O ‘Prémio Ratzinger’, considerado o ‘Nobel’ da Teologia, foi entregue ao arquiteto suíço Mario Botta e à teóloga alemã Marianne Schlosser

Cidade do Vaticano, 17 nov 2018 (Ecclesia) – O Papa entregou, este sábado, o ‘Prémio Ratzinger’, considerado o ‘Nobel’ da Teologia ao arquiteto suíço Mario Botta e à teóloga alemã Marianne Schlosser.

Francisco enviou o seu pensamento “afetuoso e agradecido” a Bento XVI e destcou a sua “herança cultural e espiritual”.

“Como admiradores de sua herança cultural e espiritual, vocês receberam a missão de cultivá-la e fazer com que continue frutificando, com aquele espírito fortemente eclesial que caracteriza Joseph Ratzinger”, referiu.

O Papa encorajou ainda os galardoados a estudarem o escritos do Papa emérito e a enfrentarem os novos temas com que a fé é chamada a dialogar, como o cuidado da criação da Casa comum e a dignidade da pessoa humana”.

Dirigindo-se a Marianne Schlosse, segunda mulher a receber o Prémio Ratzinger, Francisco realçou o papel da presença feminina no ensino da Teologia na atualidade.

“É muito importante que seja reconhecida cada vez mais a contribuição feminina no campo da pesquisa teológica científica e do ensino da Teologia, por muito tempo considerados campos quase exclusivos do clero.

É necessário que essa contribuição seja incentivada e encontre mais espaço, coerentemente com o aumento da presença feminina nos vários âmbitos de responsabilidade da Igreja, em particular, e não somente no campo cultural”, apontou.

Além da Teologia o prémio Ratzinger é, pelo segundo ano, atribuído ao campo das artes de inspiração cristã, nesta edição ao arquiteto Mario Botta.

“O compromisso do arquiteto criador de locais sagrados na cidade dos homens é de grande valor e deve ser reconhecido e incentivado pela Igreja, em particular quando se corre o risco do esquecimento da dimensão espiritual e da desumanização dos espaços urbanos”, defendeu Francisco.

Botta, nascido em 1943, é responsável por uma vintena de edifícios religiosos, sendo notório o seu interesse pela “categoria do sagrado”, uma “espinha na garganta da secularização”.

Marianne Schlosser, teóloga alemã nascida em 1959, é professora na Universidade de Viena, distinguiu-se pela sua investigação sobre a Baixa Idade Média e sobre a figura de São Boaventura, a quem Joseph Ratzinger dedicou grande atenção; em 2014, o Papa Francisco nomeou Marianne Schlosser como membro da Comissão Teológica Internacional.

SN

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