Para ouvir esta semana…

Domingo, dia 24 de janeiro – Deus, as religiões e as Igrejas. As novas configurações do crer e do diálogo inter-religioso na perspetiva de Alfredo Teixeira

Segunda a sexta-feira, 25 a 29 de janeiro – No fim do Ano da Vida Consagrada olhamos as congregações em festa: Salesianos, Dominicanos, Vitorianas, Carmelitas e Dominicanas.

Açores: Bispo de Angra mobiliza diocese a viver e testemunhar Ano da Vida Consagrada

Angra do Heroísmo, Açores, 03 dez 2014 (Ecclesia) – O bispo de Angra explicou este domingo, início do Ano da Vida Consagrada, que esta consagração “diz respeito a toda a Igreja” por isso pediu que seja vivido por todos e alertou para a sua importância na sociedade.

“É necessário ir às raízes da vida consagrada e procurar viver hoje o carisma das origens. Estamos perante uma mudança estrutural da sociedade, a vida consagrada, na fidelidade ao carisma das origens, tem de encontrar maneira de o ‘encarnar’ e fazer frutificar na sociedade de hoje”, começou por alertar D. António de Sousa Braga.

O prelado explicou que o Ano da Vida Consagrada, convocado pelo Papa Francisco até 2 de fevereiro de 2016, tem três “objetivos fundamentais”: “Fazer memória agradecida do passado; abraçar o futuro com esperança” e “viver o presente com paixão”.

Este ano tem como lema “Vida Consagrada na Igreja Hoje: Evangelho, Profecia e Esperança”, e foi convocado no contexto dos 50 anos do Concílio Vaticano II e, em particular, da publicação do decreto conciliar “Perfectae Caritatis”, sobre a renovação da vida consagrada.

Durante a homilia, foram destacadas passagens da Carta Apostólica a Todos os Consagrados onde o Papa Francisco explicou os objetivos deste ano e pediu a estes homens e mulheres que sejam um modelo de fraternidade para o mundo atual.

Aos presentes na Sé de Angra, o bispo assinalou que apesar dos “problemas do envelhecimento e da falta de vocações” o Papa deixa uma palavra de “esperança no futuro”, onde o mais importante não são os números.

D. António de Sousa Braga assinalou que as “Orientações Diocesanas de Pastoral”, para 2014/15, sugeriam que na preparação para o Crisma fossem promovidos encontros com membros ou comunidades de vida consagrada e assinalou “bons” exemplos.

“Em São Miguel, há paróquias que costumam levar os grupos de crismandos a visitar as Irmãs Clarissas das Calhetas. Na Ouvidoria (arciprestado) de Ponta Delgada estão previstos encontros dos sacerdotes com os membros das comunidades religiosas e a presença de religiosas nos grupos de catequese e dos crismandos”, exemplificou.

Na Ilha Terceira, acrescentou, a Delegação da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) criou uma equipa de consagrados para “falar nas comunidades paroquiais, nos encontros de catequese, nos grupos de jovens e de casais, nas aulas EMRC”.

O sítio na internet Igreja Açores contabilizou na Diocese de Angra 15 congregações: Três masculinas e 12 femininas.

A presença masculina cabe aos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos); Ordem dos Frades Menores Franciscanos e Irmãos de São João de Deus. Por sua, a presença feminina divide-se pelas Clarissas; Congregação do Bom Pastor; Franciscanas Hospitaleiras; Irmãs da Divina Providência e Sagrada Família; as irmãs Doroteias; Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus; Irmãs Reparadoras Missionárias da Santa Face; Irmãs de São José de Cluny; Irmãs Servas da Sagrada Família; Irmãs Vitorianas; as Missionárias Reparadoras e religiosas de Maria Imaculada.

Na homilia, D. António de Sousa Braga pediu que estejam atentos às várias iniciativas previstas quer a nível da Igreja Universal, da Igreja em Portugal e da diocese, sem esquecer “a oração para que não falte” na Igreja local “o dom da vida consagrada”.

Na Sé da Diocese de Angra, o bispo recordou também que este domingo começou o tempo do Advento, de “preparação para o Natal de Jesus”, e pediu aos fiéis que vigiem “para o acolher” e também aos “irmãos”, sendo “próximo”.

CB/OC

Homilia de D. António Carrilho, na Missa de quarta-feira de cinzas

Quaresma, apelo e desafio à partilha fraterna!

Com a celebração litúrgica de hoje, quarta-feira de Cinzas, a Igreja inicia a sua caminhada quaresmal, tempo especial de graça, de conversão pessoal e comunitária, como preparação para a solene e frutuosa celebração da Páscoa, acontecimento central da nossa fé cristã.

A quaresma é o tempo favorável da escuta da Palavra e do silêncio, da oração e da partilha, que nos conduzem à fonte inesgotável da Vida, na comunhão com Deus e com os outros. O Deus da Vida, sempre presente e atento, precede-nos no encontro com Ele: “Por todos os lados me envolveis e sobre mim pondes a vossa mão”(Sl 138).

A simbologia das cinzas, que marca o sentido deste dia, tem um caráter penitencial, de apelo ao arrependimento e à vida nova de batizados À luz da Palavra de Deus, compreender-se-á o significado profundo deste gesto litúrgico: a fragilidade e finitude da vida humana, a urgência da conversão e o preparar-se cada um, espiritualmente, para o encontro pascal com Cristo Ressuscitado.

Conversão do coração

Neste percurso espiritual somos iluminados pela Palavra, que dá novo vigor à nossa vivência quaresmal. Como escreve Bento XVI, “a Palavra divina introduz cada um de nós no diálogo com o Senhor: o Deus que fala, ensina-nos como podemos falar com Ele” (Verbum Domini, 24).

Como forte apelo à conversão, dirigido a todo o Povo de Deus, sem excluir ninguém, é significativo o convite do Profeta Joel a uma verdadeira “metanoia”, mudança de vida e de mentalidade. “Convertei-vos a Mim de todo o coração… rasgai os vossos corações e não os vossos vestidos” (2,12-13), escreve o Profeta em nome de Deus. É que a verdadeira conversão toca o mais íntimo de nós próprios, implica “rasgar” o coração, isto é, romper com o mal e o pecado, deixar-se envolver pelo abraço carinhoso do Pai, sempre pronto a amar e a perdoar: “O Senhor encheu-Se de zelo pela sua terra e teve compaixão do seu povo” (v.18).

Na segunda leitura, S. Paulo refere que o amor eterno de Deus salvador manifestou-se, de forma extraordinária, em Cristo Jesus, que, solidário com a humanidade pecadora, assumiu a condição humana e entregou-Se, sem reservas, pela vida do mundo: “A Cristo que não conhecera o pecado, identificou-O Deus com o pecado por nosso amor” (2Cor 5,21). E S. Paulo pede aos cristãos da comunidade de Corinto que “pelo amor de Cristo se reconciliem com Deus” (2Cor 5,20). Assim, a salvação acontece também “agora”, neste tempo favorável, que Deus continua a oferecer à Humanidade.

Oração, jejum e esmola

No texto evangélico de S. Mateus, Jesus introduz-nos no dinamismo da autêntica conversão, agradável a Deus. Esta não consiste num conjunto de práticas exteriores, de aparente religiosidade e apenas para dar nas vistas: Jesus não condena as sãs tradições religiosas da esmola, oração e jejum, mas pede que sejam praticadas com pureza de intenção.

Estes gestos de renúncia devem ser realizados sem ostentação, com alegria e humildade, no segredo que só o Pai conhece. Disse Jesus: “Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles (Mt 6,1). É que a penitência quaresmal tem como finalidade o encontro íntimo e pessoal com o Pai, a reconciliação da própria pessoa, das famílias e da sociedade.

A oração é a linguagem do amor e, mesmo quando é comunitária, realiza e exprime a nossa intimidade com Deus. É espaço privilegiado para nos deixarmos iluminar pela consciência da presença de Cristo, numa verdadeira peregrinação ao próprio coração, isto é, entrando cada um no seu “quarto”, em ordem a uma autêntica renovação de vida.

O jejum não pode limitar-se à abstenção de alimentos, mas envolve toda uma dinâmica interior de desprendimento e domínio de nós próprios, capacitando-nos para enfrentar, superar e vencer as múltiplas tentações da vida, tantas vezes marcada pela indiferença e pelo individualismo.

Quanto à esmola, a Palavra de Deus esclarece-nos sobre o seu valor espiritual, dizendo já no Antigo Testamento: “Quem dá esmola oferece a Deus um sacrifício de louvor” (Sir 35,4). Somos, assim, convidados a partilhar com alegria e amor os dons e os bens de que dispomos, sem esperar recompensa.

Ao serviço do Amor

Todos temos experiência de como a alegria interior constitui a melhor recompensa para a nossa generosidade e partilha, para a nossa atenção e serviço de amor aos irmãos e irmãs que mais sofrem. De facto, somos felizes na medida em que partilhamos a vida e os dons que Deus nos concedeu.

Face à atual crise económica e civilizacional profunda, Bento XVI centra a sua Mensagem para a Quaresma 2012 no amor fraterno, propondo e desenvolvendo o tema: “Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Heb 10,24). Diz o Papa: “Sempre devemos ser capazes de ter misericórdia por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre”.

De facto, com frequência nos chegam notícias de verdadeiros dramas humanos: uma crescente procura de cantinas sociais; o abandono e até mortes de idosos em solidão nas suas próprias casas; pessoas que vivem e dormem nas ruas, sem qualquer conforto e aconchego humano. E tantos outros casos e situações semelhantes, talvez menos visíveis, mas que não devem dispensar a maior atenção e cuidado, por parte das respetivas famílias, dos vizinhos e das comunidades a que se encontram mais ligados.

O Santo Padre, perante os graves problemas sociais, que hoje preocupam a Igreja e a sociedade, convida-nos a estarmos atentos uns aos outros, a não nos mostrarmos alheios e indiferentes ao destino dos irmãos, a prestarmos “atenção ao bem do outro e a todo o seu bem”. E acrescenta: “Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão”.

Bento XVI refere-se ao perigo de termos um coração endurecido por uma espécie de “anestesia espiritual”, que nos torna cegos aos sofrimentos alheios, e alerta-nos para a empatia e comunhão fraterna, que devem existir entre todos. Diz o Papa: “Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação”. Um coração que olha e vê é um coração sensível às necessidades materiais e espirituais dos irmãos e irmãs.

Renúncia quaresmal 2012

É neste espírito de solidariedade e partilha fraterna, que pensamos nas situações de carência mais próximas de nós, mas não esquecemos tantas outras necessidades materiais e espirituais, em especial aquelas com que se debatem os nossos missionários, na sua ação evangelizadora.

Destinamos, por isso, a tradicional Renúncia da Quaresma deste ano de 2012, em parte para potenciar o Fundo Social Diocesano, cujos objetivos são bem conhecidos, e em parte para a construção de uma obra social de grande importância, numa zona muito pobre da Paróquia da Imaculada Conceição, Diocese do Lubango, em Angola. Trata-se de um complexo com Lar para idosos, Lar para crianças e Escola para três ciclos de ensino, uma iniciativa e projeto da Comunidade das Irmãs Vitorianas, ali existente, naquela Zona Pastoral do Coração de Maria.

As ofertas desta Renúncia Quaresmal serão recolhidas em todas as igrejas e capelas, conforme é costume, nos ofertórios das Missas de sábado e domingo de Ramos, ou seja, nos próximos dias 31 de março e 1 de abril. Como sempre, a participação é muito livre, segundo as possibilidades e a consciência pessoal dos fiéis, na certeza de que Deus não deixará sem recompensa qualquer gesto de atenção e partilha fraterna.

E agora, irmãos, sob o olhar compassivo de Maria, que nos convida a escutar o Senhor, a partilhar e a amar, caminhemos jubilosamente em direção à Páscoa.

D. António Carrilho, Bispo do Funchal
Funchal, 22 de fevereiro de 2012

Homilia do bispo da Guarda na Missa Crismal

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou para anunciar a Boa Nova aos infelizes, a curar os cora­ções atribulados … a proclamar o ano da graça do Senhor … a con­solar todos os aflitos”. É esta a Boa nova que o profeta acaba de nos anunciar e nela conclui: “Por isso, sereis chamados sacerdotes do Senhor” ou também “ministros do nosso Deus”.

 

Todos os anos, na Missa Crismal de Quinta-Feira Santa, que é o grande momento do nosso encontro como Presbitério, escutamos esta passagem do Profeta Isaías. Nela está o anúncio antecipado da missão salvadora de Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso mesmo nos diz o Evangelho de S. Lucas, quando coloca Jesus a ler esta passagem bíblica, numa das regulares assembleias semanais realizadas na Sinagoga e termina com palavras do mesmo Jesus, a dizer: “Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir”.

Podemos dar mais um passo e relembrar quer, na missão de Cristo hoje descrita pelo Evangelho de Lucas com palavras de Isaías, está definida a nossa missão de sacerdotes do Senhor e ministros do nosso Deus, para retomar as expressões do profeta.

 

Por isso, quando hoje renovarmos, dentro de momentos, as nossas promessas sacerdotais, é esta a grande referência que queremos conservar na nossa memória. Todo o nosso ser de sacerdotes e a missão que nos está confiada têm uma única fonte. Essa fonte é a unção do Espírito Santo, que pousa sobre cada um de nós permanen­te­mente. E pousa sobre cada um de nós para nos enviar, sendo a ra­zão e o conteúdo deste envio os mesmos que teve o envio de Jesus Cristo pelo Pai. Como Jesus e na profunda união com Ele, somos, de facto, enviados para anunciar a Boa Nova, curar os corações atri­bulados, para consolar todos os aflitos. Sermos rosto visível do coração bondoso e misericordioso de Deus é, assim, o essencial da nossa missão. E se tudo o que fizermos não conduzir para aqui, não cumprimos a nossa missão, por mais que esgotemos as nossas forças físicas e anímicas.

 

A grandeza da missão que nos está confiada desde a nossa Ordena­ção Sacerdotal enraíza, assim, na unção do Espírito Santo e na pro­funda identificação com Cristo, Sacerdote e Pastor do Seu Povo. Dar-lhe cumprimento na nossa existência quotidiana, pessoal e comunitária, encontra dificuldades, como todos nós experimenta­mos diariamente. Dificuldades que nos são impostas do exterior, umas; e outras que derivam também das limitações e fragilidades próprias de cada um de nós. Há, de facto, dificuldades que nos são impostas pelas circunstâncias da vida atual. E sentimos que se repete para nós o aviso do próprio Cristo aos seus discípulos, quando os enviou a pregar e lhes disse: “Envio-vos como ovelhas para o meio de lobos”. Estamos, de facto, num mundo, que olha para a Igreja com desconfiança e para os padres com mais desconfiança ainda. É um mundo fortemente crítico da Igreja e do nosso ministério no qual vigora a indiferença em relação a Deus, insensibilidade relativamente às realidades espirituais e mesmo a oposição declarada aos valores do Evangelho. Para vivermos num mundo assim, nós padres temos de aprender a conviver com a indiferença e a incompreensão, com a oposição e a rejeição, com o desprezo e a ingratidão, com o insucesso e o fracasso, unicamente escudados na certeza da Fé e no exemplo do nosso mestre Jesus Cristo, onde se cruzaram também todas estas realidades e contra­dições.

 

Mas as dificuldades vêm também de nós mesmos, que somos limi­ta­dos e em muitos pontos tocados pela fragilidade que é comum a todos os seres humanos. Por isso, temos também de aceitar e com­pletar, com a cooperação dos outros, as nossas limitações e apren­der a superar as nossas fraquezas tanto as de ordem física como as de ordem espiritual. Precisamos de uma saúde forte e completa, que envolva todas as dimensões do nosso ser humano; e temos de a cultivar com recurso aos meios, sendo o mais importante de todos eles a nossa espiritualidade sacerdotal. A nossa espiritualidade sacerdotal tem sempre a sua fonte e o seu ambiente no Presbitério e a única razão disso mesmo é porque o Senhor assim o quer. Daí que seja fundamental a relação de proximidade e verdadeira co­ope­ração entre todos nós sacerdotes, sabendo que para isso é necessário que cada um de nós cresça todos os dias na capacidade de ajudar os outros e também de se deixar ajudar por eles.

 

Só com uma espiritualidade sacerdotal assim, devidamente enrai­zada e fortalecida na relação com o Senhor Ressuscitado e único Bom Pastor, os nossos compromissos de celibato podem ganhar toda a transparência e valor acrescentado para serviço do Reino de Deus. Só essa mesma espiritualidade sacerdotal poderá dar sentido à obediência que prometemos na nossa Ordenação que tem de ser sempre compreendida como participação na obediência de Cristo à vontade do Pai que nos envia para anunciar o Evangelho da Salva­ção ao mundo de hoje. E também só desta relação forte com o Se­nhor Ressuscitado pode derivar aquela sabedoria que nos ensina a usar os bens materiais necessários sem em nada ficarmos depen­dentes deles, dando assim cumpri­men­to ao verdadeiro espírito de pobreza, que tem de marcar o nosso estilo de vida sacerdotal.

 

Ao contemplarmos, na Pessoa de Cristo Ressuscitado e único Bom Pastor, a grandeza do nosso Ministério e também os caminhos para superarmos as dificuldades que lhe são inerentes, queremos dar graças a Deus pelos sacerdotes do nosso Presbitério que completam, ao longo deste ano, os seus jubileus sacerdotais de 70, 60 e 50 anos de serviço à Igreja, no exercício do Ministério.

Assim, o Rev.do padre António Ventura da Silva Gabriel completou, no passado dia 8 de março, 70 anos de vida sacerdotal. Foi ordenado nesta nossa Sé Catedral, no ano de 1941, pelo Sr. D. João de Oliveira Matos, depois de ter frequentado os seminários dio­cesanos do Fundão e da Guarda. Iniciou a vida pastoral no arci­prestado de Trancoso, onde paroquiou várias paróquias durante 5 anos. No ano de 1946, passou a trabalhar nos arciprestados de Gou­veia e Celorico da Beira, sendo dispensado dos serviços paro­quiais diretos no ano de 1994, por razões de falta de saúde. O seu zelo apostólico e sacerdotal continuou e continua, pelo que damos abundantes graças a Deus.

Completam, ao longo deste ano, 60 anos de vida sacerdotal os Reverendos Padres Alberto Lourenço Coelho, António da Cruz Marcos Vaz, Manuel Joaquim Geada Pinto, José Atanásio Mendes e Jaime Rodrigues Carvalheira.

Os três primeiros foram ordenados nesta nossa Sé Catedral pelo Sr. D. Domingos da Silva Gonçalves, em 29 de julho de 1951; os dois últimos foram ordenados também pelo Sr. D. Domingos da Silva Gonçalves e respetivamente na Capela do nosso Seminário Maior, em 24 de março e na Igreja Matriz do Fundão, em 4 de novembro. Todos frequentaram os seminários diocesanos do Fundão e da Guarda.

O Reverendo Padre Alberto desenvolveu sempre a sua atividade pastoral nos arciprestados de Pinhel e Trancoso, tendo exercido responsabilidades pastorais em muitas paróquias destes dois arci­prestados. Acumulou com as responsabilidades paroquiais também o serviço espiritual à comunidade das irmãs vitorianas em Tran­coso e funções de professor. Por razões de falta de saúde, ficou nos últimos tempos dispensado da pastoral paroquial direta, mas continua a mostrar todo o seu zelo apostólico com colaborações regulares no arciprestado de Trancoso, onde reside.

O Reverendo Padre António da Cruz Marcos Vaz iniciou a sua vida pastoral no arciprestado de Trancoso, onde esteve durante 7 anos. Desde 1958 é Pároco de Nave de Haver. Entretanto completou a for­mação recebida nos nossos seminários diocesanos com a fre­quência da Universidade de Coimbra durante 4 anos e por graça de Deus continua a desempenhar as suas funções de Pároco.

O Reverendo Padre Manuel Joaquim Geada Pinto iniciou a sua vida pastoral nas Paróquias da Sé e S. Vicente desta cidade da Guarda e três anos depois passou a trabalhar no Colégio do Outeiro de S. Miguel e também como Diretor do Jornal “Amigo da Verdade”. Desde 1991 que é Pároco da Paróquia de Arrifana, desde 1999 membro do cabido da Sé da Guarda e, por inerência, membro do nosso Colégio de Consultores, continuando no exercício das suas funções, por graça de Deus.

O Reverendo Padre José Atanásio Mendes iniciou a sua ação pastoral ao serviço do Seminário do Fundão, onde exerceu, em momentos sucessivos as funções de prefeito e professor e as de Diretor Espiritual. Aí se manteve ao longo de 16 anos com um interregno de dois anos para ser Pároco de duas Paróquias no Arciprestado de Celorico da Beira. Em 1967 foi nomeado Pároco de Vale de Prazeres, no arciprestado de Alpedrinha, tendo exercido funções pastorais em outras paróquias do mesmo arciprestado e também dado valiosa colaboração no ensino. Por graça de Deus continua no exercício das suas funções.

O Reverendo Padre Jaime Rodrigues Carvalheira começou por exercer o seu ministério, durante dois anos, no Arciprestado de Trancoso. De 1954 a 1973 trabalhou no arciprestado de Seia e a partir desta data passou a exercer funções de capelão dos emigrantes portugueses no Luxemburgo e na Alemanha. De regresso, desempenha agora funções de administrador paroquial de Ourondo, no arciprestado do Fundão, pelo que damos graças a Deus.

Completam este ano 50 anos de vida sacerdotal, os Reverendos Padres Carlos Augusto Pina Paula, Manuel de Oliveira Campos, Agostinho do Nascimento Rafael, António Filipe Morgado e José Martins Registo. Todos, depois de frequentarem os Seminários Diocesanos do Fundão e da Guarda, foram ordenados pelo Sr. D. Policarpo da Costa Vaz, nesta nossa Sé Catedral, tendo sido ordenados os dois primeiros no dia 18 de março e os três últimos em 30 de julho.

O Reverendo Padre Carlos Augusto Pina Paula trabalhou sempre em Paróquias do Arciprestado de Celorico da Beira, frequentou a Universidade Católica em Lisboa para a licenciatura em Teologia Pastoral durante dois anos. Desde 1983 é Vigário Geral e Moderador da Cúria Diocesana, com funções de Ecónomo Diocesano e, por inerência, membro do Conselho Económico Diocesano. Em 1999, foi nomeado cónego capitular e, atualmente, por inerência, é membro do Colégio de Consultores da nossa Diocese.

O Reverendo Padre Manuel de Oliveira Campos iniciou as suas funções pastorais na Paróquia de S. Vicente da Beira, no arciprestado de Alpedrinha. Cinco anos depois passou para o arciprestado do Fundão, onde se dedicou principalmente às Paróquias de Fatela e Alcaide, mas também deu colaboração em outras.

O Reverendo Padre Agostinho do Nascimento Rafael iniciou a sua vida pastoral como prefeito e professor do Seminário Maior da Guarda, durante 5 anos. Em 1966 foi trabalhar para o arciprestado da Covilhã, tendo desenvolvido a sua atividade em várias paró­quias e acumulando com outros serviços, como sejam os de pro­fes­sor do Seminário do Verbo Divino, assistente do estabeleci­men­to prisional da Covilhã, membro da equipa diocesana de liturgia e música sacra. Nos anos de 1996 e 1997 frequentou a Universidade de Salamanca, para completar a sua formação.

O Reverendo Padre António Filipe Morgado trabalhou sempre em Paróquias do Arciprestado do Sabugal e prestou colaboração tam­bém nos arciprestados do Rochoso e da Guarda. Completou o servi­ço paroquial com o de professor de Religião e Moral.

O Reverendo Padre José Martins Registo desenvolveu o seu traba­lho pastoral, desde o início, em paróquias do Arciprestado de Man­teigas/Belmonte. Interrompeu durante algum tempo, quando foi chamado a dar a sua colaboração como prefeito e professor do Se­minário do Fundão. Cumulativamente com o trabalho das paró­qui­as desempenhou funções de Professor de Moral durante vários anos.

Não sabemos se estes e outros cargos desempenhados foram o que de mais importante fizeram na sua ação pastoral estes nossos irmãos sa­cer­dotes que cumprem datas significativas no exercício do seu Ministério. Só Deus sabe.

Pela nossa parte, queremos dar-Lhe graças por todo o bem que foi e continua a ser feito pela ação pastoral que eles desen­vol­veram e continuam a desenvolver. E, assim, julgamos interpretar os mais genuínos sentimentos de todo o Povo de Deus e em particular do nosso Presbitério. Que Deus os continue a cumular das Suas graças e bênçãos, na certeza de que o nosso sacerdócio, sendo partici­pa­ção do mesmo sacerdócio de Cristo, é para sempre.

D. Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

Novos titulares de cargos diocesanos no Funchal

Na sequência do recente decreto sobre novas nomeações pastorais na Diocese do Funchal realizam-se hoje (18 de Setembro) as primeiras tomadas de posse. A cerimónia, presidida por D. António Carrilho, será no Seminário diocesano.

Assim, e em relação ao Seminário Diocesano: o Cón. Carlos Duarte Nunes passa a ser Reitor e continua e Vigário Episcopal para a Administração e Património; o Pe. Giselo Andrade é Vice-Reitor do Seminário e pároco do Monte, solidariamente com o cónego Carlos Nunes; Pe. Hugo Gomes, Prefeito, Ecónomo, responsável do Pré-Seminário e também pároco do Curral das Freiras; Pe. Estêvão Fernandes, Secretário do Bispo Diocesano, Colaborador da Cúria, Director Espiritual do Seminário e Capelão da Comunidade da Quinta das Rosas (Irmãs Vitorianas); e Pe. Manuel Dias da Costa (carmelita), Director Espiritual do Seminário.

Outras tomadas de posse. Cón. Fiel de Sousa, como novo Vigário Geral da Diocese e Pároco de São Pedro; cónego Duarte Pita, como Cónego Penitenciário da Sé; Pe. Marcos Gonçalves, Director do Secretariado Diocesano da Pastoral Vocacional; Pe. Héctor Figueira, Coordenador das Comemorações dos 500 anos da Diocese do Funchal; Pe. Marcos Pinto, Capelão Militar e pároco da Nazaré; Pe. Avelino Andrade, Capelão das Clarissas no Mosteiro da Caldeira; Pe. Luís Miguel, Assistente Regional Adjunto do CNE, pároco da Assomada e Água de Pena; e Diácono Roberto Aguiar, colaborador do Pároco da Nazaré.

Funchal: Irmãs Vitorianas celebram Jubileu

Doze religiosas da Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias (CIFNSV) celebram hoje o seu jubileu: cinco irmãs vão festejar 75 anos de vida consagrada e sete assinalam 50 anos.

De acordo com o Jornal da Madeira, as comemorações decorrem no Colégio de Santa Teresinha, devendo contar com a presença do Bispo do Funchal, D. António Carrilho.

A CIFNSV foi fundada pela irmã Mary Jane Wilson em 1884, no Funchal, com o intuito de “tornar presente no mundo os valores do Reino de Deus e colaborar na missão salvadora de Cristo, através do ensino, enfermagem, cuidado das crianças e dos idosos, promoção humana, catequese, pastoral de jovens e adultos”, como podemos ler no seu site oficial.

A sua acção missionária estende-se a todos os continentes, em países como Alemanha, África do Sul, Brasil, Índia, Filipinas e Timor.

Assembleia das Irmãs Vitorianas na Madeira

A III Assembleia Provincial das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias, Província do Coração de Maria, começa esta Quinta-feira, dia 30 de Abril. As religiosas vão reunir-se no Funchal até ao dia 3 de Maio, com o tema “Renovar-se pela Palavra Fonte de Vida”. Este ano, a Congregação fundada por Madre Mary Wilson está a comemorar 125 anos da sua fundação na Diocese madeirense. “É um encontro de família religiosa, que costuma realizar-se a meio de cada mandato de quatro anos. Desta vez contará com a presença de cerca de 70 Irmãs, que em conjunto irão celebrar, reflectir, dialogar e aprofundar aspectos inerentes à Vida Consagrada, de acordo com o Carisma específico da nossa Congregação”, disse ao Jornal da Madeira a Irmã Ângela Belim Martins. Ainda de acordo com a Superiora da Província do Coração de Maria das Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias (FNSV), no Funchal, “neste encontro, pretende-se também determinar metas a atingir de modo que a nossa vida religiosa consagrada se possa exprimir, hoje, de modo adequado, criativo e renovado, com fidelidade ao Carisma de origem”.

Consagrados são «Testemunhas da Luz», diz Bispo do Funchal

O Dia dos Consagrados na Madeira celebrou-se ontem à tarde com uma concelebração eucarística na Catedral, presidida por D. António Carrilho. “Sinais do amor de Deus no mundo e testemunhas da luz” foi como o Bispo do Funchal definiu as pessoas que, através de vários carismas, afirmam à semelhança de S. Paulo – “Para mim, viver é Cristo”. A vida religiosa consagrada é uma presença constante do amor de Deus junto da humanidade, ao longo dos séculos, e ainda hoje continua a ser essencial para a vida da Igreja e do mundo, disse D. António. Religiosos e religiosas, membros de vários institutos, sacerdotes, seminaristas e fiéis em geral, participaram nesta cerimónia que se iniciou com a “benção e procissão da luz,” numa evocação da “presença de Deus Salvador na história da humanidade, como verdadeira Luz dos homens”. Na homilia, e em referência às leituras da festa litúrgica que também ontem se assinalou em toda a Igreja – a Apresentação do Senhor no templo – o Bispo do Funchal lembrou que a vida consagrada é uma “vida de confiança, de fidelidade, oração constante e profunda intimidade”. Verdadeiras “testemunhas da alegria e da esperança”, os consagrados(as) são aqueles que se deixam seduzir “pelo amor e a beleza de Cristo, são convidados a deixar tudo, família, certezas, seguranças, e arriscam tudo nesta divina aventura, tal como S. Paulo”; daí que a colaboração que lhes é pedida pela Igreja seja destinada “mais ao ser do que ao fazer”, sublinhou. Nas palavras de D. António, os vários carismas apostólicos, ao longo dos séculos, têm por missão seguir a dinâmica de Jesus junto dos mais “pobres, dos pequeninos”, e num “mundo marcado pelo vazio existencial”, como o nosso, “carente do essencial”. “Testemunhas da luz e sinais proféticos” no nosso tempo”, foi um dos apelos feitos pelo Bispo do Funchal que agradeceu ainda “o serviço e a entrega generosa (dos religiosos) nesta igreja diocesana, num mundo globalizado”. Outro, foi dirigido aos jovens, para que “não tenham medo de abrir o vosso coração a Cristo, a exemplo de São Paulo”. A nossa diocese, ao longo da sua História, “tem recebido abundantes vocações”, destacou por outro lado D. António Carrilho ao lembrar o exemplo da Irmã Mary Wilson (fundadora das Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias), da Irmã Maria do Monte (Hospitaleira do Sagrado Coração de Jesus) e de Madre Virgínia Brites da Paixão (contemplativa da Ordem de Santa Clara): “religiosas com fama de santidade, que viveram e testemunharam a beleza de Deus”. Na eucaristia de ontem celebraram-se também aniversários de consagração de alguns religiosos(as) madeirenses: Irmã Matilde do Santíssimo Sacramento (hospitaleira); Irmã Virgínia Araújo, Ir.ª Maria da Conceição Catanho da Silva e Ir.ª Conceição Nunes Viveiros (vitorianas), todas com Bodas de Diamante. Irmã Lucinda de Vasconcelos Escórcio (vitoriana), Pe. Eduardo Ferreira Sousa (dehoniano) e Ir. José de Jesus Borges (franciscano), com Bodas de Ouro. O Bispo do Funchal a todos agradeceu o testemunho da vocação, incluindo também os “madeirenses missionários noutros continentes”.

Congregação das Irmãs de Nossa Senhora das Vitórias celebrou 125 anos

Perante uma vasta assembleia, onde se encontravam muitas religiosas Vitorianas e crianças das escolas e instituições orientadas por aquelas Irmãs, D. Teodoro de Faria, na sua homilia, fez uma breve resenha do início da Congregação sublinhando que “a pequena semente lançada no dia de Santo Amaro nos corações de Mary Wilson e de Amélia de Sá, germinou, cresceu e como o grão de mostarda da parábola bíblica espalhou-se pela Madeira, continente português e alguns países”. Sublinhou, depois, que “Mary Wilson era uma mulher com uma força de vontade indómita, inteligente, dotada do dom da fortaleza e, ao mesmo tempo de serenidade e valentia. Tinha o carácter da mulher forte que a Bíblia louva”. Falando da conversão de Mary Wilson ao catolicismo, o Bispo Emérito da Diocese recordou a noite em que ela lutou com Deus, pedindo-Lhe que a iluminasse nos caminhos que deveria seguir.” D. Teodoro de Faria enalteceu as obras de beneficência que aquela Religiosa dinamizou através da congregação que fundou afirmando que “ela ansiava a paz interior e empenhou-se em muitas obras apostólicas pois queria conhecer a vontade de Deus sem se enganar com gostos pessoais ou tradições da sua Pátria inglesa”. Depois de fazer uma reflexão às leituras proclamadas naquela missa em honra de Nossa Senhora das Vitórias, disse que “a bem aventurança da fé de Maria é co-dividida por todos os crentes que escutam a Palavra e a põem em prática. É por meio desta fé na Palavra de Deus que reconhecemos as visitas do Senhor em todos os tempos na sua Igreja. Sem fé, as visitas de Deus, ao nosso lado, passam sem darmos conta. Sem fé não se acredita que a Mão do Senhor levou Mary Wilson e Amélia de Sá a se unirem para participarem no plano salvífico de Deus. Em Maria a sua fé foi causa da sua maternidade e a sua maternidade foi causa da sua bem-aventurança”. E acrescentou:”felizes daqueles que se alegram com estas visitas do Senhor, que através da fé, reconhecem que Deus está sempre a recriar o mundo com a Sua graça, a paz e o perdão. Através de gestos simples, escondidos, com poucas palavras como as da fundação da Congregação das Irmãs Vitorianas, Deus regenera o mundo. Ele mostra que é grande e sapiente, como se serve dos humildes, dos pobres, dos que sofrem dos construtores da paz, dos misericordiosos, para construir o seu Reino”. A terminar D. Teodoro de Faria felicitou as Irmãs Vitorianas e agradeceu a Deus “todo o bem, felicidade e as vitórias que Deus semeou e continua a derramar no mundo através de Maria Santíssima e das suas filhas da Congregação de Nossa Senhora das Vitórias”. Diocese está reconhecida pelo carisma da Irmã Wilson Embora ausente no México, onde representa a Igreja portuguesa no VI Encontro Mundial das Famílias, o Bispo do Funchal não esquece este aniversário das Irmãs Vitorianas. Em declarações ao Jornal da Madeira, D. António Carrilho disse estar muito feliz e dá “graças a Deus pela vida e obra de Madre Wilson, a Boa Mãe, por tudo quanto representa para a nossa Diocese”. Por estes 125 anos da Congregação, saúda as “Irmãs, em todos os seus membros, por serem elas as responsáveis por guardarem o carisma da Irmã Wilson e de o projectar na Igreja e na sociedade de hoje, com a mesma fé e a força da esperançada fundadora.” Para o Bispo do Funchal, a celebração desta data “é ainda uma oportunidade para se avivarem a memória e os sentimentos do nosso coração, e intensificar a oração da Diocese pela canonização de Madre Wilson que todos esperamos”.

Igreja Católica na Madeira adere bem à Internet

Ao uso das novas tecnologias por parte da Igreja Católica é uma prática desde há séculos, conforme as condições de cada tempo. Na actualidade, os inúmeros meios disponíveis também não são estranhos à sua acção evangelizadora. Como dizia o saudoso Papa João Paulo II, “para difundir a mensagem cristã (…) é necessário integrar a mensagem nesta nova cultura criada pelas modernas comunicações”. Com este objectivo, nada do que é técnico tem sido menosprezado, antes, o seu alcance é acolhido com todo o interesse. E, neste caso, é justo relevar todos os esforços e investimentos feitos pela maioria das comunidades eclesiais. O panorama é favorável. Os resultados são positivos. A comunhão é perfeita. Igreja madeirense “navega” em profundidade A diocese do Funchal aderiu à Internet sem preconceitos. A possibilidade de “navegar”, de se “fazer ao largo”, tornou-se cada vez mais num apelo diário para chegar a todos com celeridade, dando conta do seu trabalho. Neste contexto, foram criados “um site e um Gabinete de Informação: www.diocesedofunchal.pt / gabineteinfo@diocesedofunchal.pt “O site tem sido um organismo em crescimento e adaptação, e o número de entradas é cada vez maior, assim como o número de assinantes do Newsletter da Diocese”, explica o Pe. dr. Marcos Gonçalves, nomeado director do Gabinete de Informação por D. António Carrilho, em funcionamento desde há um ano e pouco. A aposta é progredir cada vez mais. “Muitas têm sido também as propostas de forma a completar o site com outras capacidades de forma a responder melhor às necessidades. Continuaremos a caminhar e a responder”, afirma aquele sacerdote ao Jornal da Madeira. Uma coisa é certa, “verifica-se aqui, na Madeira, como em muitas partes, um crescente número de paróquias, congregações religiosas e instituições ligadas à Igreja, programas e organizações de todos os tipos que utilizam a Internet como meio de informação, comunhão e evangelização”. Mas, há que fazer muito mais, considera o Pe. Marcos Gonçalves. “Por exemplo, das mais de quatro mil e trezentas paróquias (no nosso país) menos de 4%, têm presença na Internet! Faltam ainda os institutos religiosos, as associações e outros movimentos e obras. A situação actual da evangelização através da Internet, em Portugal, apresenta inúmeros desafios. Dito de outra forma: há muito trabalho por fazer”. Os jovens são uma presença constante e têm lugar cativo na “navegação” pela Internet. Resta saber se este “espaço” é também “um espaço para os jovens crescerem na fé e um espaço onde os jovens podem ser os evangelizadores dos jovens”, dando “a conhecer o rosto de Cristo a tantos que navegam”. Para os crentes em geral, os recursos disponibilizados pelas novas tecnologias tornaram-se já indispensáveis, desde a consulta da liturgia diária, dos documentos do Magistério, dos comentários competentes, passando pelas orações ou meditação, até às notícias mais distantes, tudo está ao alcance de um dedo, de um teclado próximo. Entretanto, os desafios são enormes porque “não basta estar na Internet”; é preciso “apoiá-la e enriquecê-la no seu compromisso cristão”, advoga o Pe. Marcos. “Ela tem a impressionante capacidade de ultrapassar a distância e o isolamento, levando os indivíduos a entrarem em contacto com as pessoas de boa vontade que nutrem os mesmos interesses e que participam nas virtuais comunidades de fé para se encorajarem e auxiliarem umas às outras”. Assim, “a Igreja pode prestar um importante serviço tanto aos católicos como aos não católicos.” O que vale a Missa pela Internet Entre as muitas questões essenciais que se colocam sobre as potencialidades das novas tecnologias sobressai aquela em que se pretende equiparar, por exemplo, a “transmissão da Missa”, com a participação presencial numa igreja. Neste caso, embora se admitam todas as possibilidades, há diferenças a respeitar. “Sei por experiência própria que muitas são as pessoas que celebram em casa ou em viagem a Eucaristia transmitida pela rádio, ao domingo, da igreja do Colégio, da Sé e de outras igrejas. São os idosos, os doentes, os reclusos, os que viajam ou ainda tantos que em casa e nas suas lidas escutam a Palavra de Deus”, reconhece o Pe. dr. Marcos Gonçalves, Reitor da igreja do Colégio. “O que acontece com a rádio e a televisão poderá acontecer através da Internet. Contudo, a realidade virtual não substitui a Presença Real de Cristo na Eucaristia, a realidade ritual dos outros sacramentos e o culto compartilhado no seio de uma comunidade humana feita de carne e de sangue”. Internet não substitui é apenas suplemento “Na Internet”, entende ainda o Pe. Marcos “não existem sacramentos. Até mesmo as experiências religiosas nela possíveis pela graça de Deus, são insuficientes, dado que se encontram separadas da interacção do mundo real com outras pessoas na fé. Ao mesmo tempo, os projectos pastorais deveriam pensar em como orientar as pessoas no espaço cibernético para a verdadeira comunidade. Apesar da Internet nunca poder substituir aquela profunda experiência de Deus, que só a vida concreta, litúrgica e sacramental da Igreja pode oferecer, ela pode certamente contribuir com um suplemento e um apoio singulares, tanto preparando para o encontro com Cristo na comunidade, como ajudando o novo crente na caminhada de fé, que então tem início. Através da Internet a Igreja poderá não só informar como formar e criar espaços de catequese e mesmo até de oração, de estudo, pesquisa, diálogo, reflexão e encontro. Vaticano realiza debates e elabora documentos A relação entre a “Internet e Igreja” tem sido tema central de vários encontros promovidos, nos últimos tempos, pelo Comité Executivo da Comissão Episcopal Europeia para os Meios de Comunicação Social. A partir daqui, preparam-se debates especializados como o que vai acontecer no próximo mês de Março durante a Assembleia Plenária daquele organismo e que terá como tema: “A cultura da Internet e a Igreja”. Este evento reunirá em Roma os Bispos presidentes das Comissões Episcopais para as comunicações sociais das Conferências Episcopais da Europa, acompanhados de especialistas. O Vaticano está também na Internet com toda a informação possível (www.vatican.va) e entende esta nova cultura como “uma rede de pessoas que cada vez mais dialogam entre si”, de acordo, aliás, com a definição do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais. Além disso, na senda do aprofundamento dos seus princípios e orientações, numa atenção cuidada aos “sinais dos tempos”, a Santa Sé tem também providenciado alguns documentos de reflexão para os seus fiéis e “pessoas de boa vontade” nesta matéria, como o título “Ética e Internet”, entre outros estudos. Bispos portugueses usam YouTube Ainda em referência às capacidades da “Net” para a evangelização, lembramos que o Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, foi o primeiro Bispo português a utilizar o conhecido site de publicação e partilha de vídeo, YouTube, para transmitir a mensagem de Natal, em Dezembro de 2008, através do www.youtube.com/dioporto. Outras dioceses estão a pensar nesta utilização. Paróquias na Internet e outras comunidades Paróquia da Ribeira Brava Paróquia de Santa Cecília Paróquia de Santana Paróquia do Faial Paróquia da Ilha Paróquia do Caniço Paróquia de São José Paróquia de São Roque Paróquia da Nazaré Paróquia de São Jorge Paróquia dos Canhas e Carvalhal Paróquias das Achadas da Cruz, Santa e Porto Moniz Paróquias do Porto Santo Seminário Diocesano do Funchal Zona Pastoral de São Vicente Cáritas Diocesana do Funchal Acólitos da Camacha Hi5 do Grupo Vocacional das Irmãs Vitorianas Convivas do Funchal Vera Luza

Capítulo Geral das Vitorianas

As Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias estão a celebrar 125 anos da sua existência e vai começar o seu capítulo Geral Electivo no próximo dia 2 de Agosto, o qual decorrerá na Casa Geral da Congregação, na Apelação. Esta é uma congregação portuguesa nascida na Ilha da Madeira e fundada pela Irmã Mary Wilson, convertida do Anglicanismo ao Catolicismo, cujo processo de beatificação se encontra a decorrer. Na abertura do capítulo estarão Irmãs representantes das diversas partes onde a Congregação se encontra espalhada: Portugal, Alemanha, Inglaterra, Itália, África do Sul, Moçambique, Tanzânia, República Democrática do Congo, Brasil, Filipinas, Índia e Timor-Leste. Estarão presentes os Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José da Cruz Policarpo e o Bispo de Bragança-Miranda, D. António Montes OFM, além do Governo actual da Congregação, encabeçado pela actual Geral, Irmã Ilda Tomás. Programa da sessão da abertura 10h30m – Evocação dos 125 anos da Congregação 11h30m – Missa, presidida pelo Cardeal-Patriarca 13h00m – Almoço 15h00m – Sessão de abertura do Capítulo

Nova Direcção da Família Franciscana Portuguesa

Na Assembleia Geral do dia 30 de Outubro, a Família Franciscana Portuguesa elegeu a nova Direcção que orientará os trabalhos e iniciativas desta grande Família ao longo dos próximos 3 anos. A equipa directiva ficou assim constituída: Presidente: Fr. Fabrizio Bordin OFM Conv Secretário: Irmã Porcínia do Carmo Firmino FMMDP Tesoureiro: Irmão José Carlos Gorgulho Santos OFS Vogais: Fr. Acílio Mendes OFMCap Irmã Maria Gorete Pedrosa (CSP) Frei Fabrizio Bordin, de 45 anos de idade, é Frade Menor Conventual e actual Delegado Provincial da Província de S. António de Pádua. Caberá a esta nova Direcção animar a vida da Família Franciscana, coordenando todas as actividades previstas para cada ano, e promovendo as iniciativas específicas pensadas para a celebração do VIII Centenário da fundação do carisma franciscano. A Família Franciscana de Portugal, que conta com 25 entidades (Congregações/Institutos) membros, organiza ao longo do ano inúmeras actividades conjuntas para as quais conta com a cooperação de todos os seus membros e a directa colaboração do Centro de Franciscanismo, a funcionar em Leiria (Rua dos Mártires, 1). Este Centro é um organismos constituído pela Família Franciscana para dar andamento às iniciativas tomadas em ordem ao conhecimento e promoção da identidade franciscana e a formação e difusão da própria espiritualidade. Em próxima Assembleia Geral, marcada para dia 26 de Fevereiro de 2007, na Casa Provincial das Irmãs Vitorianas (Fátima), tomará posse oficial a nova Direcção. Fr. Isidro P. Lamelas (OFM)

Exposição de artesanato a favor das Missões

De 24 de Abril a 11 de Maio estará aberta ao público, no átrio da Câmara Municipal do Funchal, uma exposição de trabalhos manuais destinada à angariação de fundos para apoio das Missões onde trabalham as Imãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias. A inauguração oficial será na próxima segunda-feira, às 17 horas; e nos dias seguintes poderá ser visitada entre as 9 e as 20 horas. A exposição resulta do trabalho voluntário de madeirenses que, através da Congregação Franciscana de N.ª S.ª das Vitórias, assim responde ao apelo missionário de Madre Mary Jane Wilson. “Esta mulher, nascida na Índia, educada na Inglaterra, abre-se à Fé Católica em França, peregrina pela Europa e Terra Santa, faz-se Missionária na Madeira, aqui fundou um Instituto religioso (em 1884) e aqui sonhou com o mundo… . Dizia ela com a certeza dos profetas: “Quando formos mais numerosas, Deus nos chamará às terras de África…”. E o sonho concretizou-se a partir de 1938, ano em que embarcaram para Moçambique as primeiras doze Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias (FMNSV)”. Hoje, esta família missionária está presente em 13 países e desenvolve-se através de muitos membros. “A Família Wilsoniana, constituída por consagradas: (Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias), vivendo em Comunidade Religiosa, e por leigos (Amigos da Irmã Wilson e Jovens Missionários), sente-se cada vez mais impelida pela urgência de refundar a vida no Absoluto de Deus para poder ser testemunha do Seu Amor solidário para com os homens, principalmente os mais pobres, com quem Cristo faz questão de se identificar (cf.Mt 25, 31-45). Assim fez, no seu tempo, a Serva de Deus, Irmã Maria de S. Francisco Wilson”, explica a organização do evento. A exposição de artesanato, a favor das missões em África de expressão portuguesa e apoiada pelas FMNSV ficará patente ao público durante mais de duas semanas, incluindo o sábado, 29 de Abril. Na Diocese do Funchal, as Irmãs Vitorianas, em correspondência com o seu carisma, desenvolvem um significativo trabalho no ensino e na educação dos jovens, com instituições de referência como o Colégio de Santa Teresinha e o Patronato de Nossa Senhora das Dores, entre muitas outras actividades apostólicas. “Há muitos jovens que, como Francisco de Assis, acreditam no valor da fraternidade universal e, se forem adequadamente estimulados desenvolvem atitudes solidárias, marcadas pelo valor da comunhão com todos, com particular atenção aos mais pobres, seguindo o exemplo da Irmã Wilson”. A próxima exposição simboliza também esta dinâmica, no nosso tempo.

Fundadora das Irmãs Vitorianas homenageada na Madeira

A Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias prestou mais uma homenagem à sua fundadora, a Irmã Mary Wilson, e também a Irmã Elisabeth, que com ela trabalhou na fundação daquela Congregação, com a inauguração de um mausoléu na Quinta das Rosas, Funchal, onde se encontra o Secretariado da Irmã Wilson. O mausoléu, que homenageia as religiosas, foi ontem inaugurado, coincidindo com o conselho alargado de todas as Províncias da Congregação das Irmãs Vitorianas, que decorrerá na Quinta das Rosas até ao próximo dia 2, com a participação de Irmãs de várias localidades. A cerimónia foi antecedida da celebração da Eucaristia, na capela da Quinta das Rosas, presidida por D. Teodoro de Faria e participada por muitas religiosas daquela Congregação, entre elas a Irmã Ilda Ribeiro Tomás Ribeiro, Superiora-Geral daquela Congregação. A data escolhida coincide com o início do conselho alargado de todas as Províncias da Congregação das Irmãs Vitorianas, que decorrerá na Quinta das Rosas até ao próximo dia 2, com a participação de Irmãs de várias localidades. Esta religiosa, por ocasião da inauguração daquele monumento, referiu-se ao trabalho apostólico das duas Irmãs que ali são perpetuadas, salientando a importância da sua missão, que se mantém actual nos dias de hoje. Apelo ao aumento das vocações A anteceder esta cerimónia foi celebrada a Eucaristia na capela daquela Quinta, tendo na homilia o prelado funchalense manifestado a sua satisfação por estar naquele local, recordando a sua actividade como assistente espiritual daquela Congregação, há 40 anos, tempo em que, como sublinhou, era mais elevado o número de religiosas. Apesar das dificuldades que actualmente atravessam as comunidades, no que se refere a vocações femininas, D. Teodoro incentivou as Irmãs a continuarem a pedir a Deus para que lhes enviem novas vocações, de modo a que possam continuar o benéfico trabalho que realizam. Fazendo uma reflexão sobre as leituras da Eucaristia daquele dia, o prelado funchalense salientou a importância da oração, em especial por ocasião das dificuldades como sucedeu com Santo Estêvão, o primeiro mártir da Igreja, cuja festa ontem se celebrou. No ofertório foi colocada a renúncia do Advento das religiosas daquela Congregação, que reverte para as obras de recuperação da casa que as Irmãs Vitorianas têm no Santo da Serra e onde a Irmã Mary Wilson trabalhou. A este propósito, no final da Eucaristia, D. Teodoro de Faria fez um apelo às religiosas daquela Congregação para que mantenham em boas condições as diversas Casas que possuem na Diocese do Funchal. E porque algumas delas, como as de Câmara de Lobos e a de Santa Cruz, necessitam de obras de recuperação, apelou também a que as Irmãs façam todos os esforços para as manter, porque são importante património histórico e cultural da Diocese madeirense.

Bispos continuam as visitas às Comunidades Portuguesas

De 20 a 22 de Maio D. Januário Torgal Ferreira, ex-presidente da Comissão Episcopal de Migrações e Turismo, vai “em missão” junto dos trabalhadores agrícolas temporários Portugueses de Vianne, Agen, na região de Lot-et-Garrone (França). Por seu lado, D. Teodoro de Faria, vogal da Comissão Episcopal de Migrações e Turismo, por ocasião do Dia da Madeira, visita a Comunidade Portuguesa de Londres, na sua maioria originária da Região autónoma da Madeira. A área pastoral é servida pelo Mons. Vaz Pinto, Pe. Giandomenico Zilliotto, uma comunidade de Irmãs Vitorianas e equipas de leigos. Comissão Episcopal de Migrações e Turismo

Vitorianas têm novo governo provincial

A Província do Coração de Maria das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias que engloba as comunidades da Madeira, Porto Santo e Angola, tem, a partir de ontem um novo governo. A nova Superiora Provincial é a Ir. Maria Amélia do Espírito Santo Freitas (irmã Diamantina), eleita para um mandato que dura quatro anos. A eleição culminou o VI Capítulo Provincial, que decorreu na Capela do Colégio de Santa Teresinha, Funchal. A Superiora Geral da Congregação, Ir. Ilda, garante que o mesmo decorreu sob o «signo da serenidade, responsabilidade e empenho» de cada uma das participantes. Foi decidido investir mais na pastoral vocacional juvenil, incentivar presença nas escolas e prestar maior atenção à causa dos mais pobres, segundo o carisma da fundadora, Irmã Wilson.

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