Francisco diz que verdadeira liberdade é interior e nasce do amor

Cidade do Vaticano, 12 set 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco alertou hoje no Vaticano para a “escravatura do ego”, que impede as pessoas de encontrar a liberdade que nasce do amor.

“Há uma escravatura que aprisiona mais do que uma cadeia, do que uma crise de pânico, de qualquer tipo de imposição: é a escravatura do próprio ego, as pessoas que parecem passar todo o dia a olhar-se ao espelho”, disse, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a audiência pública semanal.

Francisco sublinhou que “não há descanso” para quem é escravo da “gula e da luxuria”, para quem vive na “ânsia de ter”, no “fogo da ira” e na inveja que “corroem as relações”.

“O ego pode se tornar um torturador que tortura o homem onde quer que esteja e lhe causa a mais profunda opressão, aquela que se chama ‘pecado’, que não é uma simples violação de um código, mas fracasso da existência e condição de escravos”.

O Papa sublinhou que a “verdadeira liberdade”, pelo contrário, é a do amor, que “desapega da posse, reconstrói as relações, sabe acolher e valorizar o próximo, transforma todo o esforço num dom alegre e torna-o capaz de comunhão”.

“A verdadeira escravatura é a de não saber amar”, acrescentou.

Por isso, prosseguiu, há pessoas que, mesmo na prisão, “vivem uma grande liberdade de espírito”, dando como exemplo São Maximiliano Kolbe e o cardeal Van Thuan, “que transformaram obscuras opressões em locais de luz”.

No final do encontro, o pontífice deixou uma saudação aos peregrinos vindos de Portugal, do Brasil e de outros países de língua portuguesa.

“Vivamos a Eucaristia dominical com espírito de fé e de oração, sabendo que a carne de Jesus nos fortalece na verdadeira liberdade dos filhos de Deus. Sobre vós e sobre vossas comunidades, desça a bênção do Senhor”, declarou.

O Papa elogiou depois os casais de jovens, tradicionalmente presentes na audiência, sublinhando que “hoje é preciso coragem para casar-se”.

OC

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