Corpo de Deus é celebrado este domingo em vários países

Cidade do Vaticano, 03 jun 2018 (Ecclesia) – O Papa disse hoje no Vaticano que os católicos devem valorizar a Eucaristia e os gestos que homenageiam a presença de Jesus no Sacramento, bem como as suas exigências de ajuda ao próximo.

“A festa do Corpo de Deus é um mistério de atração a Cristo e de transformação nele. É uma escola de amor concreto, paciente e sacrificado, como Jesus na cruz; ensina-nos a sermos mais acolhedores e disponíveis para os que procuram compreensão, de ajuda, de encorajamento, e estão marginalizados e sós”, declarou, desde a janela do apartamento pontifício, perante milhares de pessoas reunidas para a recitação da oração do ângelus.

O dia do Corpo de Deus (solenidade litúrgica do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, no calendário católico) é um feriado móvel em Portugal e em várias outras nações, celebrado sempre a uma quinta-feira e 60 dias depois da Páscoa; nos países onde a data não é feriado, como acontece na Itália, celebra-se no domingo seguinte.

O Papa recordou que esta festa católica tem como manifestação pública as procissões com o Santíssimo Sacramento, a hóstia consagrada na qual os católicos reconhecem a presença de Jesus Cristo.

“Jesus, morto e ressuscitado, continua a percorrer as estradas do mundo, abeira-se de nós e guia o nosso caminho: alimenta a fé, a esperança e o amor, conforta nas provações, sustenta o compromisso pela justiça e a paz”.

Francisco recordou que esta tarde vai presidir à Missa e procissão do Corpo de Deus na localidade romana de Ostia, como fez o próximo santo Paulo VI há 50 anos, convidando todos a participar, “também espiritualmente”.

A celebração vai decorrer na paróquia de Santa Mónica, zona afetada pela Mafia, a partir das 18h00 (menos uma em Lisboa), incluindo uma procissão até à Paróquia de “Nossa Senhora de Bonaria” (devoção que inspirou a denominação da cidade de Buenos Aires, de onde é natural o Papa, ndr).

O Papa deixou votos de que em toda a Igreja “cresça a fé no Corpo e Sangue do Senhor, a alegria de participar na Santa Missa, especialmente a dominical, e o impulso de testemunhar a imensa caridade de Cristo”.

Após a oração do ângelus, Francisco recordou a beatificação da irmã Maria Crucificada do Divino Amor, que decorreu este sábado em Nápoles, Itália.

“Filha espiritual do padre Pio, foi uma verdadeira apóstola no campo educativo e paroquial. Que o seu exemplo e intercessão sustentem as suas filhas espirituais e todos os educadores”, declarou.

O Papa dirigiu-se depois às pessoas que assinalam o aniversário da morte de São João XXII na sua terra natal, Sotto il Monte, em Bérgamo, Itália.

“Que a peregrinação dos restos mortais deste pontífice, tão amado pelo seu povo, possa suscitar em todos propósitos generosos de bem”, desejou.

Francisco despediu-se com os habituais votos de “bom domingo” e “bom almoço” aos visitantes e peregrinos de vários países.

OC

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