Papa Francisco associou-se à beatificação de 19 mártires na Argélia

Cidade do Vaticano, 08 dez 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco lembrou o exemplo dos 19 mártires que foram hoje beatificados na Argélia e afirmou o desejo de continuar a trabalhar pelo diálogo.

“Acreditamos que esta celebração, sem precedentes, na Argélia, atrairá um grande sinal de fraternidade no céu argelino para o mundo inteiro”, afirmou Francisco numa mensagem dirigida ao cardeal Giovanni Angelo Becciu, enviado especial do Papa para a celebração na Argélia.

Entre os novos beatos da Igreja Católica estão o antigo bispo da cidade argelina de Orã, D. Pierre Claverie, e 18 religiosos e religiosas assassinados durante a guerra civil, entre 1991 e 2002, incluindo sete monges trapistas de Tibhirine, mortos em 1996.

A história dos monges da Ordem Cisterciense da Estrita Observância – Christian de Chergé, Luc Docher, Christophe Lebreton, Michel Fleury, Bruno Lemarchand, Celestin Ringeard e Paul Favre-Miville – raptados e assassinados em Tibhirine, deu origem ao filme ‘Dos homens e dos deuses’, do realizador francês Xavier Beauvois.

Entre os beatos estão ainda duas agostinianas espanholas, as irmãs Caridade Álvarez e Esther Paniagua, assassinadas durante as revoltas de 1994.

A beatificação, indica Francisco na carta disponibilizada pela sala de imprensa da Santa Sé, manifesta o desejo de a Igreja querer continuar a trabalhar pelo “diálogo, harmonia e amizade”.

O Papa manifestou “união” nesta “ação de graças” por “vidas totalmente dadas pelo amor de Deus” e expressou o desejo de que a celebração de beatificação possa “ajudar a curar as feridas do passado” e ajude a criar “uma dinâmica de encontro e convivência”.

A missiva lembrou ainda a herança espiritual de amor de Santo Agostinho de Hipona que, afirmou Francisco, importa impulsionar junto dos povos que “procuram promover a sua aspiração de «viver juntos em paz»”.

OC/LS

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