45 anos de «pastoral portuguesa»

Aproxima-se a Semana Nacional de Migrações. Em Agosto a Igreja volta-se para os seus imigrantes e durante uma semana reflecte sobre “Família: Santuário de Vida, Amor e Identidade”. A Obra Católica Portuguesa de Migrações celebra 45 anos. Recentemente a OCPM deu conta dos números que envolve este trabalho com a “pastoral portuguesa”. 123 sacerdotes (37 na Europa, 4 em África, 77 na América, 5 na Ásia e Oceânia), 30 religiosas (22 na Europa e 8 em África) e 22 diáconos permanentes (7 na Europa, 15 na América) espalhados pelo mundo trabalham junto das comunidades, ajudados por 30 assistentes pastorais formados em teologia (dos quais 19 na Europa). Além destes operadores portugueses ou lusodescendentes cresce o número de sacerdotes de outras nacionalidades que acompanham as Comunidades no espírito de universalidade e cooperação missionária que caracteriza a acção da Igreja. Actualmente a Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, após o levantamento nacional de 2006, tem conhecimento da existência de várias capelanias/centros ao serviço da fé dos imigrantes cristãos em Portugal: 12 sacerdotes (para 9 capelanias católicas linguísticas de rito latino); 7 sacerdotes, dos quais 3 casados (para 5 capelanias católicas linguísticas de rito oriental); e 10 sacerdotes, dos quais 2 celibatários (para 8 capelanias linguísticas ortodoxas). Também a nível das comunidades evangélicas surgiram ultimamente, sobretudo nas grandes cidades, estruturas de maior acompanhamento da fé. Em tempo de aniversário, a OCPM, num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, dá conta de alguns testemunhos sobre a acção da OCPM, disponíveis no link em baixo. Notícias relacionadas Presentes da História – alguns testemunhos

Migrantes em Fátima

Cardeal de Boston, D. Sean O’Malley, preside à 35º Peregrinação do Migrante e Refugiado ao Santuário de Fátima, em Agosto. (mais…)

Em Dia de Portugal bispo visita Comunidades de Newark

Os portugueses de Newark, na sua maioria oriundos das Regiões Autónomas da Madeira e Açores, vão ter este ano consigo a celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, D. Antonio Vitalino, bispo de Beja e presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana. Esta visita às Comunidades Portuguesas transatlânticas, por parte de um bispo da igreja de partida, pretende ser gesto de cooperação eclesial com a Igreja de acolhimento que, desde há décadas, tem criado estruturas paroquiais e capacitado operadores pastorais para a participação eclesial dos portugueses e lusodescendentes, salvaguardando língua e tradições religiosas, muitas de cariz popular. Esta breve visita aos Estados Unidos a convite dos emigrantes e por eles patrocinada, pretende ser ainda, num dia tão significativo, como é o Dia das Comunidades, um sinal de comunhão, de gratidão e proximidade da Igreja em Portugal com as suas comunidades da diáspora. D. Antonio Vitalino, como vem sendo costume desde há alguns anos, redigiu por ocasião do Dia 10 de Junho, e em nome da Comissão Episcopal uma mensagem para os emigrantes, lusodescendentes e seus missionários. Esta visita à diáspora – a quinta do bispo das migrações este ano – integra-se na atenção pastoral privilegiada que a Igreja, desta vez, se pretende dar, sem ignorar as comunidades imigrantes em Portugal, às Comunidades Portuguesas emigradas além Atlântico, numa altura em que crescem de forma significativa e silenciosa os fluxos de saída temporários e permanentes de trabalhadores e suas famílias. Nas ultimas duas Semanas Nacionais, promovidas anualmente pela Igreja – durante o mês de Agosto, procurou-se sensibilizar as comunidades cristãs e o obviamente também o País para o acolhimento e para a estima do cidadão estrangeiro a viver ao nosso lado, assim como estreitar os laços entre a Igreja em Portugal e a Igreja no Brasil (2005) e na Ucrânia (2006), por serem as duas comunidades imigradas mais numerosas no País. E porque a mobilidade que atravessa Portugal apresenta também a outra face – a da emigração, a Comissão Episcopal da Mobilidade Humana decidiu que a 35° Semana Nacional de Migrações, a ser promovida em todas as dioceses de 12 a 19 de Agosto de 2007, volte a ser dedicada inteiramente às Comunidades Portuguesas, realidade tão vital mas ainda bastante ausente da memória colectiva. Na verdade, ao inicio deste novo milénio, ao contrario do que, em geral, se pensa têm sido mais numerosos os portugueses que saem do País do que o numero de imigrantes que entram, mesmo se de forma irregular. Convém sempre recordar que, por cada imigrante a viver no País há mais de dez portugueses a residir no estrangeiro. Neste sentido, foi convidado este ano para presidir à Semana Nacional de Migrações, sob o tema “Família: santuário de vida, amor e identidade”, que terá o seu momento alto nos dias 12 e 13 de Agosto, com a Peregrinação Internacional do Migrante e Refugiado a Fátima, Sua Eminência o Cardeal D. Sean O’Malley, Arcebispo de Boston, nos Estados Unidos da América: uma das regiões do mundo de maior concentração de Comunidades Portuguesas transatlanticas. Pe. Rui Pedro

Igreja atenta aos desafios das migrações

A Igreja Católica em Portugal celebra, de 6 a 13 de Agosto de 2006, a 34ª Semana Nacional das Migrações, promovida pela Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, com o apoio da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM) e Capelania Nacional dos Ucranianos de Rito Oriental. Subordinada ao tema “Migrações: Sinal de Tempos Novos”, a iniciativa pretende manifestar a atenção da Igreja em relação aos fluxos migratórios que têm ganho cada vez mais força no nosso país, ao longo dos últimos anos. Os emigrantes portugueses espalhados pelo mundo e os cerca de 70 mil ucranianos que vivem em Portugal são as comunidades em maior destaque, nesta 34ª semana. Nesse sentido, a iniciativa conta com a presença do Bispo D. Dionísio Lachovicz, responsável pelo Departamento da Pastoral dos Ucranianos no Exterior. Além de presidir à cerimónia religiosa em Fátima programada para os dia s 12 e 13, D. Lachovicz terá ao longo da semana encontros com autoridades políticas, civis e associativas com vista a inteirar-se pessoalmente do processo de integração e das dificuldades das comunidades ucranianas. A Semana Nacional das Migrações conta ainda com a presença dos bispos D. Joseph Voss, presidente da Comissão Episcopal das Migrações da Alemanha, e D. António Vitalino, presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana. O director da OCPM, Pe. Rui Pedro, explica ao programa ECCLESIA que a semana começou por dar grande atenção aos nossos emigrantes, “no sentido de que houvesse gestos de acolhimento, para lembrar a sua grande obra de evangelização em países que estão a ficar descristianizados”. “Há poucos anos começámos a cruza emigração e imigração. No ano passado dedicámos uma atenção especial aos brasileiros e este anos optámos por olhar para os ucranianos”, acrescenta. A intenção é , por isso, “que os portugueses acolham bem os imigrantes e os conheçam mais”, para além de promover momentos em que “os emigrantes falem da sua experiência”. Relativamente à atenção aos ucranianos, a segunda maior comunidade imigrante do nosso país, o Pe. Rui Pedro lembra que esta presença “mudou o paradigma da imigração” a partir do ano 2000. Portugal é, neste momento, um lugar de passagem para muita gente. André Koval, médico ucraniano, decidiu deixar o seu país e veio para Portugal “para conseguir sobreviver”. Após ter chegado, em 2000, passou pela construção civil, a hotelaria e, neste momento, num parque de estacionamento. “Percebi que Portugal é um bom país para viver, gostei do povo, gostei do clima, mesmo depois de ter regressado à Ucrânia quis voltar para aqui, o que aconteceu em 2004”, relata. Hoje, já tem a companhia da sua mulher, mas os filhos continuam no país de origem. André conseguiu a equivalência profissional e espera, proximamente, começar a exercer medicina, no nosso país. Um processo que classifica como “complicado” por causa das dificuldades financeiras, até porque tratou de tudo sozinho. A constituição de capelanias para as comunidades imigrantes foi uma preocupação da OCPM para que os católicos “pudessem encontrar espaços em Portugal” e para que a imigração “não interrompesse o caminho da fé”. Eventos integrados na Semana Nacional Dia 5 : Peregrinação Anual dos Africanos a Fátima. Dias 6 a 13 : Semana Nacional de Migrações nas paróquias. Dia 11 – Audiências do Bispo da Ucrânia ao ACIME e SEF. Dia 12 – Encontro bilateral entre as Comissões Episcopais de Portugal e Ucrânia. Dias 12 a 13 : Peregrinação Internacional do Migrante e Refugiado em Fátima – Co-presidida por D. Dionizio Lachovicz e D. António Vitalino. Dia 13 : Vigília Nocturna de Oração animada pelas Comunidades Católicas de Emigrante e Imigrantes, em Fátima. Dia 13 : Tarde de Evangelização/Grande Encontro de Ucranianos em Fátima (Centro Paulo VI). Dia 13 – Jornada de Solidariedade com os Serviços Pastorais para a Mobilidade Humana. Dia 14 – Audiências do Bispo da Ucrânia à Embaixada e Patriarcado de Lisboa. Dia 15 : Encontro dos Ucranianos da Área Metropolitana de Lisboa. Dossier AE • Migrações

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