Papa recebeu novos embaixadores de Granada, Gâmbia, Bahamas, Suíça, Cabo Verde, Islândia, Turquemenistão, Malta, Catar e Estónia

Cidade do Vaticano, 13 dez 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco apelou hoje no Vaticano a uma “solução humanitária” para a atual crise migratória, respeitando os Direitos Humanos.

“É essencial que o respeito pela dignidade humana e pelos direitos humanos inspire e guie todos os esforços para enfrentar as graves situações de guerra e conflitos armados, de pobreza opressiva, discriminação e desigualdade que afligem o nosso mundo e que nos últimos anos contribuíram para a atual crise migratória em massa”, referiu, num discurso aos novos embaixadores de Granada, Gâmbia, Bahamas, Suíça, Cabo Verde, Islândia, Turquemenistão, Malta, Catar e Estónia.

Segundo o pontífice, “nenhuma solução humanitária eficaz” para este problema urgente pode ignorar a “responsabilidade moral” de “acolher, proteger, promover e integrar” aqueles que partiram da sua terra “em busca de um futuro seguro para si e os seus filhos”.

Perante diplomatas de quatro continentes, Francisco evocou o centésimo aniversário do fim da I Guerra Mundial, uma “tragédia de grandes proporções” cujas lições devem levar os responsáveis internacionais a constatar a “inutilidade dos conflitos armados e da necessidade de resolver controvérsias, através do diálogo e da negociação”.

O Papa recordou ainda o 70.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, na última segunda-feira.

“Esse documento fundamental continua a guiar os esforços da diplomacia internacional, a fim de garantir a paz no mundo e promover o desenvolvimento integral de cada pessoa e de todos os povos”.

Francisco quis assegurar aos embaixadores que iniciam a sua missão junto da Santa Sé a atenção dos dicastérios da Cúria Romana, no cumprimento das suas responsabilidades.

“A Igreja compromete-se a trabalhar com qualquer interlocutor responsável, num diálogo construtivo, destinado a propor soluções concretas a esse e outros problemas humanos urgentes, com o objetivo de preservar a vida e a dignidade humana, aliviando os sofrimentos e promovendo um desenvolvimento autêntico e integral”, concluiu.

OC

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