao santuário francês. «O Sinal da Cruz» é o tema que move os militares vindos, na sua maioria da Europa.

D. Januário Torgal Ferreira realça na sua mensagem que este encontro provoca “a beleza da espiritualidade, convívio e diversas formas de reencontrar Jesus Cristo e a Sua Igreja”. E acrescenta: “É dimensão fundamental de um cristão transformar o mundo e as suas condições injustas no sonho de um Deus que construiu a Terra para toda e qualquer pessoa”. “Esta justiça é a condição primeira da Paz. É a cruz do nosso combate” – escreve o prelado.

Lourdes é uma cidade situada na base dos Pirenéus e aparece como um traço de união entre a Planície e a montanha. A 11 de Fevereiro de 1858, Nossa Senhora aparece pela primeira vez à jovem Bernadette, na gruta de Massabielle, junto às margens do Rio Gave.

Santuário de Lourdes regista recorde de visitas

O Santuário mariano de Lourdes, em França, registou em 2008 um recorde de afluência. No total, nove milhões de peregrinos visitaram a localidade por ocasião dos 150 anos das aparições de Nossa Senhora a Bernadete Soubirous, na Gruta de Massabielle. Segundo o balanço publicado pelas autoridades dos Santuários, quase metade dos peregrinos era proveniente da França, um terço da Itália e 8,2% da Espanha. O pico foi registado no mês de Setembro, por ocasião da visita de Bento XVI. Uma confirmação da grande afluência em 2008 vem da quantidade de tochas usadas durante as procissões realizadas durante o ano jubilar: 262 350. Outra curiosidade é o número de velas consumidas: três milhões, num total de 838 toneladas de parafina.

Anglicanos peregrinam ao Santuário de Lourdes

D. Jacques Perrier, bispo de Lourdes, convidou o arcebispo de Cantuária, Dr. Rowan Williams, líder da comunhão anglicana, para uma peregrinação ao santuário mariano, no contexto dos 150 anos das aparições de Nossa Senhora de Lourdes O anúncio foi feito pela assessoria de imprensa do arcebispo, que adianta que o Dr. Williams vai fazer uma oração na cerimónia presidida pelo cardeal alemão Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a promoção da unidade dos cristãos. A peregrinação de bispos, sacerdotes e leigos da Igreja anglicana da Inglaterra é organizada pela «Sociedade de Maria» e pelo Santuário anglicano de Nossa Senhora de Walsingham. Em 2005, o diálogo entre católicos e anglicanos sobre Maria levou à elaboração de um importante documento conjunto intitulado “Maria: graça e esperança em Cristo”.

Peregrinos algarvios partiram com o Bispo diocesano para Lourdes

Partiram na madrugada de Segunda-feira os 44 peregrinos algarvios acompanhados pelo Bispo do Algarve que preside à Peregrinação Diocesana a Lourdes que se realiza até ao próximo dia 20 deste mês àquele santuário mariano em França no âmbito da comemoração dos 150 anos das aparições de Nossa Senhora a Bernardette Soubirous. Os primeiros peregrinos entraram em Faro no autocarro que os irá levar até ao Sudoeste da França, seguindo-se depois uma outra paragem em Portimão, por volta das 6.20 horas e uma última em Vale Paraíso, por volta das 7.20 horas, para apanhar os restantes participantes desta iniciativa promovida pelo jornal diocesano FOLHA DO DOMINGO, oriundos, da Luz de Lagos, Lagos, Portimão, Estombar e Albufeira, para além de Faro, Loulé e Salir. Integram ainda o grupo algarvio os diáconos Luís Galante e Joaquim Mendes Marques. D. Manuel Quintas, na hora da partida, explicou o objectivo da iniciativa. O Bispo diocesano salientou, para além do crescimento mútuo, proporcionado pelo convívio e conhecimento de todos os elementos, que espera que a iniciativa “constitua um motivo de realização do Programa Diocesano”. “Que esta caminhada interior que juntos iremos fazer, tendo presente Nossa Senhora de Lourdes e a mensagem que nos deixou, possa ajudar-nos a ter presente também o Programa Diocesano”, desejou, na esperança de que a oração que vão fazer ao longo destes dias, no autocarro, nos locais por onde passarem e nas visitas que irão fazer, particularmente no Santuário de Lourdes, os ajude a assumir e a assimilar mais esse apelo de Maria que constitui o lema do Programa Diocesano: “Fazei o que Ele vos disser”. Por último, o Bispo do Algarve mostrou-se esperançoso de que esta peregrinação, por se realizar no contexto da visita do Papa Bento XVI àquele Santuário que hoje terminou, possa ajudar os seus participantes a “crescer mais também na comunhão com toda a Igreja”. Esta é a segunda vez que aquele santuário mariano vai ser visitado por D. Manuel Quintas acompanhado por um conjunto de cristãos algarvios. Recorde-se que o Bispo diocesano passou o ano passado por Lourdes, no final do mês de Julho, acompanhado por um grupo de peregrinos algarvios, no âmbito da Peregrinação Diocesana a Taizé. A peregrinação em autocarro, levada a cabo pela GEOTUR – a mesma agência turística que realizou a Peregrinação Diocesana à Terra Santa em Julho de 2006 –, cumpre hoje o primeiro dia de viagem com destino a Salamanca, passando antes por Cáceres, num total de 680 quilómetros. Amanhã, o segundo de viagem, os participantes partem para a cidade de Burgos, chegando ao final do dia a Lourdes, totalizando 660 quilómetros. O dia seguinte, quarta-feira, é de permanência em Lourdes para visita ao santuário, incluindo a Gruta da Aparição e a basílica, entre outros aspectos de interesse, que terá como ponto mais alto, a celebração da Eucaristia presidida pelo Bispo do Algarve. No dia 18 de Setembro, os peregrinos algarvios saíram para Zaragoza após o pequeno-almoço, onde visitarão o Santuário da Virgem do Pilar, um dos mais famosos da vizinha Espanha. De tarde dirigir-se-ão para Madrid onde irão pernoitar, passando antes por Escorial, perfazendo a jornada um total de 560 quilómetros. O dia 19 de Setembro, com apenas 75 quilómetros de viagem, será de visita a Madrid e Toledo, onde ficarão alojados os peregrinos. O último dia, de regresso ao Algarve, contempla ainda a passagem por Mérida, sendo realizado o maior percurso com um total de 720 quilómetros.

Bento XVI de regresso a Castel Gandolfo

Bento XVI regressou esta Segunda-feira à residência pontifícia de Castel Gandolfo, no arredores de Roma, após a sua viagem a França, a décima do seu pontificado. O avião da Air France, proveniente de Tarbes-Lourdes, pousou no aeroporto romano de Ciampino pelas 15 horas locais, pouco antes do horário previsto. O Papa recebeu as boas-vindas das autoridades civis e religiosas de Roma. No voo de regresso a Roma, Bento XVI enviou, como de costume, um telegrama aos líderes de França e da Itália. A Nicolas Sarkozy, o Papa renovou votos de gratidão pelo “acolhimento caloroso” e assegura que guardará destes dias a imagem da “generosidade” do povo francês. No telegrama enviado ao presidente da Itália, Giorgio Napolitano, Bento XVI fala de “uma solene peregrinação ao santuário de Lourdes, encontrando também doentes de vários países, entre os quais uma significativa parcela do povo italiano”, “Exprimo ao senhor presidente a minha cordial saudação e, enquanto lembro com vivo reconhecimento essa significativa experiência espiritual, penso com gratidão naqueles que , também na Itália, com seu profissionalismo e dedicação, prestam um serviço precioso aos doentes”, disse o Papa. O primeiro compromisso público de Bento XVI após esta viagem é já amanhã, Quarta-feira, na habitual audiência geral semanal, no Vaticano.

Página 1 de 512345