Francisco diz que Confissão deve ser vista como «abraço de amor»

 

Cidade do Vaticano, 22 mar 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco apresentou hoje no Vaticano o amor de Deus como o amor de “um pai e uma mãe”, sempre fiel à sua aliança com a humanidade.

“Este é o amor de Deus, como o de uma mãe. Deus não se esquece de nós. Nunca. Não pode, é fiel à Sua aliança. Isso dá-nos segurança. Podemos dizer: ‘Mas a minha vida é tão ruim… Tenho esta dificuldade, sou um pecador, uma pecadora…’ Ele não se esquece de você, porque tem este amor visceral, e é pai e mãe”, declarou, na homilia da Missa a que presidiu na Capela da Casa de Santa Marta.

Francisco destacou que “Deus nunca se esquece” das pessoas e ama com “um amor visceral”.

A poucos dias da Semana Santa, o Papa deixou uma reflexão sobre o amor de Deus, inspirada no Salmo e na I Leitura, proclamada hoje nas igrejas de todo o mundo.

“O Deus fiel não se pode renegar a si mesmo, não pode renegar-nos, não pode renegar o seu amor, não pode renegar o seu povo, não pode renegar porque nos ama. Esta é a fidelidade de Deus”, precisou.

A intervenção destacou a importância do Sacramento da Penitência, convidando os católicos a não ver na Confissão uma ida à “lavandaria”.

“Não. Vamos para receber um abraço de amor deste Deus fiel que nos espera sempre. Sempre”, acrescentou o pontífice.

A intervenção concluiu-se com uma interpelação direta para a assembleia: “Exulta na esperança, porque o Senhor te ama como pai e como mãe”.

OC

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